12 de dezembro de 2017

Que “Trumpalhada”!


Donald Trump continua o chorrilho de disparates que tem marcado a sua presidência e que é impossível saber se, quando e onde vai terminar.
De um momento para o outro resolveu deitar por terra anos de demoradas e complicadas negociações e consensos que custaram muitas horas e vidas a conseguir.
Fê-lo para agradar ao seu eleitorado judeu, aos mais ortodoxos de todos os ortodoxos.
Esquecendo, ou ignorando, que estava a hostilizar árabes e palestinianos, que estava mais uma vez a fazer tábua rasa das decisões tomadas a nível internacional (o denunciar o Acordo de Paris foi só o princípio como agora se percebe), que estava a dar mais um passo no sentido do isolamento internacional norte-americano.
Profundamente ignorante, senhor de uma soberba sem limites, Donald Trump acredita mesmo no seu slogan de campanha – Make America Great Again.
Um ignorante cheio de presunção, rodeado de outros ignorantes cheios de presunção, é um perigo para o Mundo.
Com uma assinatura num documento, que orgulhosamente exibiu, Donald Trump conseguiu deixar o Médio Oriente a ferro e fogo.
Uma situação que se arrasta a outros pontos do Globo e que também não se sabe quando, onde e como terá fim.
Querendo colocar os Estados Unidos no papel de senhores das rédeas do Mundo a luminária americana consegue precisamente o oposto.
Com os Estados Unidos sob liderança de Donald Trump o papel de mediadores privilegiados que os americanos reclamam para si vai sendo cada vez mais repartido entre chineses, União Europeia e Rússia.
De “Trumpalha” em “Trumpalhada” Donald Trump vai conseguindo o oposto do que prometeu aos americanos.
E vai reduzindo cada vez mais a importância estratégica dos Estados Unidos.
O que até não seria muito grave se não afectasse terceiros.

Agostina


11 de dezembro de 2017

Segredo


 Um cliente foi a um hotel e perguntou ao proprietário:
 -O quarto 33 está vazio?
 O dono do hotel respondeu que sim, estava vazio.
 Ele perguntou se poderia apenas reservar para uma noite e dono respondeu que sim mas antes de subir fez um pedido ao proprietário:
 -Uma faca preta e uma linha de seda branca de 33 cm de comprimento e uma laranja pesando 66 gramas.
 O dono admirou-se pelos estranhos pedidos mas arranjou-os.
 Ele não pediu comida, bebida ou qualquer outra coisa.
 Felizmente, o quarto do dono do hotel ficava no andar debaixo do quarto 33 e depois da meia-noite ouviu sons muito estranhos como se fossem animais, e vozes! 
Sentiram-se sons abafados de alguém batendo.
 De manhã e antes de o cliente sair o proprietário do hotel pediu para verificar o quarto mas encontrou tudo impecável. 
O fio de seda e a faca preta na mesa, a laranja inteira, e tudo no lugar.
O cliente pagou a conta da noite a dobrar e também deu mais gorjeta do que os outros clientes. Passou-se um ano e o dono do hotel esqueceu-se do assunto.
 A 1 de Março do ano seguinte ficou surpreso com o mesmo homem! 
Quando o viu, ele lembrou-se do que tinha acontecido no ano anterior.
 O cliente voltou a solicitar o quarto 33, uma faca negra, um fio de seda de 33 cm e uma laranja de 66 gramas.
O dono do hotel decidiu ficar acordado para ver se descobria tal mistério.
Após a meia-noite, começaram os mesmos sons que tinha ouvido no ano anterior....mas desta vez mais alto. 
Pela manhã o cliente saiu e pagou a conta a dobrar e deu uma boa gorjeta. 
O proprietário do hotel ficou ainda mais intrigado! 
E a selecção do quarto nº 33?... E a faca preta?... E o peso da laranja?... E o comprimento da linha de seda?... 
Ao longo do ano ele esperou, ansioso, pelo mês de Março.
E, na manhã do dia 1 de Março, pelo terceiro ano consecutivo, lá apareceu o cliente e pediu as mesmas coisas.
 O dono do hotel ficou acordado, disposto a descobrir o mistério, mas sem resultados... os mesmos sons foram ouvidos sempre com maior intensidade.
 Pela manhã antes do cliente sair, quando veio pagar a conta, o dono do hotel disse que queria saber o que se passava. 
O cliente respondeu: "Se eu lhe disser o segredo promete não contar a ninguém"?... 
O proprietário do hotel disse:
 - "Eu prometo, não falo a ninguém, não importa o que me disser. Juro"! 
E, de fato, o dono do hotel não contou a ninguém... ninguém, até hoje, sabe o que se passou! 
Nem eu sei o segredo, e estou morrendo de curiosidade!!!

BOA SEMANA!

7 de dezembro de 2017

Goleada e oitavos-de-final garantidos


Excelente exibição, goleada, oitavos-de-final garantidos, prestígio e dinheiro acumulados.
Foi assim a noite de Liga dos Campeões ontem no Estádio do Dragão.
Uma noite em que nem tudo foi positivo, no entanto.
A expulsão de Filipe, que afasta o jogador dos oitavos-de-final da competição, como aspecto mais negativo e que não pode deixar de ser realçado.
O Porto foi muito superior a um Mónaco que se percebe sofreu imenso com a sangria da época passada para esta.
O tal fair-play financeiro que, em vez de nivelar, vai deixando os clubes mais poderosos economicamente sugar os recursos dos restantes.
Também aqui o rei vai nu e ninguém parece querer ver o óbvio.
Fair-play financeiro que também atingiu em cheio o Porto mas que foi ultrapassado pelo excepcional trabalho que Sérgio Conceição está a realizar no clube.
Não me canso de afirmar que Sérgio Conceição foi inquestionavelmente a melhor aquisição do Porto para esta época.
O mesmo Sérgio Conceição que soube recuperar jogadores que andavam perdidos e agora são fundamentais (Aboubakar e Ricardo acima de todos os outros), que soube dar uma injecção de confiança à equipa que esta há muito precisava.
Será muito difícil ao Porto passar a próxima fase da prova, há que o reconhecer sem tibieza.
Mas, só o ter chegado aqui, o ter acumulado muito dinheiro e prestígio, já é muito importante.
Mais importante ainda, o ambiente de confiança, de crença, que se gerou à volta da equipa.
Mérito inteirinho para Sérgio Conceição e o excelente trabalho que vem desenvolvendo no clube.

BOM FIM-DE-SEMANA!

Intemporais (96)

6 de dezembro de 2017

Mário Centeno eleito presidente do Eurogrupo


Mais um português a ocupar um cargo de prestígio fora do País é algo que nos deve orgulhar.
Mário Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo e assume funções no início do próximo ano (dia 14 de Janeiro), presidindo já à reunião daquele organismo agendada para o dia 22.
Eleito à segunda volta (na primeira conseguiu oito votos, na segunda os dez que lhe garantiram a maioria e a eleição), Mário Centeno vê o seu trabalho a nível interno ser reconhecido  fora de Portugal.
E Portugal vê o seu esforço e o seu sacrifício, o sacrifício do seu Povo, reconhecidos pelos outros países membros do Eurogrupo.
Estes momentos, mais que serem olhados como vitórias pessoais ou partidárias, mais que servirem para dividir, devem ser olhados como vitórias colectivas e devem unir.
Mário Centeno é eleito porque Portugal soube enfrentar, vencer e ultrapassar desafios terríveis, momentos complicadíssimos, para agora ser olhado como um caso de sucesso.
Não me interessa nada a querela bizantina que procura atribuir o sucesso a este ou àquele governo ou partido.
Interessa-me olhar para o reforço da imagem de credibilidade externa do País que a eleição de Mário Centeno representa.
E juntar o meu apelo ao do Presidente da República - que o champanhe e os foguetes não nos distraiam do trabalho que ainda há para fazer.
Celebremos o sucesso do País, tenhamos orgulho no mesmo, não nos deixemos embriagar nem distrair para não sermos surpreendidos com retrocessos. 

Dicionário Mineirês/Português


DICIONÁRIO MINERÊS/PORTUGUÊS
Procê intende mió o minero, uai.
BÃO DIMAIS DA CONTA.


PRESTENÇÃO - é quano eu tô falano iocê num tá ovino.

CADIQUÊ ? - assim, tentanu intendê o motivo.

CADIM - é quano eu num quero muito, só um poquim.

DEU - omez qui 'di mim'. Ex.: Larga deu, sô!!

SÔ - fim de quarqué frase. Qué exêmpro tamem? 
Cuidadaí, sô!!

DÓ - omez qui 'pena', 'cumpaxão': 
'ai qui dó, gentch...!!

NIMIM - o mez qui ni eu. 
Exemprão gora, ó: 
Nòoo, ce vivi garrado nimim, trem!...
Larga deu, sô!!…

NÓOO - Num tem nada a vê cum laço pertado, não! omez qui 'nossa!..' Vem de Nòoosinhora!…

PELEJANU- omez qui tentanu: 
Tô pelejanu qü'esse diacho, né di hoje, qui nó! (agora é nó mez!)

MINERIM - Nativo duistadiminnss.

UAI - Uai é uai, sô... Uai!

ÉMÊZZZ ?! - minerim querêno cunfirmá.

NÉMÊZZZ ?! - minerim querêno sabê si ocê concorda.

OIAQUI - Minerim tentano chama atenção prarguma coizz…

PÃO DI QUEJJ - Iosscêis sabe!... Cumida fundamentar qui disputa co tutu a preferênça dus minêro.

TUTU - Mistura de farinha di mandioca (o di mio) cum fejão massadim. Bom dimais da conta, gentch!!

TREM - Qué dize quarqué coizz qui um minerim quizé! 
Ex "Já lavei us trem!", Qui trem bão!!

NNN - Gerúndio du minreis. 
Ex: 'Eles tão brincannn', 'Ce ta innn, eu to vinnn…'

BELZONTCH - Capitár dustado.

PÒPÔ - muié respondenu, umes qui pode colocar.

POQUIM - só um poquim, pra num gastá muito

JISGIFORA - Cidadi pertin du RidiJanero. 
Cunfundi a cabeça do minerim que acha qui é carioca.

DEUSDE - desde. 
Ex: 'Eu sô magrelin deusde rapazin!'

ISPÍIA - nome da popular revista 'VEJA'.

ARREDA - verbu na form imperativ (danu órdi), paricido cum saí. 'Arredaí, sô!'

IM - diminutivo. 
Ex: lugarzim, piquininim, vistidim, etc.

DENDAPIA - Dentro da pia.

TRADAPORTA - Atrás da porta.

BADAPIA - Debaixo da pia.

BADACAMA - Debaixo da cama.

PINCOMÉ - Pinga com mel.

ISCODIDENTE - Escova de dente.

PONDIÔNS - Ponto de ônibus.

SAPASSADO - Sábado passado.

VIDIPERFUME - Vidru de perfume.

OIPROCÊVÊ - óia procê vê

TISSDAÌ - Tira iss daí.

CASSZOPÔ - Caxa disopor.

ISTURDIA - Otru dia.

PROINOSTOINO? - pronde nós tamo inu?

CÊSSÀ SÊSSE ONSPASNA SAVAS? - ocê sabe se ess ônibus passa na Savassí?

LUBRINA - é chuva miúda di moiá bobo. 
Ex.: Ih, tá lubrinanu dimais hj, já tô todo moiádo, sô!

5 de dezembro de 2017

Eu, ingénuo, me confesso


Ontem foi (mais) um dia negro para a Assembleia Legislativa de Macau.
O que se temia, se adivinhava no ar, mas não se queria acreditar ser possível, acabou por se concretizar.
O mais jovem deputado de sempre vê o seu mandato suspenso e a sua imunidade parlamentar afastada para ser julgado por um crime de desobediência qualificada.
Um crime que resulta da participação numa manifestação pacífica e da recusa em obedecer ao percurso definido pelas forças policiais.
Não estamos na presença de factos graves, de crimes de sangue,  de violência, de corrupção, nomeadamente de corrupção eleitoral.
Não, Sou Ka Hou (Sulu Sou) não obedeceu ao percurso que as forças policiais impunham e atirou aviões de papel na direcção da residência oficial do Chefe do Executivo.
E por isto vai enfrentar a Justiça.
Qualquer um teria que enfrentar a Justiça na mesma situação como se ouviu argumentar?
Mas Sulu Sou não é qualquer um.
Sulu Sou é um deputado eleito pela população, dos poucos eleitos directamente pela população, que vê o seu mandato suspenso pelos seus pares.
Ingenuidade a minha que ainda tinha esperança que os parlamentares, na hora da votação, percebessem que se hoje é Sulu Sou, amanhã poderá ser qualquer um deles a estar na mesma situação.
Vinte e oito deputados não perceberam isso (não quiseram perceber?) e abriram um precedente de consequências imprevisíveis.
Os outros quatro (é fácil perceber quem são apesar do voto secreto) terão a consciência tranquila.
Tranquilidade que é coisa que esta decisão abalou de maneira quiçá irreparável.
Tranquilidade e confiança, esta última muito provavelmente ferida de morte.

A idade do ece

4 de dezembro de 2017

A mió do ANO

 
Três mineiros e três paulistas estavam viajando de trem para um congresso.
 Na estação, os três paulistas compraram um bilhete cada um, mas viram que os três mineiros compraram UM SÓ bilhete.
 - Como é que os três vão viajar só com um bilhete? - perguntou um dos paulistas. 
- Espere e verá. - respondeu um dos mineiros. 
Então, todos embarcaram. 
Os paulistas foram para suas poltronas mas os três mineiros se trancaram juntos no banheiro. 
Logo que o trem partiu, o fiscal veio recolher os bilhetes. 
Ele bateu na porta do banheiro e disse: - O bilhete, por favor. 
A porta abriu só uma frestinha e apenas uma mão entregou o bilhete. 
O fiscal pegou o bilhete e foi embora. 
Os paulistas viram e acharam a ideia genial. 
Então, depois do congresso, os paulistas resolveram imitar os mineiros na de volta e, assim, economizar um dinheirinho (reconhecendo a inteligência superior dos mineiros).
 Quando chegaram na estação, compraram só um bilhete. 
Para espanto deles, os mineiros não compraram NENHUM. Mas, como é que vocês vão viajar sem passagem? - um paulista perguntou perplexo.
 - Espere e verá - respondeu um dos mineiros. 
Todos embarcaram e os paulistas se espremeram dentro de um banheiro e os mineiros em outro banheiro ao lado. 
O trem partiu. 
Logo depois, um dos mineiros saiu, foi até a porta do banheiro dos paulistas, bateu e disse: 
- A passagem, por favor... 
(adivinhe o resto) 
Moral da história: 
Mais uma vez fica provado que mineiro é quem entende de trem...

BOA SEMANA!

(Esta chegou do Brasil. 

1 de dezembro de 2017

Alentejo sempre na vanguarda


Cavando...Cavando...Cavando...

Durante escavações recentes nos EUA, os arqueólogos descobriram, a 100 metros de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1.000. 
Os americanos concluíram que os seus antepassados já dispunham de uma rede telefónica desde aquela época. 

Entretanto os espanhóis escavaram também o seu subsolo, encontrando restos de fibras ópticas a 200 metros de profundidade. 
Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham cerca de 2.000 anos de idade, divulgando triunfantes, que os seus antepassados já dispunham de uma rede digital à base de fibra óptica quando Jesus nasceu! 

Uma semana depois, em Borba, no semanário local, foi publicada a seguinte notícia:
"Após inúmeras escavações arqueológicas no subsolo de Borba, Beja, Évora, Moura, Estremoz e Redondo, entre outras localidades alentejanas, até uma profundidade de 5000 metros, os cientistas alentejanos não encontraram absolutamente nada. Assim se conclui que os antigos habitantes daquela região alentejana já dispunham, há 5.000 anos, de uma rede de comunicações sem-fios, vulgarmente conhecida, hoje em dia, pela designação de "Wireless". 

(Alentejo - sempre na vanguarda)

BOM FIM-DE-SEMANA!

30 de novembro de 2017

Nova coligação ou governo minoritário?



Afinal a anunciada tempestade política na Alemanha não passará de uma ameaça.
E Angela Merkel deverá manter-se como chanceler.
Submetidos a intensa pressão, interna e externa, CDU e SPD, Angela Merkel e Martin Schulz, recuaram nas suas posições iniciais e cederam à pressão sobre ambos exercida.
Angela Merkel recusava formar um governo minoritário, Martin Schulz recusava ser parte de qualquer solução governativa e queria ser apenas oposição.
O falhanço da coligação “Jamaica”, que a União Europeia olhava com alguma desconfiança, aliada às posições extremadas dos dois partidos mais votados, ameaçavam abrir uma crise política sem precedentes na Alemanha do pós II guerra.
Os dias passaram rápido e o cenário de eleições antecipadas, desde sempre recusado como uma inevitabilidade pelo Presidente Franz-Walter Steinmeier, adensava-se.
Mas as movimentações de bastidores mantinham-se e a alta probabilidade de, nesse cenário de possíveis eleições antecipadas, os resultados eleitorais serem em tudo semelhantes aos alcançados nas recentes eleições, começavam a deixar no ar a possibilidade de um recuo estratégico dos dois partidos mais votados.
No interior dos quais muitas vozes desde sempre defenderam uma qualquer aliança que viabilizasse um governo maioritário e afastasse da solução governativa as extremas esquerda e direita da política alemã.
O recuo de SPD e CDU deverá permitir alcançar um acordo de governação na Alemanha.
Uma solução maioritária, com o SPD a integrar o Executivo, ou minoritária, com os sociais democratas alemães a apenas garantirem apoio parlamentar, é a dúvida que subsiste.
O que parece já não oferecer dúvidas é que se caminha para uma solução governativa na Alemanha a envolver os dois partidos mais votados (CDU e SPD).
Dois partidos que saem beliscados de todo o processo e com os seus líderes claramente enfraquecidos depois do necessário recuo estratégico face às suas posições de força iniciais.


Intemporais (95)

29 de novembro de 2017

Surpresa!!

Cresce a tensão na península coreana



O louco líder norte-coreano já desde 15 de Setembro não testava um dos seus brinquedos perigosos.
Resolveu voltar ao seu divertimento favorito ontem.
O míssil disparado de Pyongsong terá atingido a maior altitude de todos os até agora testados pelo tresloucado Kim Jong-un.
Estes são os dados que os Estados Unidos se apressaram a divulgar.
Uma divulgação imediata, apressada, que não pode deixar ninguém tranquilo.
Depois de Donald Trump ter deixado a ameaça velada de um ataque à Coreia do Norte ("The calm before the storm"), naquele seu jeito entre o imbecil, o patético e o infantil, este teste e a pronta reacção americana, com o mesmo Donald Trump a voltar à retórica que lhe é única ("Os Estados Unidos resolverão o problema"), deixaram muita gente com os nervos em franja.
A começar pela Coreia do Sul, que oficialmente reagiu dizendo temer que os Estados Unidos estejam a preparar um ataque preventivo ao vizinho norte-coreano.
À habitual indignação da comunidade internacional, à condenação generalizada da petulância do líder norte-coreano, e ao seu habitual desrespeito por todas as resoluções internacionais e pelas sanções que fazem o seu povo sofrer, seguem-se as também habituais reuniões de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Um filme já muitas vezes visto, com um guião de todos conhecido, mas que se sente insistentemente reflectir uma tensão crescente que pode levar ao temido ataque preventivo pelo regime sul-coreano.
E se por uma só vez tivéssemos que levar a sério Donald Trump e acreditar nas suas declarações aparentemente disparatadas?

Coreografia de 100 drones a voar ao som de Beethoven


A Intel entrou para o Guinness Book of Records ao pôr a voar 100 drones simultaneamente ao som da Quinta Sinfonia de Beethoven.

Na noite de 25 de Novembro de 2015 100 drones equipados com luzes LED iluminaram o céu de um aeródromo na Alemanha.

Esta façanha foi alcançada em nome da Intel, o laboratório FuturLab do instituto para novos media Ars Electronic.

Os drones seguiram escrupulosamente o ritmo da Quinta Sinfonia de Beethoven, tocada ao vivo por uma orquestra, com uma equipe de 15 engenheiros que coordenaram o movimento dos vários drones usando software 3D.

A Intel não deixou de marcar a sua presença uma vez que, durante o show, os drones desenharam o logotipo da empresa no céu.

28 de novembro de 2017

Nascidos para matar


Quando essa entidade sinistra auto-denominada estado islâmico (já sabem que recuso a maiúscula quando me refiro a escroques) ataca inocentes, o instinto leva a imediatamente classificar os atentados perpetrados como sendo de cariz religioso.
O célebre terrorismo muçulmano, como se só existissem terroristas que professam a religião muçulmana e todos os terroristas fossem muçulmanos.
A Mesquita Al Rauda, situada em Bear al Abd, Oeste de Al Arish, capital do Norte do Sinai, no Egipto, é um local de culto da religião muçulmana.
Facto que em nada impediu um bando de loucos assassinos de massacrarem centenas de pessoas (mais de trezentos mortos, um número ainda indeterminado de feridos).
Gente inocente, homens, mulheres, crianças, que apenas se encontrava reunida em oração.
Terrorismo muçulmano?
Terroristas que massacram quem professa a mesma religião?
Não faz muito sentido.
O que faz mais sentido, e terá maior correspondência à verdade, é tratar-se de gente psicologicamente desequilibrada, programada para matar em nome de uma religião cujos ensinamentos interpretam à sua maneira.
O exército egípcio retaliou bombardeando posições ocupadas por essa cambada de meliantes que invoca o nome de uma divindade para tentar justificar o injustificável.
E essa é a única linguagem possível com estes dejectos.
A linguagem da força bruta até ao aniquilamento total de todos os seguidores desse culto terrorista e sanguinário.
Nascidos para matar merecem que lhes seja dada a oportunidade de satisfazerem plenamente aqueles que dizem ser os seus sonhos e a sua vocação – serem “mártires” (mártires são os inocentes que assassinam) e irem assim ao encontro das prometidas 72 virgens.

Uma história moderna de terror

27 de novembro de 2017

Requiem para um HACORDO HORTOGRÁPHICO


Era uma vez um Acordo
Que de tão mal acordado 
Causou zanga e confusão
Deixou tudo baralhado

O cágado ficou cagado,
Coitado do animal
Tão envergonhado estava
Que deixou de dar sinal

Os egitos no Egito
Não sabiam que fazer
Se ficar pelas pirâmides 
Se beber para esquecer

O junho ficou minúsculo
Todos os outros também 
Gritava o dezembro, fulo:
- Sou agora um Zé-Ninguém !

O pára passou a para
Mas que grande confusão
O trânsito ficou parado
Andava-se em contramão

O pêlo chamado pelo
E já ninguém se entendia
Uns rezavam ao Diabo 
Outros à Virgem Maria

O facto ficou de fato
Mas não lhe serviu de nada
E reclamava sempre:
- Sem o meu “c” não sou nada!

A receção sem o “p”
Sentia-se mesmo mal
Andava tão chateada
Que foi para tribunal.

- Que saudades do meu “c”!
Lamentava-se o noturno
Grande farrista que era
Tornou-se muito soturno.

Espetadas e espetadinhas
Fugiam dos espetadores
Tinham fama de sexistas
Os desonestos senhores

Vivesse o douto poeta
Homem de bom critério
Diria hoje decerto:
- Vós que lá do vosso império
Decretais Acordo novo
Calai-vos, que pode o povo
Querer um Português a sério

BOA SEMANA!

24 de novembro de 2017

Aprenda a dar uma má notícia



- Alô, Sô Carlos? Aqui é o Uóshito, casêro do sítio.

- Pois não, Seu Washington. Que posso fazer pelo senhor? Houve algum problema?

- Ah, eu só tô ligano para visá pro sinhô qui o seu papagai morreu.

- Meu papagaio? Aquele que ganhou o concurso?

- Êle mermo.

- Puxa! Que desgraça! Gastei uma pequena fortuna com aquele bicho! Mas morreu de que?

- Dicumê carne istragada.

- Carne estragada? Quem fez essa maldade? Quem deu carne para ele?

- Ninguém. Ele cumeu a carne dum dos cavalos morto.

- Cavalo morto? Que cavalo morto, seu Washington?

- Aquele puro-sangue qui o sinhô tinha! Eles morrero de tanto puxá carroça dágua!

- Tá louco? Que carroça d'água?

- Prapagá o incêndio!

- Mas que incêndio, meu Deus?

- Na sua casa, uma vela caiu, aí pegô fogo nascurtina!

- Caramba, mas aí tem luz elétrica! Que vela era essa?

- Do velório!

- De quem?

- Da sua mãe! Ela apareceu aqui sem avisá e eu dei um tiro nela pensando que era ladrão!

- Meu Deus, que tragédia! - e o homem começa a chorar.

- Peraí sô Carlos, o sinhô num vai chorá pur causa dum papagai, vai?

BOM FIM-DE-SEMANA!
(Pois, obviamente do cancioneiro do FerreirAmigo)

23 de novembro de 2017

Na Alemanha não há “geringonça”



Chegaram ao fim as negociações para formar um governo maioritário na Alemanha.
CDU/CSU, FDP e Verdes não se entenderam.
E as negociações, mais que ficarem num impasse, chegaram ao fim.
Angela Merkel, nada disposta a formar um governo minoritário, vai deixar nas mãos do Presidente alemão Frank –Walter Steinmeier a decisão do caminho a seguir a partir daqui.
Um caminho que poderá passar pela formação de um governo minoritário ou pela convocação de eleições antecipadas.
Um governo minoritário, com Merkel nada disposta a liderar uma solução governativa deste tipo, e com o SPD, segundo partido mais votado, a declarar formalmente que quer ser oposição, parece ser complicado.
A convocação de eleições antecipadas, um cenário cada vez mais possível, seria uma novidade no pós II Guerra Mundial na Alemanha.
Neste impasse o cenário de crise política é muito real.
E o caminho para sair dela muito complicado e difícil de antever.
A solução “Jamaica” (era assim que era conhecido o possível acordo entre os partidos que procuravam uma solução maioritária de governo na Alemanha) falhou.
Não há “Jamaica”, não há “geringonça”, tem a palavra Frank-Walter Steinmeier.

Intemporais (94)

22 de novembro de 2017

Continuidade nas provas europeias assegurada


O Porto assegurou ontem em Istambul a continuidade nas provas europeias nesta época.
Jogo muito complicado, no terrível ambiente que os adeptos turcos sabem criar e que frequentemente intimida os adversários, mas onde o Porto soube responder positivamente, soube sofrer, soube merecer no mínimo a continuidade nas provas europeias na presente época.
Num grupo muito equilibrado, a nota de destaque, pela negativa, vai mesmo para o Mónaco.
O mesmo Mónaco que, humilhado em casa pelo Leipzig, fica fora das provas europeias sem honra nem glória e que irá agora ao Dragão tentar pelo menos salvar a face.
Cabe ao Porto impedir que isso aconteça.
Porto que, para continuar na Liga dos Campeões, só precisa de fazer igual ao Leipzig na última jornada.
Ainda que esse igual seja perder o jogo.
Se jogar como ontem em Istambul, com a mesma garra, a mesma vontade, a mesma coesão, a mesma determinação, não se afigura que seja muito complicado ao Porto bater o decepcionante Mónaco.
E assim continuar na Liga dos Campeões e a acumular prestígio e dinheiro.
A equipa cresceu depois da derrota em casa com este mesmo Besiktas.
Mérito de Sérgio Conceição que, mesmo privado de peças muito importantes há muito tempo, e com um plantel reconhecidamente curto, tem encontrado soluções onde estas não pareciam existir.
A Liga Europa está assegurada.
Falta mais um esforço para assegurar os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Arte em papel


































21 de novembro de 2017

Para quando o repensar as corridas de motos em Macau?


Mais um Grande Prémio de Macau, mais uma morte nas corridas de motos.
Daniel Hegarty, piloto de motos, 31 anos de idade, faleceu na sequência de um despiste, seguido de brutal embate na Curva dos Pescadores, sensivelmente o mesmo local onde Luís Carreira perdera a vida cinco anos antes.
Azar, como se ouviu um alto responsável dizer?
Não, não é azar.
Pelo contrário, com as condições do circuito e as velocidades estonteantes atingidas, só com muita sorte se escapa aos ferimentos e até à morte.
Sejamos claros e corajosos de uma vez por todas – um circuito que não dispõe de escapatórias, onde um despiste equivale ao embate nas protecções metálicas, ou nos muros, não pode acolher corridas de motos com estas características, que atingem estas velocidades.
Porque isso significa jogar com a vida das pessoas.
Na Macau capital mundial do Jogo, a vida da pessoa tem que ser sempre o limite para o que é lícito jogar.
Só corre quem quer, só arrisca a vida quem quer?
Argumento estafado e falacioso.
Estamos a falar de pilotos profissionais, de pessoas que ganham a sua vida, o seu sustento e o da suas famílias nestas corridas.
E é de ganhar a vida, mais do que ganhar corridas, que se trata.
Ganhar a vida, nunca perdê-la de maneira estúpida e brutal.