29 de dezembro de 2017

Piadas quase santas


Um paciente está na capital, para um exame periódico de saúde.
O médico examina-o e pergunta-lhe:
- Você bebe?
- Dois copos de vinho por dia.
- Fuma? 
- Dez cigarros por dia. 
- E sexo?
- Duas ou três vezes... por mês.
- Sóó? Com a sua idade e a sua saúde, era para ser duas ou três vezes por semana.
- Sabe como é, doutor?
Se eu fosse bispo na capital...até que dava, mas padre numa diocese pequena, no interior....

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A freira vai ao médico:
- Doutor, estou com um ataque de soluços horrível.
Não consigo comer, nem dormir, nada.
- Tenha calma, irmã, que vou examiná-la.
Ele examina-a e diz:
- Irmã, a senhora está grávida!
A freira levanta-se em pânico e sai correndo do consultório.
Uma hora depois o médico recebe um telefonema da madre superiora do convento:
- Doutor, o que é disse á irmã Carmem?
- Madre superiora, como ela tinha uma forte crise de soluços, passei-lhe um susto dizendo que estava grávida. Ela parou de soluçar?
- Sim, a irmã Carmem parou de soluçar, mas o padre Felizmino fez as malas e sumiu!!!
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- Padre, ontem eu dormi com meu namorado.
- Mas isso é pecado, e pecado mortal minha filha.
- Reze cinco Pai Nosso, de penitência!
A jovem fica mais algum tempo ajoelhada, pensa um pouco, e depois pergunta:
- Se eu rezar 10 posso dormir com ele hoje de novo?
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A campainha toca na casa de um tipo muito pão-duro.
Quando ele atende, dá de cara com duas freiras pedindo donativos.
- Meu filho, nós somos irmãs de Cristo e...
- Nossa!!! Como vocês estão conservadas!!!
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Um burro morreu em frente de uma Igreja e como uma semana depois o corpo ainda estava lá, o padre resolveu reclamar ao Presidente da Junta.
- Presidente, está um burro morto á frente da Igreja há quase uma semana!
E o Presidente, grande adversário político do padre, alfinetou:
- Mas Padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos?
- Sim, sou eu! Mas também é minha obrigação avisar os familiares!
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A meio da noite, o padre passa perto de um cemitério e leva o maior susto quando escuta:
- Hum, hum, hum!
O padre pára, reza um pai-nosso, faz o sinal da cruz, enche-se de coragem e pergunta:
- Do que é que essa pobre alma está precisando?
- De papel higiénico !!
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Um jovem vai à igreja confessar-se:
- Padre, eu passei a mão nos seios da minha namorada.
- Foi por cima ou por baixo da blusa dela?
- Foi por cima, padre...
- Da próxima vez passa por baixo, pois a penitência é a mesma.
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Um velho acaba de morrer. 
O padre encomenda a alma e faz rasgados elogios ao defunto:
- O finado era um óptimo marido, um excelente cristão, um pai exemplar!!
A viúva vira-se para um dos filhos e diz-lhe ao ouvido:
- Vai até o caixão e vê se é mesmo o teu pai que está lá dentro.

TENHAM UM FANTÁSTICO 2018!!

28 de dezembro de 2017

Se virem algo errado, falem


(...) "A plateia da Universidade de Coimbra bebeu cada palavra de Werner Reich em total silêncio.
 No final, ele revelou-lhes a quinta coisa errada que as pessoas pensam sobre a guerra - que o extermínio foi perpetrado apenas pelos nazis.
 “Não é verdade. Cada nação que a Alemanha invadiu, com excepção da Bulgária, colaborou. O Holocausto podia ter sido evitado? Claro, se todos os que se limitaram a observar tivessem falado, tivessem dito algo”. 
Por isso, deixou um pedido recebido com um aplauso prolongado: 
“Se virem algo errado, falem. Se não dizem nada, porque acham que não vos diz respeito, estão enganados”.

Intemporais (99)

27 de dezembro de 2017

O Menino Jesus de Fernando Pessoa (Padre Anselmo Borges)



1 - Ainda era Outubro e já havia anúncios comerciais lembrando o Natal. Já se esqueceu que o Natal de Jesus é o Natal do Emanuel, o Deus connosco, e, consequentemente, o Natal da dignidade divina da pessoa humana, da liberdade, da fraternidade, dos direitos humanos, da igualdade radical de todas as pessoas. Isso foi lembrado pelos grandes: Hegel, Ernst Bloch, Jürgen Habermas, entre outros. Esquecendo o essencial, fica-se afundado na correria das compras e na concorrência opressiva das prendas, dentro da sofreguidão consumista insaciável, lembrando o velho mito do tonel das Danaides. E será o inessencial e o cansaço.

2 - Fernando Pessoa, o génio da melhor literatura mundial de sempre, também confessou o seu cansaço. Mas, ele, ele era por causa do mais profundo e essencial: o pensar: "O cansaço de pensar, indo até ao fundo de existir,/Faz-me velho desde antes de ontem com um frio até no corpo." "O que há em mim é sobretudo cansaço/ (...)/ Um supremíssimo cansaço/íssimo, íssimo, íssimo,/Cansaço..." Por isso, suspirava por voltar à inocência dos tempos de criança. O Menino Jesus seria o reencontro da inocência perdida: "Num meio-dia de fim de Primavera/Tive um sonho como uma fotografia./Vi Jesus Cristo descer à terra./Veio pela encosta de um monte/Tornado outra vez menino,/A correr e a rolar-se pela erva/E a arrancar flores para as deitar fora/E a rir de modo a ouvir-se de longe./Tinha fugido do céu. Era nosso de mais para fingir/De segunda pessoa da Trindade./(...)/ No céu tinha de estar sempre sério/(...)./Um dia que Deus estava a dormir/E o Espírito Santo andava a voar,/Ele foi à caixa dos milagres e roubou três./Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido./Com o segundo criou--se eternamente humano e menino./Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz/E deixou-o pregado na cruz que há no céu/E serve de modelo às outras./Depois fugiu para o Sol/E desceu pelo primeiro raio que apanhou./Hoje vive na minha aldeia comigo/É uma criança bonita de riso e natural./(...)/A mim ensinou-me tudo./(...)/Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro./Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava./Ele é o humano que é natural,/Ele é o divino que sorri e que brinca./E por isso é que eu sei com toda a certeza/Que ele é o Menino Jesus verdadeiro./ (...)/A Criança Eterna acompanha-me sempre./A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando./O meu ouvido atento alegremente a todos os sons/São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas./Damo-nos tão bem um com o outro/Na companhia de tudo/Que nunca pensamos um no outro,/Mas vivemos juntos e dois/Com um acordo íntimo,/Como a mão direita e a esquerda./Ao anoitecer brincamos às cinco pedrinhas/(...)/Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens/E ele sorri, porque tudo é incrível./Ri dos reis e dos que não são reis,/E tem pena de ouvir falar das guerras,/E dos comércios, e dos navios/Que ficam fumo no ar dos altos mares./Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade/Que uma flor tem ao florescer/E que anda com a luz do Sol/A variar os montes e os vales/E a fazer doer aos olhos os muros caiados./Depois ele adormece e eu deito-o./Levo-o ao colo para dentro de casa/E deito-o, despindo-o lentamente/E como seguindo um ritual muito limpo/E todo materno até ele estar nu./Ele dorme dentro da minha alma/E às vezes acorda de noite/E brinca com os meus sonhos./Vira uns de pernas para o ar,/Põe uns em cima dos outros/E bate as palmas sozinho/Sorrindo para o meu sono./... Quando eu morrer, filhinho,/Seja eu a criança, o mais pequeno./Pega-me tu ao colo/E leva-me para dentro da tua casa./Despe o meu ser cansado e humano/E deita-me na tua cama./E conta-me histórias, caso eu acorde,/Para eu tornar a adormecer./E dá-me sonhos teus para eu brincar/Até que nasça qualquer dia/Que tu sabes qual é./... Esta é a história do meu Menino Jesus./Por que razão que se perceba/Não há-de ser ela mais verdadeira/Que tudo quanto os filósofos pensam/E tudo quanto as religiões ensinam?"

Em apontamentos soltos, o próprio Fernando Pessoa reconheceu que escreveu "com sobressalto e repugnância o poema oitavo de O Guardador de Rebanhos com a sua blasfémia infantil e o seu antiespiritualismo absoluto", dizendo ao mesmo tempo: "Na minha pessoa própria, nem uso da blasfémia nem sou antiespiritualista." O seu Menino Jesus representa a procura terna e eterna da paz e da reconciliação, na simplicidade daquele Menino eternamente criança e humano.

Fernando Pessoa "ele mesmo" - ele era muitos, como cada um de nós é muitos; se assim não fosse, como poderíamos entender-nos uns aos outros e a nós próprios? - também escreveu: "Grande é a poesia, a bondade e as danças.../Mas o melhor do mundo são as crianças,/Flores, música, o luar e o sol, que peca/Só quando em vez de criar, seca./O mais que isto/É Jesus Cristo,/Que não sabia nada de finanças/Nem consta que tivesse biblioteca..." E assim chega mesmo a caminhar de mãos dadas com Deus: "Por isso, a cada passo/Que meu ser triste e lasso/Sente sair do bem/Que a alma, se é própria, tem,/Minha mão de criança/Sem medo nem esperança/Para aquele que sou/Dou na de Deus e vou."

3 - Fica aqui o meu mais vivo desejo de Boas Festas para todos, lembrando que o essencial do Natal é Jesus, como disse o Papa Francisco no passado dia 17, quando fez 81 anos: "Se retirarmos Jesus, o que é o Natal? Uma festa vazia."

in DN 22.12.2017

21 de dezembro de 2017

JESUS NASCEU PARA DESCRUCIFICAR (Frei Bento Domingues, O.P.)


1. Estamos na quadra litúrgica do Advento, mas tudo parece encenado e polarizado apenas pela memória do nascimento de Jesus, alimentando um terno imaginário da infância, com alguma e passageira solidariedade, própria da estação, sem, no entanto, tocar nos alicerces da sociedade. É como se nada estivesse para acontecer.
Os textos das celebrações do Advento vão, pelo contrário, noutra direcção: é hoje que podemos acolher a graça da nossa transformação interior que nos associe, de forma activa, às mais diversas iniciativas sociais, culturais e políticas da construção de uma cultura da justiça e da paz, a nível local e global. O Espírito do Natal é Aquele que suscitou o canto subversivo de Maria de Nazaré.
As preocupações com as indispensáveis reformas das “cozinhas eclesiásticas” da Igreja, se não estiverem centradas no estilo da prática história de Jesus Cristo e nas urgências dos mais carenciados das nossas sociedades, acabam por nos fazer esquecer que somos nós, a Igreja, que precisamos de reforma permanente.  
Frederico Lourenço – a grande figura portuguesa da cultura bíblica fora das sacristias – recorda-nos que os Evangelhos têm, ainda hoje, em 2017, o potencial para mudar o mundo para radicalmente melhor. Sublinha comovido: “Jesus Cristo, com as palavras que lhe são atribuídas nos quatro evangelhos, é a figura que mais me interessa. Continuo a achar que, independentemente de ele ter dito aquelas palavras ou não, elas são as coisas mais extraordinárias que foram ditas à face da terra. Por exemplo, quando leio para mim o Novo Testamento estou num mundo maravilhoso que é só meu e me preenche muito, animicamente, espiritualmente. Apesar de ser um linguista crítico-histórico, não sou um ateu a traduzir a Bíblia. Serei sempre, até ao último segundo da minha vida, um apaixonado por esse judeu chamado Jesus de Nazaré”.
Muitos anos antes, numa entrevista de 1978, Eduardo Lourenço mostrou a verdade da nossa condição, na própria referência cristã: “Cristo é o momento (sem limite de tempo) em que a humanidade tomou forma humana. (…) Foi crucificado, não por querer ser deus, mas por ensinar o que era ser homem. Dois mil anos passaram sem que esquecêssemos nem aprendêssemos a lição”.
Num belo livro, traduzido por José Sousa Monteiro, deparo com a confissão do marxista Milan Machovec: “O coração duma freira desconhecida que se dedica a uma criança incurável, só poderia ser substituída por uma teoria da história, por um estúpido e um idiota (…) Pessoalmente, não me traria grande desgosto o facto da religião acabar. Mas se tivesse de viver num mundo no qual Jesus fosse inteiramente esquecido, então preferia não continuar a viver”.
Como escreveu o dominicano E. Schillebeeckx, para Jesus, a história dos seres humanos é a narrativa de Deus acolhido ou recusado.
2. Para o imaginário do Evangelho de S. Lucas, a festa do nascimento de Jesus aconteceu num curral iluminado pela luz do céu, acompanhada pela música dos anjos e rodeado de pastores e estrangeiros. Tudo aconteceu à margem do Templo de Jerusalém e dos palácios imperiais. Aliás, Jesus com o comércio do Templo teve uma relação muito agreste e só conheceu os palácios quando estava a ser julgado e condenado à pena capital. A sua coroa foi de espinhos e o seu trono foi uma cruz.
Esta apresentação testemunha um profundo contraste, mas pode cair na perversão do próprio Evangelho de Cristo, sugerindo que Jesus veio sacrificar-se e semear mais sacrifícios no mundo. Porque será mantida a cruz como símbolo cristão, quando o que Jesus procurava era, precisamente, descrucificar?
A minha hipótese de interpretação é outra, bastante simples, mas que importa explicar. A cruz, a sentença de morte mais bárbara e cruel, fazia parte do mundo que Jesus queria mudar. Então, por que continua a funcionar como um símbolo cristão, quando ela é anti-humana, anticristã?
Ao contrário do que se repete há séculos, Jesus Cristo não desejou nem santificou a cruz. Alterou-lhe, porém, a significação de forma radical. Foi-lhe imposta, num julgamento iníquo, por ele recusar trair o seu projecto. Tornou-se, deste modo, o símbolo da fidelidade inquebrantável, o signo da extrema generosidade. A presença de sinais da cruz, desde o baptismo até à morte, diz que é preciso dizer não à crucifixão da vida e dizer sim à generosidade libertadora, no dia-a-dia.
Tudo isto vem confirmado no trecho do Evangelho escolhido para a celebração da Eucaristia, do passado dia 6: estava Jesus sentado junto ao mar da Galileia e uma grande multidão veio ter com ele e lançou-lhe, aos pés, coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros.
Se o mestre fosse um pregador de sacrifícios dizia-lhes: estais mal? Ainda bem. Assim podeis santificar-vos e, um dia, sereis muito felizes no céu.
3. Jesus não acreditava nessa mística. Curou-os e organizou, com pouca coisa, um grande banquete popular. A multidão ficou admirada ao ver os mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar, os cegos a ver e todos a comer até sobrar.
Poder-se-á dizer: porque não deixou a fórmula? Seria uma alternativa muito barata dos serviços de saúde, públicos e privados. Mas ele não veio para nos substituir.
Já na apresentação do seu programa, em Nazaré, ficou claro que o mundo tinha de começar mesmo a mudar. Deus não podia ser o da ira de Iavé, mas o da pura graça do amor. Diz a narrativa evangélica que, nesse momento, os seus conterrâneos o julgaram um subversivo e, por isso, quiseram acabar logo com ele.
Os seus comportamentos eram, de facto, estranhos: andava em más companhias, com quem comia e bebia, a ponto de lhe chamarem “comilão e beberrão”; aceitou o convívio de mulheres que não eram todas exemplos de virtude; violava, sistematicamente, o Sábado – o dia mais sagrado da sua religião – com curas que bem podia fazer noutros dias.
Não deixou fórmulas ou receitas que pudessem ser transformadas em rituais. A sua prática é um desafio à imaginação de todos os homens e mulheres, de todos os tempos, a usarem os seus talentos, as suas capacidades, não para cavar distância entre ricos e pobres, mas para as eliminar, pois, não suporta ver uns à porta e outros à mesa, uns em banquetes requintados e outros na miséria.

in Público 17. 12. 2017

Votos de um Santo Natal para todos.

Intemporais (98)

19 de dezembro de 2017

Como se faz um bebé


O fotógrafo canadiano Patrice Laroche certamente não vai ter problemas para explicar a seus filhos como nascem os bebés.
Durante a gravidez de sua esposa Sandra, o artista criou uma série de fotos explicativas intitulada "Como Fazer Um Bebé".
O casal realizou seu projecto durante toda a gravidez, sempre vestidos com a mesma roupa, e com fotos exactamente no mesmo lugar.       








18 de dezembro de 2017

Sinal dos tempos



Por ocasião do Jubileu da Rainha Elizabeth II dois amigos, um inglês e outro chinês, passeavam juntos por Londres.
A determinada altura diz o Chinês: 
- Veja todas estas bandeiras! 
Enchem o meu peito de orgulho patriótico!
O Inglês, muito admirado, diz: 
- Mas, Chang, são bandeiras britânicas!
E responde o Chinês: 
- Sim, mas veja as etiquetas...

BOA SEMANA!
(Esta semana, curta por causa dos feriados, não terá nada mais que não seja boa disposição e um texto relacionado com a quadra festiva)

15 de dezembro de 2017

Concurso para agentes da CIA


Concurso para ser um Agente da CIA.
Para a prova final, os agentes da CIA colocaram os candidatos diante de uma porta metálica e entregaram-lhes uma pistola.
- Queremos ter a certeza de que vocês são capazes de seguir ordens, quaisquer que sejam as circunstâncias.
Então, dizem ao Francês:
- Atrás desta porta você vai encontrar a sua sogra sentada numa cadeira.Você terá que matá-la!
- Estão falando sério???!!... Eu jamais mataria a minha sogra !!!...
- Então você não serve, responde o agente.
Ao Inglês deram as mesmas instruções.
Ele pegou a arma entrou na sala e após cinco minutos regressou com lágrimas nos olhos.
- Tentei, mas não posso matar a minha sogra.
- Você também não está preparado para trabalhar nesta agência. Pegue sua sogra e vá embora.
Chegou enfim a vez do Brasileiro.
Deram-lhe as mesmas instruções.
Então, ouviram-se 15 tiros, um estrondo e depois outro...
a seguir ouvem-se gritos, barulhos de móveis quebrando,etc....
Após alguns minutos, silêncio total.
Então a porta se abre lentamente, o Brasileiro sai todo suado e diz:
- Poderiam ter me avisado que os tiros eram de festim!...
Tive que matar a véia na cadeirada!!!


BOM FIM-DE-SEMANA!

14 de dezembro de 2017

Final warning?


Os anos passam e, sem que nos apercebamos disso, vamos ficando não só mais velhos, mas também mais rezingões e mais desconfiados (há quem diga mais sábios…).
Ouvir, no mesmo dia, Kim Jong-un, que a agência noticiosa oficial norte-coreana “vendeu” como sendo detentor de poderes sobrenaturais, dizer que a Coreia do Norte se vai tornar a maior potência nuclear do Mundo; e Rex Tillerson afirmar que os Estados Unidos estão dispostos a negociar com os norte-coreanos, com a condição de a dinastia Kim renunciar prévia e totalmente ao desenvolvimento do programa nuclear; pode ser tudo menos coincidência.
Soa muito mais a um aviso, a final warning.
Algo muito próximo de o tempo para negociar está a esgotar-se. Ou tomam juízo de uma vez por todas ou vão ficar sem programa nuclear e sem muito mais que isso.
À força!
Um aviso que terá pelo menos dois destinatários – Kim Jong-un e Xi Jinping.
Se Kim Jong-un fizer mais uma vez ouvidos de mercador aos avisos ameaçadores de Trump, os Estados Unidos ainda dão a oportunidade à China de berrar aos ouvidos do vizinho rebelde e mal comportado.
Se nem um nem outro apresentarem resultados muito concretos temo que Trump passe mesmo à tal tempestade que anunciou se seguiria à calma.
Se assim for (quando assim for?) o Mundo poderá assistir a um conflito de proporções inimagináveis.
Vivemos uma época de grandes tensões, de muitos perigos.
E, cidadãos comuns, mais velhos e mais desconfiados (sábios?) sentimo-nos absolutamente impotentes perante o avolumar dos mesmos.

Intemporais(97)

13 de dezembro de 2017

O caso Raríssimas infelizmente é tudo menos raríssimo


Só por estes dias soube que existia uma instituição com a designação Raríssimas e qual a sua actividade.
Mea culpa mea maxima culpa.
Sendo irmão de uma cidadã portadora de deficiência profunda obviamente tudo o que toque a problemática do acolhimento e do tratamento de cidadãos portadores de deficiência mexe comigo de maneira muito especial.
Se tivesse tido conhecimento da existência da Raríssimas, e da sua missão, é bem possível que também eu tivesse contribuído para auxiliar o seu trabalho.
Deixo o condicional porque tenho que confessar que a caridade à distância há muito não faz parte da minha maneira de ser e estar.
Também sou dos que preferem ver para crer e também sou dos que preferem auxiliar directamente alguém necessitado a despejar dinheiro em entidades que tantas vezes têm revelado fachadas intensamente brilhantes para interiores demasiadamente sombrios.
Mas até admito que teria sido possível auxiliar a Raríssimas.
E estaria neste momento ainda mais revoltado e furioso do que estou.
O que a TVI mostrou realmente revolta e enfurece.
Mas, infelizmente, nem é de todo surpreendente.
Instituições de solidariedade social que recebem donativos particulares e subsídios estatais para auxílio ao próximo, e que acabam a desbaratar esses fundos em despesas voluptuárias, infelizmente não são uma raridade nem uma especificidade deste ou daquele país, deste ou daquele governo.
Pessoas que desviam esses fundos em proveito próprio para conseguirem ter acesso a uma vida de fausto que de outra maneira não conseguiriam ter também não constituem raridade nem especificidade.
E chegamos à triste conclusão que o que aconteceu na Raríssimas é tudo menos raríssimo.
Não vou mencionar uma única vez que seja o nome da criatura que dirige a instituição e que se terá, de forma absolutamente criminosa e ignóbil, apropriado de dinheiros que não lhe pertenciam para poder sustentar vícios privados enquanto exibia públicas virtudes.
Deixo essa tarefa à Justiça.
Sabendo à partida que haverá mais casos como este caso Raríssimas, espero e desejo que essa Justiça seja cega.
Mas que não seja surda nem muda para poder ouvir e denunciar práticas que, se não se podem erradicar, têm que ser objecto de forte e inequívoca censura e adequada punição.

Talvez o truque de cartas mais espantoso que já viram

12 de dezembro de 2017

Que “Trumpalhada”!


Donald Trump continua o chorrilho de disparates que tem marcado a sua presidência e que é impossível saber se, quando e onde vai terminar.
De um momento para o outro resolveu deitar por terra anos de demoradas e complicadas negociações e consensos que custaram muitas horas e vidas a conseguir.
Fê-lo para agradar ao seu eleitorado judeu, aos mais ortodoxos de todos os ortodoxos.
Esquecendo, ou ignorando, que estava a hostilizar árabes e palestinianos, que estava mais uma vez a fazer tábua rasa das decisões tomadas a nível internacional (o denunciar o Acordo de Paris foi só o princípio como agora se percebe), que estava a dar mais um passo no sentido do isolamento internacional norte-americano.
Profundamente ignorante, senhor de uma soberba sem limites, Donald Trump acredita mesmo no seu slogan de campanha – Make America Great Again.
Um ignorante cheio de presunção, rodeado de outros ignorantes cheios de presunção, é um perigo para o Mundo.
Com uma assinatura num documento, que orgulhosamente exibiu, Donald Trump conseguiu deixar o Médio Oriente a ferro e fogo.
Uma situação que se arrasta a outros pontos do Globo e que também não se sabe quando, onde e como terá fim.
Querendo colocar os Estados Unidos no papel de senhores das rédeas do Mundo a luminária americana consegue precisamente o oposto.
Com os Estados Unidos sob liderança de Donald Trump o papel de mediadores privilegiados que os americanos reclamam para si vai sendo cada vez mais repartido entre chineses, União Europeia e Rússia.
De “Trumpalha” em “Trumpalhada” Donald Trump vai conseguindo o oposto do que prometeu aos americanos.
E vai reduzindo cada vez mais a importância estratégica dos Estados Unidos.
O que até não seria muito grave se não afectasse terceiros.

Agostina


11 de dezembro de 2017

Segredo


 Um cliente foi a um hotel e perguntou ao proprietário:
 -O quarto 33 está vazio?
 O dono do hotel respondeu que sim, estava vazio.
 Ele perguntou se poderia apenas reservar para uma noite e dono respondeu que sim mas antes de subir fez um pedido ao proprietário:
 -Uma faca preta e uma linha de seda branca de 33 cm de comprimento e uma laranja pesando 66 gramas.
 O dono admirou-se pelos estranhos pedidos mas arranjou-os.
 Ele não pediu comida, bebida ou qualquer outra coisa.
 Felizmente, o quarto do dono do hotel ficava no andar debaixo do quarto 33 e depois da meia-noite ouviu sons muito estranhos como se fossem animais, e vozes! 
Sentiram-se sons abafados de alguém batendo.
 De manhã e antes de o cliente sair o proprietário do hotel pediu para verificar o quarto mas encontrou tudo impecável. 
O fio de seda e a faca preta na mesa, a laranja inteira, e tudo no lugar.
O cliente pagou a conta da noite a dobrar e também deu mais gorjeta do que os outros clientes. Passou-se um ano e o dono do hotel esqueceu-se do assunto.
 A 1 de Março do ano seguinte ficou surpreso com o mesmo homem! 
Quando o viu, ele lembrou-se do que tinha acontecido no ano anterior.
 O cliente voltou a solicitar o quarto 33, uma faca negra, um fio de seda de 33 cm e uma laranja de 66 gramas.
O dono do hotel decidiu ficar acordado para ver se descobria tal mistério.
Após a meia-noite, começaram os mesmos sons que tinha ouvido no ano anterior....mas desta vez mais alto. 
Pela manhã o cliente saiu e pagou a conta a dobrar e deu uma boa gorjeta. 
O proprietário do hotel ficou ainda mais intrigado! 
E a selecção do quarto nº 33?... E a faca preta?... E o peso da laranja?... E o comprimento da linha de seda?... 
Ao longo do ano ele esperou, ansioso, pelo mês de Março.
E, na manhã do dia 1 de Março, pelo terceiro ano consecutivo, lá apareceu o cliente e pediu as mesmas coisas.
 O dono do hotel ficou acordado, disposto a descobrir o mistério, mas sem resultados... os mesmos sons foram ouvidos sempre com maior intensidade.
 Pela manhã antes do cliente sair, quando veio pagar a conta, o dono do hotel disse que queria saber o que se passava. 
O cliente respondeu: "Se eu lhe disser o segredo promete não contar a ninguém"?... 
O proprietário do hotel disse:
 - "Eu prometo, não falo a ninguém, não importa o que me disser. Juro"! 
E, de fato, o dono do hotel não contou a ninguém... ninguém, até hoje, sabe o que se passou! 
Nem eu sei o segredo, e estou morrendo de curiosidade!!!

BOA SEMANA!

7 de dezembro de 2017

Goleada e oitavos-de-final garantidos


Excelente exibição, goleada, oitavos-de-final garantidos, prestígio e dinheiro acumulados.
Foi assim a noite de Liga dos Campeões ontem no Estádio do Dragão.
Uma noite em que nem tudo foi positivo, no entanto.
A expulsão de Filipe, que afasta o jogador dos oitavos-de-final da competição, como aspecto mais negativo e que não pode deixar de ser realçado.
O Porto foi muito superior a um Mónaco que se percebe sofreu imenso com a sangria da época passada para esta.
O tal fair-play financeiro que, em vez de nivelar, vai deixando os clubes mais poderosos economicamente sugar os recursos dos restantes.
Também aqui o rei vai nu e ninguém parece querer ver o óbvio.
Fair-play financeiro que também atingiu em cheio o Porto mas que foi ultrapassado pelo excepcional trabalho que Sérgio Conceição está a realizar no clube.
Não me canso de afirmar que Sérgio Conceição foi inquestionavelmente a melhor aquisição do Porto para esta época.
O mesmo Sérgio Conceição que soube recuperar jogadores que andavam perdidos e agora são fundamentais (Aboubakar e Ricardo acima de todos os outros), que soube dar uma injecção de confiança à equipa que esta há muito precisava.
Será muito difícil ao Porto passar a próxima fase da prova, há que o reconhecer sem tibieza.
Mas, só o ter chegado aqui, o ter acumulado muito dinheiro e prestígio, já é muito importante.
Mais importante ainda, o ambiente de confiança, de crença, que se gerou à volta da equipa.
Mérito inteirinho para Sérgio Conceição e o excelente trabalho que vem desenvolvendo no clube.

BOM FIM-DE-SEMANA!

Intemporais (96)

6 de dezembro de 2017

Mário Centeno eleito presidente do Eurogrupo


Mais um português a ocupar um cargo de prestígio fora do País é algo que nos deve orgulhar.
Mário Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo e assume funções no início do próximo ano (dia 14 de Janeiro), presidindo já à reunião daquele organismo agendada para o dia 22.
Eleito à segunda volta (na primeira conseguiu oito votos, na segunda os dez que lhe garantiram a maioria e a eleição), Mário Centeno vê o seu trabalho a nível interno ser reconhecido  fora de Portugal.
E Portugal vê o seu esforço e o seu sacrifício, o sacrifício do seu Povo, reconhecidos pelos outros países membros do Eurogrupo.
Estes momentos, mais que serem olhados como vitórias pessoais ou partidárias, mais que servirem para dividir, devem ser olhados como vitórias colectivas e devem unir.
Mário Centeno é eleito porque Portugal soube enfrentar, vencer e ultrapassar desafios terríveis, momentos complicadíssimos, para agora ser olhado como um caso de sucesso.
Não me interessa nada a querela bizantina que procura atribuir o sucesso a este ou àquele governo ou partido.
Interessa-me olhar para o reforço da imagem de credibilidade externa do País que a eleição de Mário Centeno representa.
E juntar o meu apelo ao do Presidente da República - que o champanhe e os foguetes não nos distraiam do trabalho que ainda há para fazer.
Celebremos o sucesso do País, tenhamos orgulho no mesmo, não nos deixemos embriagar nem distrair para não sermos surpreendidos com retrocessos. 

Dicionário Mineirês/Português


DICIONÁRIO MINERÊS/PORTUGUÊS
Procê intende mió o minero, uai.
BÃO DIMAIS DA CONTA.


PRESTENÇÃO - é quano eu tô falano iocê num tá ovino.

CADIQUÊ ? - assim, tentanu intendê o motivo.

CADIM - é quano eu num quero muito, só um poquim.

DEU - omez qui 'di mim'. Ex.: Larga deu, sô!!

SÔ - fim de quarqué frase. Qué exêmpro tamem? 
Cuidadaí, sô!!

DÓ - omez qui 'pena', 'cumpaxão': 
'ai qui dó, gentch...!!

NIMIM - o mez qui ni eu. 
Exemprão gora, ó: 
Nòoo, ce vivi garrado nimim, trem!...
Larga deu, sô!!…

NÓOO - Num tem nada a vê cum laço pertado, não! omez qui 'nossa!..' Vem de Nòoosinhora!…

PELEJANU- omez qui tentanu: 
Tô pelejanu qü'esse diacho, né di hoje, qui nó! (agora é nó mez!)

MINERIM - Nativo duistadiminnss.

UAI - Uai é uai, sô... Uai!

ÉMÊZZZ ?! - minerim querêno cunfirmá.

NÉMÊZZZ ?! - minerim querêno sabê si ocê concorda.

OIAQUI - Minerim tentano chama atenção prarguma coizz…

PÃO DI QUEJJ - Iosscêis sabe!... Cumida fundamentar qui disputa co tutu a preferênça dus minêro.

TUTU - Mistura de farinha di mandioca (o di mio) cum fejão massadim. Bom dimais da conta, gentch!!

TREM - Qué dize quarqué coizz qui um minerim quizé! 
Ex "Já lavei us trem!", Qui trem bão!!

NNN - Gerúndio du minreis. 
Ex: 'Eles tão brincannn', 'Ce ta innn, eu to vinnn…'

BELZONTCH - Capitár dustado.

PÒPÔ - muié respondenu, umes qui pode colocar.

POQUIM - só um poquim, pra num gastá muito

JISGIFORA - Cidadi pertin du RidiJanero. 
Cunfundi a cabeça do minerim que acha qui é carioca.

DEUSDE - desde. 
Ex: 'Eu sô magrelin deusde rapazin!'

ISPÍIA - nome da popular revista 'VEJA'.

ARREDA - verbu na form imperativ (danu órdi), paricido cum saí. 'Arredaí, sô!'

IM - diminutivo. 
Ex: lugarzim, piquininim, vistidim, etc.

DENDAPIA - Dentro da pia.

TRADAPORTA - Atrás da porta.

BADAPIA - Debaixo da pia.

BADACAMA - Debaixo da cama.

PINCOMÉ - Pinga com mel.

ISCODIDENTE - Escova de dente.

PONDIÔNS - Ponto de ônibus.

SAPASSADO - Sábado passado.

VIDIPERFUME - Vidru de perfume.

OIPROCÊVÊ - óia procê vê

TISSDAÌ - Tira iss daí.

CASSZOPÔ - Caxa disopor.

ISTURDIA - Otru dia.

PROINOSTOINO? - pronde nós tamo inu?

CÊSSÀ SÊSSE ONSPASNA SAVAS? - ocê sabe se ess ônibus passa na Savassí?

LUBRINA - é chuva miúda di moiá bobo. 
Ex.: Ih, tá lubrinanu dimais hj, já tô todo moiádo, sô!

5 de dezembro de 2017

Eu, ingénuo, me confesso


Ontem foi (mais) um dia negro para a Assembleia Legislativa de Macau.
O que se temia, se adivinhava no ar, mas não se queria acreditar ser possível, acabou por se concretizar.
O mais jovem deputado de sempre vê o seu mandato suspenso e a sua imunidade parlamentar afastada para ser julgado por um crime de desobediência qualificada.
Um crime que resulta da participação numa manifestação pacífica e da recusa em obedecer ao percurso definido pelas forças policiais.
Não estamos na presença de factos graves, de crimes de sangue,  de violência, de corrupção, nomeadamente de corrupção eleitoral.
Não, Sou Ka Hou (Sulu Sou) não obedeceu ao percurso que as forças policiais impunham e atirou aviões de papel na direcção da residência oficial do Chefe do Executivo.
E por isto vai enfrentar a Justiça.
Qualquer um teria que enfrentar a Justiça na mesma situação como se ouviu argumentar?
Mas Sulu Sou não é qualquer um.
Sulu Sou é um deputado eleito pela população, dos poucos eleitos directamente pela população, que vê o seu mandato suspenso pelos seus pares.
Ingenuidade a minha que ainda tinha esperança que os parlamentares, na hora da votação, percebessem que se hoje é Sulu Sou, amanhã poderá ser qualquer um deles a estar na mesma situação.
Vinte e oito deputados não perceberam isso (não quiseram perceber?) e abriram um precedente de consequências imprevisíveis.
Os outros quatro (é fácil perceber quem são apesar do voto secreto) terão a consciência tranquila.
Tranquilidade que é coisa que esta decisão abalou de maneira quiçá irreparável.
Tranquilidade e confiança, esta última muito provavelmente ferida de morte.

A idade do ece

4 de dezembro de 2017

A mió do ANO

 
Três mineiros e três paulistas estavam viajando de trem para um congresso.
 Na estação, os três paulistas compraram um bilhete cada um, mas viram que os três mineiros compraram UM SÓ bilhete.
 - Como é que os três vão viajar só com um bilhete? - perguntou um dos paulistas. 
- Espere e verá. - respondeu um dos mineiros. 
Então, todos embarcaram. 
Os paulistas foram para suas poltronas mas os três mineiros se trancaram juntos no banheiro. 
Logo que o trem partiu, o fiscal veio recolher os bilhetes. 
Ele bateu na porta do banheiro e disse: - O bilhete, por favor. 
A porta abriu só uma frestinha e apenas uma mão entregou o bilhete. 
O fiscal pegou o bilhete e foi embora. 
Os paulistas viram e acharam a ideia genial. 
Então, depois do congresso, os paulistas resolveram imitar os mineiros na de volta e, assim, economizar um dinheirinho (reconhecendo a inteligência superior dos mineiros).
 Quando chegaram na estação, compraram só um bilhete. 
Para espanto deles, os mineiros não compraram NENHUM. Mas, como é que vocês vão viajar sem passagem? - um paulista perguntou perplexo.
 - Espere e verá - respondeu um dos mineiros. 
Todos embarcaram e os paulistas se espremeram dentro de um banheiro e os mineiros em outro banheiro ao lado. 
O trem partiu. 
Logo depois, um dos mineiros saiu, foi até a porta do banheiro dos paulistas, bateu e disse: 
- A passagem, por favor... 
(adivinhe o resto) 
Moral da história: 
Mais uma vez fica provado que mineiro é quem entende de trem...

BOA SEMANA!

(Esta chegou do Brasil. 

1 de dezembro de 2017

Alentejo sempre na vanguarda


Cavando...Cavando...Cavando...

Durante escavações recentes nos EUA, os arqueólogos descobriram, a 100 metros de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1.000. 
Os americanos concluíram que os seus antepassados já dispunham de uma rede telefónica desde aquela época. 

Entretanto os espanhóis escavaram também o seu subsolo, encontrando restos de fibras ópticas a 200 metros de profundidade. 
Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham cerca de 2.000 anos de idade, divulgando triunfantes, que os seus antepassados já dispunham de uma rede digital à base de fibra óptica quando Jesus nasceu! 

Uma semana depois, em Borba, no semanário local, foi publicada a seguinte notícia:
"Após inúmeras escavações arqueológicas no subsolo de Borba, Beja, Évora, Moura, Estremoz e Redondo, entre outras localidades alentejanas, até uma profundidade de 5000 metros, os cientistas alentejanos não encontraram absolutamente nada. Assim se conclui que os antigos habitantes daquela região alentejana já dispunham, há 5.000 anos, de uma rede de comunicações sem-fios, vulgarmente conhecida, hoje em dia, pela designação de "Wireless". 

(Alentejo - sempre na vanguarda)

BOM FIM-DE-SEMANA!

30 de novembro de 2017

Nova coligação ou governo minoritário?



Afinal a anunciada tempestade política na Alemanha não passará de uma ameaça.
E Angela Merkel deverá manter-se como chanceler.
Submetidos a intensa pressão, interna e externa, CDU e SPD, Angela Merkel e Martin Schulz, recuaram nas suas posições iniciais e cederam à pressão sobre ambos exercida.
Angela Merkel recusava formar um governo minoritário, Martin Schulz recusava ser parte de qualquer solução governativa e queria ser apenas oposição.
O falhanço da coligação “Jamaica”, que a União Europeia olhava com alguma desconfiança, aliada às posições extremadas dos dois partidos mais votados, ameaçavam abrir uma crise política sem precedentes na Alemanha do pós II guerra.
Os dias passaram rápido e o cenário de eleições antecipadas, desde sempre recusado como uma inevitabilidade pelo Presidente Franz-Walter Steinmeier, adensava-se.
Mas as movimentações de bastidores mantinham-se e a alta probabilidade de, nesse cenário de possíveis eleições antecipadas, os resultados eleitorais serem em tudo semelhantes aos alcançados nas recentes eleições, começavam a deixar no ar a possibilidade de um recuo estratégico dos dois partidos mais votados.
No interior dos quais muitas vozes desde sempre defenderam uma qualquer aliança que viabilizasse um governo maioritário e afastasse da solução governativa as extremas esquerda e direita da política alemã.
O recuo de SPD e CDU deverá permitir alcançar um acordo de governação na Alemanha.
Uma solução maioritária, com o SPD a integrar o Executivo, ou minoritária, com os sociais democratas alemães a apenas garantirem apoio parlamentar, é a dúvida que subsiste.
O que parece já não oferecer dúvidas é que se caminha para uma solução governativa na Alemanha a envolver os dois partidos mais votados (CDU e SPD).
Dois partidos que saem beliscados de todo o processo e com os seus líderes claramente enfraquecidos depois do necessário recuo estratégico face às suas posições de força iniciais.


Intemporais (95)

29 de novembro de 2017

Surpresa!!

Cresce a tensão na península coreana



O louco líder norte-coreano já desde 15 de Setembro não testava um dos seus brinquedos perigosos.
Resolveu voltar ao seu divertimento favorito ontem.
O míssil disparado de Pyongsong terá atingido a maior altitude de todos os até agora testados pelo tresloucado Kim Jong-un.
Estes são os dados que os Estados Unidos se apressaram a divulgar.
Uma divulgação imediata, apressada, que não pode deixar ninguém tranquilo.
Depois de Donald Trump ter deixado a ameaça velada de um ataque à Coreia do Norte ("The calm before the storm"), naquele seu jeito entre o imbecil, o patético e o infantil, este teste e a pronta reacção americana, com o mesmo Donald Trump a voltar à retórica que lhe é única ("Os Estados Unidos resolverão o problema"), deixaram muita gente com os nervos em franja.
A começar pela Coreia do Sul, que oficialmente reagiu dizendo temer que os Estados Unidos estejam a preparar um ataque preventivo ao vizinho norte-coreano.
À habitual indignação da comunidade internacional, à condenação generalizada da petulância do líder norte-coreano, e ao seu habitual desrespeito por todas as resoluções internacionais e pelas sanções que fazem o seu povo sofrer, seguem-se as também habituais reuniões de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Um filme já muitas vezes visto, com um guião de todos conhecido, mas que se sente insistentemente reflectir uma tensão crescente que pode levar ao temido ataque preventivo pelo regime sul-coreano.
E se por uma só vez tivéssemos que levar a sério Donald Trump e acreditar nas suas declarações aparentemente disparatadas?