27 de janeiro de 2017

Trump Rehearsing his 2017 Goal: Take over Britain and replaceThe Queen






















(Prenda da Majo

Nos próximos dias não haverá blogue - Ano Novo Lunar (Galo) a partir de amanhã.
KUNG HEI FAT CHOI!!!

26 de janeiro de 2017

Salário mínimo universal em Macau adiado para as calendas gregas?


As calendas, no antigo calendário romano, designavam o primeiro dia de cada mês, quando ocorria a Lua Nova.
Uma designação e uma noção que não existiam no calendário grego.
As calendas gregas passaram assim a expressar a ideia de um dia que nunca chega.
De Roma e da Grécia para Macau.
O Executivo, no ano 2015, quando instituiu o salário mínimo para duas profissões (porteiros e empregados de limpeza), comprometeu-se publicamente a finalmente consagrar um salário mínimo universal em Macau no máximo no ano 2018.
Se tudo corresse bem, fosse lá "tudo" o que fosse, até seria possível implementar o salário mínimo universal antes do ano 2018.
"Tudo", seja lá o que for "tudo", não terá corrido bem.
Porque ontem o Secretário para a Economia e Finanças, no final de uma reunião do Conselho Permanente de Concertação Social, veio dizer que nem em 2019 o salário mínimo universal será consagrado.
Afinal 2018 será o ano em que começará a ser avaliado o impacto do salário mínimo nas profissões que já dispõem desse privilégio (ingenuamente pensava que essa avaliação era feita desde o primeiro momento...), para depois se estudar a possibilidade de alargamento a todas as profissões do que devia ser um direito fundamental básico.
Voltemos a Roma e à Grécia.
Haverá algum dia salário mínimo universal em Macau?
Acredito que sim.
Será nas calendas.
Quais?
Esperemos que não sejam as gregas.
Para que Macau deixe de ser uma das cidades mais ricas da imensa China, o que poderá ser bom,  mas simultaneamente a única onde este direito básico e fundamental não está legalmente consagrado, o que é simplesmente vergonhoso.

Intemporais (59)

25 de janeiro de 2017

Not so fast Theresa


Seria já em Março que Theresa May teria a intenção de iniciar formalmente o processo conducente à saída do Reino Unido da União Europeia.
A mesma Theresa May que estaria até disposta a invocar uma prerrogativa real para accionar esse abandono do sempre eurocéptico Reino Unido.
Seriam duas novidades num só acto - um governante a invocar um poder real e um membro da União Europeia a abandonar formalmente a organização ao abrigo do disposto no artigo 50 do Tratado de Lisboa.
O texto está no condicional porque o Supremo Tribunal veio travar a euforia de Theresa May e dos britânicos que a acompanham nesta eterna desconfiança perante a União Europeia e as suas instituições.
Para accionar o artigo 50 do Tratado de Lisboa Theresa May terá que obter previamente a autorização do Parlamento.
Theresa May, que já anunciava publicamente um Brexit rápido e limpo, sofreu um duro revés com esta decisão do Supremo Tribunal, claramente uma derrota política para a governante e os seus apoiantes.
O Parlamento poderá até confirmar o resultado do precipitado referendo e o efectivo abandono da União Europeia.
Mas o processo conducente a esse abandono será pelo menos mais moroso e mais burocratizado do que Theresa May pretendia.
Not so fast, Theresa, foi este o veredicto dos juízes do Supremo Tribunal. 

Papa Francisco


24 de janeiro de 2017

O Homo Erectus e o Homo Sapiens Sapiens estarão em perigo?


Já não é a primeira vez que isto acontece.
Hoje, mais uma vez, senti-me um estranho quando entrei no elevador do local de trabalho.
Um elevador cheio (já é um hábito, mas isso são outras contas...) de gente dobrada sobre os seus telemóveis, de gente concentrada num mundo virtual que se distrai e afasta do mundo real.
E é assim no elevador, nas ruas, nos restaurantes, nos carros (condutores incluídos...).
O telemóvel, que supostamente deveria aproximar as pessoas, vai-as afastando cada vez mais, vai-as isolando cada vez mais.
Que espécie de hominídeo estamos a inventar nesta era?
Depois do Homo Erectus, que há cerca de 1.6 milhões de anos passou a andar de forma erecta, o que se seguirá?
Um hominídeo de pescoço e coluna vertebral dobrados incapaz de olhar à sua volta?
Será que chegou o dia tão receado por Albert Einstein? 
O dia em que a tecnologia se sobrepôs à humanidade e o Homo Sapiens Sapiens começou a regredir ("Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à humanidade. Então o mundo terá uma geração de idiotas")?
Se ainda não chegou fica a forte sensação que caminhamos perigosamente nesse sentido, que caminhamos perigosamente no sentido de um abismo que os idiotas de que falava Einstein não irão ver à sua frente porque estarão dobrados a olhar para o telemóvel que lhes ocupa as mãos e a mente.

NÃO À LÓGICA DO TUDO OU NADA (Frei Bento Domingues, o.p.)


1. Perante o rumo assustador que a política internacional está a tomar e a múltipla inconsciência na “União Europeia”, fui interpelado por alguns católicos, que se identificam com a herança do Vaticano II, para a urgência de reunir pessoas de “boa vontade”, não apenas para interpretar os sinais deste tempo, mas sobretudo para encontrar formas activas de responder à pergunta dos Actos dos Apóstolos: que fazer?
É tarefa para quem não acredita no determinismo histórico. Um amigo mandou-me, entretanto, o hebdomadário, Le Point (5 de Jan.) com a fotografia do filósofo ateu Michel Onfray na capa e a referência ao seu último livro – Décadence – anunciando que a civilização baseada no judeo-cristianismo está absolutamente esgotada. Os seus valores de outrora estão mortos e nada nem ninguém os pode reanimar.  
       O Islão, pelo contrário, está forte, tem um exército planetário, constituído por inumeráveis crentes prontos a morrer por Alá e o seu Profeta, ancorados em apetecíveis recompensas celestes.
A referida Revista está recheada com uma entrevista a M. Onfray, extractos do seu livro e algumas mansas réplicas.
O entrevistado deleita-se no exercício do contra ponto. Nós somos os últimos da civilização moribunda e mergulhados no niilismo, eles no fervor; nós estamos esgotados, eles cheios de saúde; nós deixamo-nos engolir pelo instante, eles movidos por uma eternidade gloriosa; temos por nós o passado, eles têm o futuro; para eles, está tudo a começar, para nós, está tudo a acabar.
Segundo este filósofo, cada coisa tem o seu tempo. O judeo-cristianismo reinou quase dois mil anos. Uma duração honrosa para uma civilização. Aquela que a substituirá também será substituída. É uma questão de tempo. O nosso barco afunda-se, resta-nos desaparecer com elegância.
       Este determinismo coloca os próprios católicos fora de jogo. O Concílio Vaticano II em nada nos pode ajudar. Querendo ser um remédio, aumentou a doença. Ao fazer de Deus um colega que trata por tu; do padre, um amigo convidado para férias; do mundo simbólico, uma velha lua a ignorar; do mistério da transcendência, uma rasteira insignificância; da missa, uma cenografia decalcada das emissões televisivas; do ritual resistente, uma cançoneta ligeira; da mensagem de Cristo, um simples panfleto sindicalista; da batina, um disfarce de teatro; das outras religiões e espiritualidades, algo equivalente ao cristianismo. Enfim: a Igreja, ao precipitar o movimento de fuga para a frente, provocava o seu descalabro.
2. Dir-se-á que esta caricatura ignorante não passa de mais uma reprodução lefebvrista. Está longe da cultura da subtileza e do rigor. A experiência do autor, num colégio católico, deixou-lhe recordações da violência, real e simbólica, que não são indiferentes à sua vontade de desconstrução radical.
Seria, todavia, grave que, por causa das análises inadequadas do autor, não perguntássemos com insistência: o que aconteceu, ao longo dos séculos, para se esquecer, que numa das primeiras comunidades cristãs não havia, entre eles, nenhum indigente (…); distribuía-se a cada um segundo a sua necessidade? Hoje, o abismo entre ricos e pobres continua escandaloso. Alguns desses ricos e opressores ainda passam por benfeitores. Que enxertos perversos foram feitos na árvore cristã para dar frutos tão maus? 
         No ano 2000, o Papa João Paulo II multiplicou as confissões de arrependimento pelos pecados e crimes dos homens da Igreja. Pretendia ser um trabalho de purificação da memória e os contínuos incitamentos à globalização da solidariedade e a oposição frontal à guerra no Iraque. Estamos confrontados com a “vitória” de Donald Trump, a religião dos muros, as ameaças em todas as direcções e a derrota da civilização! Há muita gente assustada e outra resignada. Há também quem resista.
3. O Papa Francisco, no longo discurso da audiência natalícia à Cúria romana, deu publicamente contas do que foi realizado na reforma da Cúria, no banco do Vaticano, de todas outras reformas em curso, com todos os pormenores, marcando bem qual é a lógica que o guia: se a lógica do Natal é a subversão da lógica do mundo, da lógica do poder, da lógica do controle, da lógica farisaica e da lógica casualística ou determinista, então também a lógica da reforma da Cúria deve ir nesta direcção. Há quem diga que é muito exigente e extremamente severo com cardeais, bispos e padres, quando não espelham uma Igreja pobre, dos pobres e para os pobres. De facto, para ele, o clericalismo é um mal terrível que tem raízes antigas e, como vítimas, sempre “o povo pobre e humilde”. Não é por acaso que também hoje, na missa, o Senhor repete, aos “intelectuais da religião”, que os pecadores e as prostitutas os precederão no reino dos céus.
O Papa não é um Trump de batina. Numa homilia, estava a proclamar que é preciso viver a santidade pequenina da negociação, ou seja, aquele realismo sadio que a Igreja nos ensina: rejeitar a lógica do isto ou nada e de empreender o caminho do possível para nos reconciliarmos uns com os outros. Nisto, uma criança desata a chorar: «não vos preocupeis porque a pregação de uma criança na igreja é mais bonita do que a do sacerdote, do bispo ou do Papa. Deixai-a chorar, porque é a voz da inocência que nos faz bem a todos»
Público 22.01.2017

23 de janeiro de 2017

Num bi, carago!


No Porto, o Zé Luís estava a passar pelo rio Douro, quando viu um grupo de evangélicos a orar e a cantar. 

Resolveu perguntar:

- Oh meus sinhôres que é que se está a passar aqui?

- Estamos a fazer um baptismo nas Águas. Você também deseja encontrar o Senhor?

- Pois cum certeza!!! Quero, sim sinhor.

Os evangélicos vestiram o Zé Luís com uma roupa branca e levaram-no para a fila.

Numa margem do rio estava um pastor que pegava nos fieis, mergulhava a cabeça deles na água, depois tirava e perguntava:

- Irmão... viste Jesus?

- Ah, eu vi, sim.

E todos os evangélicos diziam:

- Aleluia! Aleluia!

Quando chegou a vez do Zé Luís, o pastor meteu-lhe a cabeça na água, depois tirou e perguntou-lhe:

- Irmão... viste Jesus?

- Num bi! - disse o Zé Luís.

O pastor colocou novamente a cabeça do Zé Luís na água e deixou-a lá um certo tempo. 
Depois tirou-a e perguntou:

- E agora, irmão... viste Jesus?

O Zé Luís já bastante ofegante, lá disse:

- Num bi, carago!

O pastor, já nervoso, colocou de novo a cabeça do Zé Luís debaixo de água e deixou-a lá por uns cinco minutos. 
Depois puxou o Zé Luís e perguntou-lhe:

- E agora, irmão... já conseguiste ver Jesus?

O Zé Luís, já mole e trôpego de tanta água engolir, disse:

- &&da-se, já disse que num bi caraaago! 
Bocês têinhe a certeza de que ele caiu aqui???? 
Num estará o morcon no estádio de Alvalade a treinar o Sporting???

BOA SEMANA!

19 de janeiro de 2017

The Apprentice


The Apprentice é um daqueles enlatados televisivos que os Estados Unidos produzem e exportam.
Um enlatado que deu ainda mais fama a Donald Trump, o todo poderoso que entrevistava os concorrentes e lhes ditava a sentença final - "You're fired!"
Donald Trump toma posse amanhã como 45º Presidente dos Estados Unidos da América.
E toma posse com a mesma mentalidade de estrela de reality show que lhe deu fama durante muitos anos.
A minha esperança, e a de muita gente que como eu ainda tem dificuldade em perceber como foi Donald Trump eleito, é que  o Trump estrela de reality show, ao entrar na Sala Oval seja confrontado com uma boa dose de reality check.
E que compreenda que, em matérias de política internacional, é ele o aprendiz.
Para perder alguma daquela pose de quero, posso, mando e faço.
Essa é a esperança, o desejo.
A certeza é que, já a partir de amanhã, o Mundo será diferente.
E que os frágeis equilíbrios multipolares existentes vão sofrer um forte abalo com a tomada de posse de Donald Trump.
Que pena e que frustração não podermos imitar Donald Trump em The Apprentice e não podermos, como ele tantas vezes fez, desgostosos com o seu comportamento como Presidente dos Estados Unidos, sentenciar sem apelo - "You're fired!"

Intemporais (58)

18 de janeiro de 2017

Discurso de Xi Jinping em Davos cheio de recados a Donald Trump


Xi Jinping, ao discursar na cimeira do Fórum Económico Mundial em Davos, aproveitou para deixar uma série de recados a Donald Trump.
Em vésperas da tomada de posse de Trump como Presidente dos Estados Unidos da América, Xi Jinping aproveitou a presença em Davos para responder a Trump e às suas anunciadas intenções no desempenho do cargo.
As provocações de Trump (deixar a líder de Taiwan utilizar o solo americano para fazer escalas entre voos; afirmar que o princípio "Uma só China" é negociável e depende do comportamento da China no futuro; que as fronteiras americanas se irão progressivamente fechar à importação de produtos provenientes da China; que o outsourcing de empresas americanas beneficiando a China tem os dias contados; que as metas de controlo da poluição ambiental podem ser revistas...) tiveram em Davos uma resposta num tom ponderado mas eloquente de Xi Jinping.
Xi Jinping que afirmou peremptoriamente que a China já fez muitas concessões no intuito de beneficiar a liberdade económica e comercial, a livre de circulação de bens no espaço mundial, para diminuir os poluentes lançados para a atmosfera, para agora ir renegociar acordos e fazer mais concessões.
Não será uma surpresa mas adensa-se a ideia que a presidência de Trump será marcada, pelo menos nos primeiros tempos, o tempo necessário a que Trump, como dizem os brasileiros, "caia na real", por uma grande conflitualidade económica e diplomática.
Em Davos Xi Jinping mostrou que também conhece a típica e colorida linguagem brasileira e deixou um claro recado a Donald Trump - "nem vem que não tem". 

Para ver com atenção

17 de janeiro de 2017

Se um Aeroporto incomoda muita gente


Há já alguns anos o deputado Fong Chi Keong, numa das suas tão típicas intervenções na Assembleia Legislativa, defendeu o desmantelamento do Aeroporto de Macau e o desvio de todo o tráfego aéreo do mesmo para o vizinho Aeroporto de Zhuhai.
Fong Chi Keong é um desbocado, alguém que não tem a mais pequena noção do politicamente correcto.
E estas declarações, que deviam fazer soar alguns alarmes, sobretudo sabendo-se da forte oposição que existiu aquando da construção da infra-estrutura, passaram apenas como mais uma das muitas diatribes de Fong Chi Keong, neste caso em particular em busca de negócios bilionários (destruir um Aeroporto, libertar os terrenos com uma localização privilegiada, remodelar o Aeroporto de Zhuhai, talvez construir nos terrenos entretanto desocupados, seria sempre a somar).
Se esta parte da equação poderia ser verdadeira (o apetite voraz de algumas pessoas nunca se vê saciado), fiquei sempre com a sensação que havia algo mais que estava a ser deixado na sombra e que Fong Chi Keong precipitadamente revelara.
Esta sensação, este incómodo, este formigueiro, crescem agora que surgem boatos (a Autoridade de Aviação Civil de Macau diz que não passam disso) acerca da hipótese de desmantelamento do Aeroporto de Macau, da junção ao Aeroporto de Zhuhai, supostamente como parte do processo de integração regional.
Macau é terra de encontro de culturas como todos sabemos.
Sobretudo das culturas chinesa e portuguesa.
Se os portugueses dizem que não há fumo sem fogo, os chineses são useiros e  e vezeiros neste processo de deixar uns recados no espaço público, resultantes de convenientes "fugas de informação", para testar a reacção das pessoas a algo que pretendem fazer.
Apesar do desmentido oficial vale a pena ficar atento a esta urticária que o Aeroporto de Macau parece provocar em muito boa gente.

A prova da hipótese de Galileu


Galileu, no século 15, descobriu que qualquer objecto caindo para a terra, cai na mesma porção de tempo . 
Ele mencionou que uma bala de canhão e uma pena, se deixadas cair da mesma altura,
tocariam no solo ao mesmo tempo se não houvesse resistência do ar (ou seja, se houvesse vácuo). 
Ele teve dificuldades em o demonstrar por muito tempo.
Quatro séculos depois, com auxílio da Tecnologia, foi experimentalmente demonstrado. 
É um grande momento visual. 
(A experiência da tese de Galileu nós já aprendemos este princípio na escola secundária. 
O interessante é assistir à verificação desse princípio da resistência do ar. Vale a pena ver.)

16 de janeiro de 2017

Deus tinha razão


Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem, decidiu conceder-lhes apenas duas virtudes. 
Assim:
- Aos Suíços fê-los estudiosos e respeitadores da lei;
- Aos Ingleses, organizados e pontuais;
- Aos Argentinos, chatos e arrogantes;
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados;
- Aos Italianos, alegres e românticos;
- Aos Franceses, cultos e com charme;
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e políticos.
O anjo, que secretariava as decisões de Deus, anotou… mas logo de seguida, cheio de humildade, e medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram concedidas duas virtudes; porém, aos portugueses, o Senhor enunciou três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da Terra?
- Muito bem observado, bom Anjo! exclamou o Senhor... Isso é verdade!
- Façamos então uma correcção! 
De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas… nenhum deles poderá utilizar mais que duas simultaneamente – como os demais povos! Toma nota…
Assim:
- o que for político e honesto, não pode ser inteligente.
- o que for político e inteligente , não pode ser honesto.
- e o que for inteligente e honesto, não pode ser político!

“Palavra do Senhor”

BOA SEMANA!

Coincidência


Um criador de galinhas vai ao bar local, senta-se ao lado de uma mulher e pede uma taça de champanhe. A mulher comenta:
- "Imagine... Eu também pedi uma taça de champanhe "!
– "Que coincidência "! - diz o fazendeiro. - "Hoje é um dia especial para mim, pelo que estou celebrando ".
– "Hoje é um dia especial para mim também "! - diz a mulher " - "Também estou celebrando ".
- "Que coincidência "! - diz o fazendeiro.
Quando eles ‘batem’ as taças, ele complementa:
- "O que você está celebrando "?
– "Eu e meu marido vínhamos tentando ter um filho e hoje o meu ginecologista me disse que estou grávida ".
– "Que coincidência "! - diz o homem - "Sou criador de galinhas e por anos as minhas galinhas não eram férteis. Mas hoje elas estão pondo ovos fertilizados ".
– "Isso é óptimo " - diz a mulher - "Como suas galinhas ficaram férteis "?
– "Usei um galo diferente " - diz ele.
A mulher sorri, brinda novamente e diz:
- "Mas que Coincidência "!!!

Conheces o Tobé?


O Tobé é um vendedor de colchões e roupa interior no Mercado do Bolhão.
Um dia ele chega a casa e diz para a mulher:
- Tens de começar a trabalhar, amor. 
Olha para mim, hoje vendi 3 colchões e 20 cuecas e ganhei 600 Euros. 
Ela muito depressa: 
- Olha Tobé.. eu sem sair de casa, só com um colchão e sem cuecas fiz 800 Euros.



13 de janeiro de 2017

O motorista do Papa


Depois de arrumar toda a bagagem, o motorista reparou que o Papa ainda se encontrava no exterior do veículo.
 "Desculpe-me Sua Santidade", disse o motorista, "Não se importa de ocupar o seu lugar para que possamos seguir?".
"Bem, para dizer a verdade", diz o Papa, "No Vaticano nunca me deixavam conduzir quando era Cardeal, como Papa ainda menos, e apetecia-me mesmo conduzir hoje!".
"Desculpe-me Sua Santidade, mas não posso fazer isso. Perderia o meu emprego! E se acontecesse alguma coisa?" protestou o motorista, desejando não ter ido trabalhar nessa manhã.
"E quem é que vai contar?", diz o Papa com um sorriso.
Relutantemente, o motorista senta-se atrás, enquanto o Papa ocupa o lugar ao volante.
O motorista imediatamente se arrepende pois, mal deixam o aeroporto, o Papa mete o prego a fundo acelerando a limusina até aos 205 km/h.
"Por favor, Sua Santidade!" implora o preocupado motorista.
Mas o Papa continua com o prego a fundo até que se ouvem sirenes.
"Oh, meu Deus, vou perder a minha carta de condução e o emprego!", soluçava o motorista.
O Papa encosta a limusina e desce o vidro quando o polícia se aproxima;
Quando este olha para ele, regressa à mota e estabelece contacto rádio com a Central.
"Preciso de falar com o Chefe", informa ao operador.
O Chefe responde e o guarda diz-lhe que mandou parar uma limusina que seguia a 205 km/h.
"Então aplica-lhe a multa", diz o Chefe.
"Não creio que devamos fazer isso, ele é mesmo importante", diz o polícia.
O Chefe exclama, "Por isso mesmo, multa o sacana!"
"Não, é que é MESMO importante", insiste o guarda.
Então o Chefe pergunta, "Quem tens aí, o Presidente da Câmara?"
E o polícia: "Mais alto".
O Chefe: "Um deputado?"
Polícia: "Mais importante".
Chefe: "O Primeiro Ministro?".
Polícia: "Muito mais!".
--"Bolas", diz o Chefe, "Então quem é?".
O polícia: "Acho que é Deus!".
O Chefe fica atrapalhado, "E o que te leva a pensar que seja Deus?".
Polícia: "É que o motorista Dele ... é o Papa!".

BOM FIM-DE-SEMANA!

Robalos e Alheiras

Quando perguntaram a Armando Vara o que tinha recebido de prenda de Manuel Godinho, respondeu que tinham sido ROBALOS... e acrescentou que lhe tinha retribuído com ALHEIRAS .
Pois bem, estudos recentes concluíram que ROBALOS e ALHEIRAS, propiciam uma reacção química a que se deu o nome de :


Fotografia de uma ... PUTA


12 de janeiro de 2017

E aprende-se a dizer saudade

Confesso que me emocionei como nunca antes em presença de um acontecimento político, nacional ou internacional, quando há oito anos ouvi o discurso inaugural do então recentemente eleito Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Hussein Obama.
Sentia-se que se estava perante alguém que devolvia esperança a um Mundo em grande turbulência, a um Mundo em muito e há muito deprimido.
“Yes, we can”, dizia-nos Obama.
Parecia um sonho, parecia delírio.
Nesses oito anos ficou muito por fazer (Guantanamo, terrorismo, violência racial, controlo de armas a nível interno e internacional…).
Mas muito foi feito também.
Acima de tudo o aparecimento de uma nova esperança e de uma nova forma de fazer e de estar na política.
Aquele que se entende ser o homem que ocupa o posto mais poderoso à face da Terra revelou-se um ser humano profundamente bondoso e incrivelmente simples.
Ao mesmo tempo que se revelava resoluto no exercício das suas funções, Barack Obama, sempre acompanhado pela extraordinária Michelle Obama, mostrava-nos que é possível ser-se uma pessoa profundamente decente e honesta no exercício de cargos políticos.
O casal Obama mostrou ao Mundo que pessoas excepcionalmente cultas e inteligentes, que ocupam cargos de extraordinária visibilidade e responsabilidade, podem e devem ser em tudo iguais a nós.
O mesmo casal Obama que devolveu dignidade, respeitabilidade e elevação ao exercício da política e devolveu a esta actividade o carácter nobre que há muito parecia perdido.
Se fora com emoção que ouvira Obama dizer ao Mundo “Yes, we can”, é com emoção que agora vejo o casal Obama despedir-se da Casa da Branca.
Ouvir Barack Obama no seu último discurso enquanto Presidente dos Estados Unidos, ouvir Michelle Obama no seu discurso de despedida enquanto Primeira Dama, faz-me sentir um privilegiado por ter podido assistir a este pedaço de História que foi a presença do casal Obama na Casa Branca.
Ao mesmo tempo que me faz compreender muito melhor os versos da canção de Coimbra, da Coimbra que foi o meu berço – “e aprende-se a dizer saudade”.

Intemporais (57)

11 de janeiro de 2017

Mário Soares (07/12/1924 - 07/01/2017)


Mário Soares foi ontem a sepultar em Lisboa.
Nestas ocasiões é de bom tom fazer o elogio público do falecido, recorrer ao discurso laudatório, ao panegírico, para louvar a pessoa falecida.
Não é essa a minha maneira de ser, não é esse o meu procedimento, não será isso que Mário Soares merece, não seria isso que certamente quereria.
Mário Soares não merece nem o elogio falso e hipócrita, nem o insulto  vil e torpe.
Homem polémico, como o são todas as figuras públicas marcantes, goste-se da pessoa em causa ou não, Mário Soares terá o seu nome inevitavelmente ligado à História de Portugal dos últimos quarenta anos.
Nunca votei em Mário Soares, nunca votei no Partido que Mário Soares fundou, reconheço no seu percurso de vida, e no seu percurso político, muitos méritos e muitos erros.
Pura e simplesmente porque Mário Soares era humano.
E, como qualquer ser humano, fez coisas muito acertadas mas também cometeu muitos erros.
Não se santifique a pessoa, algo que ele próprio nunca procurou, nem se diabolize a figura e o seu legado.
Saibamos ter o distanciamento suficiente para tentar perceber os seus méritos e os seus defeitos.
Tendo a certeza que se deve a Mário Soares, e a outros como ele, a possibilidade de fazer esse juízo em liberdade, publicamente, sem receio de perseguições, de juízos incriminatórios sumários.
Não esquecendo os erros que cometeu, também não esqueço que, mesmo nesta Macau onde vivo, posso exprimir livremente as minhas opiniões em grande parte graças à acção política de Mário Soares e de outros que com ele sempre souberam elevar a liberdade de pensamento e opinião a valor supremo.
Que repouse em paz.