31 de outubro de 2016

O pecado confessado



(Todas do "confessionário" do FerreirAmigo)

BOA SEMANA!

Numa discoteca do nordeste brasileiro


- A minina dança?
A mulatinha levanta-se e responde:
- Não, vô mijá.
- Vai mijá mas vorta?
- Não!!! Vô mijá imbora.

O PIERCING QUE ESTÁ A ENLOUQUECER OS HOMENS

PIERCING INOVADOR QUE ENCANTA O SEXO MASCULINO.
Ora reparem bem no anexo.
Nota: Caras amigas não fui eu que criei este anexo!


28 de outubro de 2016

No Centro de Saúde de OLHÃO


(Por partilharem as suas histórias, agradecimentos às funcionárias administrativas Inês Simões e Fernanda Veloso, assim como à técnica de cardiopneumologia Sandrina Marto.)

6h00m da manhã. 
O Sol já aparecia lindo sobre o azul celeste.

À porta do Centro de Saúde, um pequeno grupo de utentes organizava-se para a marcação da consulta "à vaga".
A maioria já se conhece. 
Afinal todos são já bem experimentados nesta forma
bem própria de utilização da consulta.
Aliás, o Director do Centro de Saúde até mandou instalar uns banquinhos de jardim no local, para tornar a espera mais atractiva.
É uma excelente oportunidade para trocar experiências e conhecimentos, que todos vão acumulando ao longo do seu percurso de contactos com os médicos e hospitais.

A Maria do Céu vai à consulta do "Parlamento", a Dona Gertrudes vai à consulta da "Monopausa" e a Rita é que as corrige informando-as que aquela consulta chama-se de Planeamento Familiar.

Uma tem um "biombo" no "úbero" e leva os resultados duma "fotografia", outra está preocupada com comichões na "serventia" do marido, até porque ele, havia poucos dias, tinha já sido consultado pelo médico por estar com os "alforges" todos inflamados. 
Alguém logo ali diagnosticou um problema na "aprosta" do marido.

Mais à distância desta conversa, um grupo de senhoras falavam dos métodos contraceptivos e, uma delas, peremptória, afirmava que nunca aceitaria porem-lhe uma "fateixa" dentro da barriga!

Uma outra discordava, e lá lhe foi dizendo que, por causa disso, é que teve tantos filhos, felizmente todos de parto normal, só o último foi de "açoreana", mas aquele que lhe dava mais problemas era o mais velho que já era "toxico-correspondente"!

Noutro local, um grupo de homens mais idoso ia falando da relação entre o "castrol" e a "atenção".

Às tantas um deles começa a explicação cuidada dum acidente que tivera. 
Por isso é que tinha a vacina contra o "tecto" em dia, mas o acidente estragou-lhe a "tibiotísica" e causou-lhe uma hérnia "fiscal", pelo que tinha ido fazer uma "fotocópia" e um "traque".

Outro referiu que nunca teve problemas de ossos, o seu problema era uma grande "espirrogueira na peitogueira".

Uma senhora, atraída pela conversa, queixava-se de entupimento no "curso" com dores "alucinantes" quando se "abaixava". 
Além disso cobria-se de suores e "gómitos", ficava "almariada" e tudo acabava com uma forte "encacheca", ficando cerca de 3 dias com cara de "caveira misteriosa".
Alguém lhe falou nuns supositórios que a poderiam ajudar mas ela já os conhecia, aparentemente tinham sido muito difíceis de engolir, pelo que o melhor ainda era o "clistério".

Finalmente, uma outra senhora queixava-se da "úrsula" no "estambo", pelo que vinha mostrar o resultado duma "endocuspia" e ainda algumas análises especiais, como a Proteína C "Reaccionária".

8h30m da manhã. 
Ainda havia muito para conversar mas a Inês, jovem
funcionária administrativa do Centro de Saúde, obviamente tarefeira, acaba de chegar. 
Os funcionários administrativos não podem chegar atrasados, caso contrário, confundir-se-iam com os doutores.

- Quem é o primeiro, se faz favor? Ora diga lá o seu nome?
- Josefina Trindade.
- Idade?
- 67 anos.
- Estado?
- Constipada, muito constipada!

9h00m da manhã. 
Aparece a enfermeira Freitas que grita para a pequena
multidão barulhenta que cerca a Inês:
- Quem está para medir as tensões? É você? Então entre e diga-me qual é o seu problema?
- Sabe, senhora enfermeira, o meu problema é ter uma doença "arrendatária" que "arrendei" do meu pai e já me levou uma vez aos cuidados "utensílios"do hospital. 
Afecta-me as "cruzes renais" e por isso dá-me muita "humidade à volta do coração". 
Aliás, o doutor pediu-me uma "pilografia" e um
"aerograma" que aqui trago e recomendou-me beber pouca água.

Finalmente, chega o médico, que logo dá início às consultas:

- Então de que se queixa?
- De uma angina de peito, senhor doutor. 
Tudo começou há uma semana quando fui às urgências. 
O médico disse-me que era uma angina na garganta, mas a
angina começou a descer e agora apanha-me o peito todo!

Aos poucos, os utentes iam entrando e saindo, com melhor ou pior cara.

Alguns perguntavam à Inês onde era o *"pechiché da retrosaria" para pagarem a “taxa moderadora”.


BOM FIM-DE-SEMANA!

27 de outubro de 2016

Recluso não pode fumar


Ainda não estávamos totalmente refeitos do choque provocado pelas declarações disparatadas e descabidas de Ng Kuok Cheong no plenário da Assembleia Legislativa de Macau e eis que, agora em sede de comissão especializada, os senhores deputados resolvem brindar-nos com mais uma pérola (sem brilho e cheia de imperfeições) para a colecção de tesourinhos que, com demasiada frequência, saem do cada vez mais pobre e triste órgão legislativo de Macau.
Um dos legados da presença portuguesa em Macau é, sem sombra de dúvida, o sistema jurídico aqui vigente e o conjunto de valores humanistas ligados ao mesmo.
Sendo verdade, também não pode haver dúvidas no que concerne ao facto de haver muita gente, inclusivamente com grandes responsabilidades a nível político e social, que nunca se deixou contagiar por tais valores, nunca os entendeu, nunca os aceitou, pelo contrário, contribui constantemente para a sua possível erosão.
Ouvir uma comissão especializada da Assembleia Legislativa discutir acaloradamente a possibilidade de serem reservadas áreas no Estabelecimento Prisional de Macau para os reclusos poderem fumar (a Lei nº 5/2011 consagra expressamente essa possibilidade na alínea 6 do nº 1 do artigo 5º) é, acima de tudo, muito triste.
Esqueçamos as teses de reabilitação e ressocialização do recluso, deixemos de lado a dignidade de quem está privado da sua liberdade porque foi condenado pela prática de um crime.
Vamos caminhar no sentido oposto, o sentido que toda a moderna criminologia recusa há já muitos anos, e vamos concentrar-nos no castigo, na punição.
E vamos levar esses castigo e punição a extremos.
Um recluso ter a possibilidade de fumar em espaços expressamente designados para tal? Que disparate!
Junte-se a fobia hipócrita ao tabaco à mente distorcida de alguns legisladores e o resultado envergonha qualquer pessoa com um mínimo de decência e sentido humanista.

Intemporais (49)

26 de outubro de 2016

Governo em Espanha viabilizado com abstenção de um PSOE fragmentado


Depois de mais de trezentos dias de gestão governativa Espanha vai ter um novo Governo.
Um novo Governo chefiado pelo mesmo Mariano Rajoy (PP) e viabilizado com o apoio do Ciudadanos e a abstenção do PSOE.
PSOE que sai deste longo processo muito fragilizado e fragmentado e que aparece como o maior protagonista deste momento histórico em Espanha - pela primeira vez na história da democracia espanhola haverá um Executivo do PP viabilizado pelo PSOE.
Mariano Rajoy acaba como grande vencedor do longo jogo de paciência, da longa novela, com pressões de toda a espécie e proveniência, em que se tornou a procura de uma solução governativa em Espanha.
Quando já se falava em surdina em novas eleições, em ingovernabilidade em Espanha, o Comité Federal do PSOE, depois de intenso debate e renhida votação interna, decide abster-se na próxima votação parlamentar e assim viabilizar um Executivo do PP com o apoio do Ciudadanos.
Grande derrotado em todo este processo, com consequências futuras ainda muito difíceis de perceber em todo o seu alcance, o PSOE e, fulanizando o resultado, o líder demissionário Pedro Sanchéz.
Espanha vai ter um novo Governo, essa  é uma certeza que se pode ter neste momento.
Um novo Governo que marca um momento histórico na vida democrática espanhola e que, veremos no futuro, poderá ter nascido à custa do início de um processo de implosão no PSOE.

ASSIM COMEÇOU O POVOAMENTO DA BAHIA (VERÍDICO)


Sentença de 1587
Trancoso, Portugal
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO (Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou.

Sendo acusado:

*de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;

*de cinco irmãs teve dezoito filhas;

*de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;

*de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;

*de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;

*dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas.

Total: duzentos e noventa e nove, 
sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".

Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefandonoites seguidas quando não lá estavam as mulheres.

Acusam-lhe ainda, dois ajudantes de missa, infantes menores, que lhe foram obrigados a servir de pecados orais completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.

[agora vem o inesperado:]

"El-Rei D. Filipe I de Portugal (Filipe II de Espanha) lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na Vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-Rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo."

25 de outubro de 2016

Citizens arrest



Nesta Macau que se quer Centro Internacional de Turismo e Lazer, Ng Kuok Cheong, na sua qualidade de deputado eleito na Assembleia Legislativa de Macau, terá ontem tentado introduzir no ordenamento jurídico da Região Administrativa Especial de Macau um conceito jurídico típico da Common law.
A proposta de intervenção directa de qualquer cidadão no combate ao trabalho ilegal, esse fantasma que continua a assombrar certas luminárias em Macau, não pode enquadrar-se noutro conceito que não seja o de citizens arrest.
Deter os trabalhadores ilegais que forem encontrados, e manter os mesmos cercados e impedidos de se movimentarem até à chegada das autoridades policiais, não poderá ser outra coisa que não uma versão algo matizada de citizens arrest.
A bandeira do combate ao trabalho ilegal, da protecção da mão-de-obra local, a mesma que não existe ou se mostra incapaz de responder às necessidades da cidade, uma cidade que tem um nível de desemprego invejável (na prática é zero, como todos sabemos, porque os poucos desempregados que existem ou o são por opção ou por não serem empregáveis), é uma bandeira que continua a ser agitada pelas mais variadas forças que compõem o sui generis parlamento macaense e a ser instrumento da mais despudorada caça ao voto.
Citizens arrest na caça ao trabalho ilegal? E porquê ficar só por aqui? Que tal também no combate aos taxistas que caçam passageiros? E aos automobilistas que desrespeitam as passadeiras, as regras da prioridade e a proibição de utilizar o telemóvel quando conduzem o seu veículo? E aos peões que desrespeitam as passadeiras e os semáforos? E a tudo o mais que seja susceptível de violação legal, porque não?!
Com as eleições para a Assembleia Legislativa ainda algo distantes no horizonte político, propostas como esta, e declarações populistas e demagogas como as que se vão ouvindo frequentemente, fazem temer o pior no período oficial de campanha eleitoral.


Dia de Todos os Santos em Angola


Em Angola, há muito que se pratica a verdadeira austeridade.
Exemplo: o governo não gasta dinheiro em Conselho de Ministros, pois reúne-se ao fim de semana em almoços familiares onde são resolvidos os problemas do país.

A PROVA:

1. Ministro das Finanças: Carlos Lopes, marido da irmã da primeira-dama Ana Paula dos Santos.
2. Ministro do Ensino Superior; Adão do Nascimento, sobrinho do presidente José Eduardo dos Santos.
3. Vice-Presidente da República: Manuel Vicente, enteado da falecida irmã do presidente José Eduardo dos Santos.
4. Secretário de Estado para a Habitação: Joaquim Silvestre, irmão da primeira-dama Ana Paula dos Santos.
5. Secretária do Presidente para os Assuntos Particulares: Avelina dos Santos, sobrinha do Presidente José Eduardo dos Santos, filha do seu irmão Avelino dos Santos.
6. Administrador do Fundo Soberano: Zenu dos Santos, filho do José Eduardo dos Santos.
7. Secretário-geral da Casa Militar: Catarino dos Santos, sobrinho de José Eduardo dos Santos, filho do seu irmão Avelino dos Santos.
8. Presidente do Conselho de Administração da EPAL: Leonildo Ceita, primo da primeira-dama.
9. Presidente do Conselho de Administração da ENANA: Manuel Ceita, primo da primeira-dama Ana Paula dos Santos.
10. Presidente do Conselho de Administração do Banco de Comercio e Industria (BCI): Filomeno Ceita, primo da primeira-dama.
11. Director do Instituto Nacional de Estatística: Camilo Ceita, primo da primeira- dama, Ana Paula dos Santos.
12. Presidente do Conselho de Administração da MECANAGRO, da GESTERRA e presidente da Federação Angolana de Hóquei em Patins: Carlos Alberto Jaime Calabeto, sobrinho/primo do presidente José Eduardo dos Santos.
13. Governador do BNA – Banco Nacional de Angola: José Massano, amigo pessoal e ex-colega de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos.
14. Vice-governador do BNA: Ricardo de Abreu, compadre e amigo pessoal de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos.
15. Ministra de Comércio: Rosa Pacavira, sobrinha da esposa de Avelino dos Santos, irmão do presidente José Eduardo dos Santos.
16. Administrador da TAAG: Luís dos Santos, irmão do presidente José Eduardo dos Santos.
17. Presidente do Conselho de Administração da ANIP: Maria Emília Abrantes Milucha, mãe da Tchize e Zé Dú dos Santos (Korean Dú) filhos do presidente José Eduardo dos Santos.
18. TPA 2 entregue a Semba Comunicações, empresa de Tchize e Korean Dú, filhos de José Eduardo dos Santos.
19. Presidente do Conselho de Administração da Sonangol: José Francisco de Lemos, primo da primeira-dama Ana Paula dos Santos.

Ou seja, é sempre dia de TODOS OS SANTOS!

24 de outubro de 2016

Alentejano esperto


Um camionista espanhol parou o camião na frente da loja do ti Jerónimo, e perguntou:

- Sr. Jerónimo, tenho aqui um camião de arroz, sem documento de transporte e sem cobrar IVA. O senhor quer?
- Claro que quero!
Ti Jerónimo vira-se para o filho e diz:
- Zezinho, vai para a esquina e se aparecer o fiscal vens cá avisar!
Começam a descarregar o camião e no meio da descarga aparece o Zezinho a gritar dizendo que o fiscal vem lá.
- Pára tudo e volta a carregar, grita o ti Jerónimo!
Entretanto chega o fiscal.
- Grande venda senhor Jerónimo, diz o fiscal.
- A melhor venda que já fiz este ano, senhor fiscal, responde o ti Jerónimo.
- E essa mercadoria tem documento de transporte? questiona o fiscal.
- Ainda não tem documento de transporte porque estou a espera para ver a quantidade que leva o camião, afirma o ti Jerónimo.
- Não pode, diz o fiscal. O documento de transporte tem de ser emitido antes de carregar!
- Ah sim? Então pára tudo, que eu não quero problemas com a Justiça! 
Descarrega tudo do camião e guarda dentro do armazém!

(Todinhas do inesgotável filão do FerreirAmigo)

BOA SEMANA!

Mecânico


À porta do céu, um tipo furioso protestava perante S. Pedro.
– Meu bom santo, o que fiz eu para estar aqui? 
Tenho 35 anos, estou em plena forma física, não bebo, não fumo, faço uma vida de acordo com as regras dos bons costumes, e agora estou aqui! 
Certamente houve um engano!
S. Pedro responde:
– Bom, não é usual nós cometermos erros, mas enfim, vou verificar! Como te chamas?
– João Diogo Vicente.
– Sim… Profissão?
– Mecânico.
– Ok, cá está a tua ficha. João Diogo Vicente, Mecânico... Tu morreste de velhice!
– De velhice?! Mas isso não é possível, eu só tenho 35 anos!
– Isso eu já não sei, mas fazendo as contas a todas as horas de mão-de-obra que facturaste aos clientes, dá 123 anos!

Adivinha a nacionalidade



Pelo bronze... parece brasileira...

mas é… POLACA !!!!
..............

ESTÃO A RIR?

OLHEM BEM... 

V

V

V




 MORTADELA POLACA!!!!!!!!


Pensaram o quê??? 
Eu só publico coisas decentes!!                          

21 de outubro de 2016

Blogue encerrado

TUFÃO EM MACAU, BLOGUE ENCERRADO.
BOM FIM-DE-SEMANA.

20 de outubro de 2016

Um mito desfeito no espaço de dois dias


Na passada segunda-feira, no retomar dos trabalhos da Assembleia Legislativa, foram vários os discursos inflamados em defesa do ensino e do emprego da Língua Portuguesa na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).
Discursos que retomavam o que tinham sido as recomendações deixadas em Macau pelo Primeiro-Ministro da República Popular da China reafirmando a aposta Lusófona do Governo de Pequim.
Para os mais distraídos, ou mais crentes, estava de uma vez por todas efectiva e definitivamente consagrado na prática o estatuto legal da Língua Portuguesa enquanto uma das línguas oficiais na RAEM.
Dois dias depois, na Abertura do Ano Judiciário de Macau, Jorge Neto Valente, Presidente da Associação dos Advogados de Macau, desfez esse mito muitíssimo efémero.
No seu habitual tom frontal e desassombrado, o Presidente da Associação dos Advogados de Macau afirmou alto e bom som aquilo que todos sabemos ser a realidade da RAEM no que diz respeito à utilização das línguas oficiais.
A Língua Portuguesa é cada vez menos utilizada, tantas vezes em flagrante violação da Lei Básica e de outros diplomas legais em vigor e que são pura e simplesmente ignorados (olimpicamente desprezados, na expressão de Jorge Neto Valente).
Apetecia perguntar a quem tão eloquentemente defendeu o ensino e a utilização da Língua Portuguesa  no plenário da Assembleia Legislativa se conhece a expressão bem portuguesa "que bem prega Frei Tomás...".

Intemporais (48)

19 de outubro de 2016

Batota, grita Donald Trump


Realiza-se hoje o último debate entre os principais candidatos às eleições presidenciais norte-americanas marcadas para o próximo dia 8 de Novembro.
Um debate que tudo indica irá repetir o cenário de puro ataque pessoal que caracterizou os anteriores.
Com uma importante novidade - Donald Trump, cada vez mais afundado nas sondagens, cada vez mais abandonado mesmo pelos que eram seus apoiantes, não descurando os ataques pessoais (a acusação dirigida a Hillary Clinton de consumo de drogas é um bom exemplo disso), vira-se agora para um ataque ao sistema.
Um ataque que, para além de atingir Hillary Clinton, atinge o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan,  um dos que abandonou o barco e a quem Trump não perdoa esta deserção.
Antevendo uma derrota que se anuncia, que cada vez  mais parece inevitável, Trump grita agora que há batota no jogo.
Um jogo no qual activamente participou, que até aqui voluntariamente jogou.
Batota porque os cadernos eleitorais supostamente incluirão milhares de potenciais votantes entretanto falecidos (a questão da actualização dos cadernos eleitorais, um eterno problema enfrentado praticamente por todas as democracias).
As perguntas são inevitáveis - essas pessoas faleceram todas durante a campanha eleitoral americana?
Donald Trump só agora tomou conhecimento da desactualização dos cadernos eleitorais?
Ou será que, para além de todos os defeitos que já se lhe conheciam, Donald Trump também se revela como um muito mau perdedor?

O amuleto dos três vinténs



O Museu Etnográfico de Passos de Silgueiros emitiu mais uma das suas Peças do Mês. 
Nesta, do anexo, está muito bem descrito o “amuleto dos três vinténs”, uma pequena moedinha de prata que era pendurada no pescoço das meninas até ao seu casamento. 
Então, a jovem mulher casada entregava a moeda furada ao seu marido e dizia-se que ele que lhe tinha “tirado os três vinténs”.
As mães, as que podiam, ofertavam às filhas recém-nascidas uma moeda de três vinténs de prata, a qual era furada e colocada ao pescoço da criança, símbolo de pureza. 
A moeda só podia ser retirada pelo futuro marido e a portadora perdia então os três… vinténs.

18 de outubro de 2016

Tanta preocupação com o ensino da Língua Portuguesa


Os deputados regressaram ontem ao trabalho na Assembleia Legislativa de Macau.
A julgar pelo que foi dito no plenário fica-se com a ideia que trocaram a chamada silly season por uma nova fórmula, que não será única, muito menos específica, de Macau - a hypocritical season.
Ainda com a visita a Macau do Primeiro-Ministro da República Popular da China bem presente na memória, e as declarações do mesmo a ressoarem no ouvido, o dia de ontem fica marcado por um fartote de declarações políticas alertando para a necessidade de se repensar e aprofundar o ensino da Língua Portuguesa, uma das línguas oficiais, é sempre bom lembrá-lo, em Macau.
Um discurso muito bonito, que pode afagar o ego dos mais distraídos, mas que soa muito a falso vindo de quem vem.
A memória pode ser uma coisa muito complicada.
Lembrar que as mesmas vozes, e outras das mesmas áreas políticas, que ontem tão veementemente defenderam o ensino da Língua Portuguesa, ainda não há muito tempo eram as que mais ferozmente atacavam a presença portuguesa em Macau, e a utilização dessa mesma Língua Portuguesa no dia-a-dia da Região Administrativa Especial, deixa um sentimento a meio caminho entre o irritante e o anedótico.
Quem é que falou em hipocrisia??

O vinho na Bíblia (Padre Anselmo Borges)


Em tempo de vindimas e vinho novo, fica aí uma alusão ao vinho na Bíblia.

1. O vinho é tão importante, com funções tão significativas no convívio social e na vida toda, que os antigos até pensavam que ele era uma criação dos deuses. Dioniso - Baco para os romanos - era o deus do vinho, que ensinou aos homens a arte do cultivo da videira e da preparação do vinho. Ele é de tal modo exaltante que, na leitura dos clássicos, da grande literatura, como belos poemas, grandes tragédias, romances geniais, dizemos que ficamos "inebriados". Diante do esplendor da beleza - o maior exemplo, para mim, é sempre a música, a grande música -, há quem exclame: "Uma bebedeira de beleza!" Num dos mais extraordinários diálogos filosóficos de sempre sobre o amor - o Banquete (Simpósio), de Platão -, lá está o vinho. Na Bíblia, as referências ao vinho são muitas. Tanto no Antigo como no Novo Testamento.

2. No Antigo Testamento, encontramos, logo no primeiro livro, o Génesis, dois textos. O primeiro, com Noé cultivando uma vinha, "a mais preciosa e nobre de todas as plantas da Bíblia" (Ariel Álvarez). Noé adormeceu com uma bebedeira e o filho Cam entrou na sua tenda e viu a sua nudez e foi amaldiçoado. E há outro pai, Lot, que as filhas embebedaram para poderem ter relações com ele e descendência. (Note-se que se trata tão-só de narrações com finalidade política: diminuir os cananeus, os moabitas, os amonitas, com os quais Israel tinha relações tensas. Para rebaixá-los, estas narrativas põem estes povos a descender de relações incestuosas, e não se esqueça que o incesto é, para a Bíblia, um dos pecados mais aberrantes.)

Veja-se este texto de exaltação do vinho, no livro de Ben Sira: "O vinho é como a vida para os homens, se o beberes moderadamente. Que vida é a do homem a quem falta o vinho? Ele foi criado para alegria dos homens [aqui, digo eu: e das mulheres]. Alegria do coração e júbilo da alma é o vinho, bebido a seu tempo e moderadamente."

3. O vinho está bem presente no Novo Testamento. Assim, na Primeira Carta a Timóteo, é recomendado ao discípulo de São Paulo que beba vinho: "Doravante não bebas só água, mas toma um pouco de vinho."

No Evangelho, acusam Jesus de "comilão e beberrão". Escandalizavam-se, mas Jesus não exclui ninguém, o Reino de Deus e a sua alegria são também para os pecadores. Essa foi a sua mensagem por palavras e obras. Participou em banquetes com publicanos e outros, que eram ricos, mas não levavam uma vida justa. Alguns seguiram-no, como Mateus, e Zaqueu converteu-se, deixando de explorar o povo.

Lê-se no Evangelho segundo São João, que logo no início da sua vida pública Jesus transformou a água em vinho. Ele encontrava-se com os discípulos numas bodas de casamento, em Caná da Galileia. Faltando o vinho, Maria, sua mãe, deu-lhe a triste notícia. E o que é facto é que o vinho apareceu. E em abundância: 600 litros. E vinho esplêndido, a ponto de o chefe de mesa chamar o noivo para lhe dizer: "Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, quando tiverem bebido bem, serve então o inferior. Tu, porém, guardaste o vinho bom até agora!" Assim, diz o evangelista, inaugurou Jesus os seus sinais. Que sinais? É isso: o Reino de Deus é para todos e é o Reino da humanidade boa, justa e feliz. Como podia faltar a alegria do vinho numa festa de casamento, símbolo do encontro de Deus com a humanidade? É o vinho novo e, por isso, diz Jesus: "Ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os odres e perde-se o vinho e os odres. Deita-se vinho novo em odres novos."

Outro passo, inesquecível, é o da Última Ceia. Sim, o Reino de Deus é para todos, mas nem todos estão interessados em que seja para todos. Por isso, Jesus pôs o dedo na ferida, escalpelizou a indiferença e a opressão, nomeadamente por parte de quem explorava em nome da religião oficial, e, assim, foi condenado à morte pelos sacerdotes e mandado executar pelo representante do Império, Pôncio Pilatos. Nas vésperas da sua entrega, ofereceu uma ceia, a Última Ceia. Nela, tomou o pão: "Tomai e comei todos. Isto é a minha vida entregue por vós." Também o cálice com vinho: "Este é o sangue da Nova Aliança." "Fazei isto em memória de mim." Desde então, os discípulos, que acreditaram que Jesus está vivo em Deus, pois não morreu para o nada, mas para a plenitude da vida de Deus, que é Amor, reuniram-se em banquetes festivos e fraternos. E fizeram memória de Jesus. E o pão é o pão da vida, que dá força para os caminhos da existência com Deus e em solidariedade activa com a humanidade. E o vinho é o vinho da alegria partilhada com todos.

Jesus disse que não voltaria a beber do fruto da videira, "até àquele dia em que o hei-de beber de novo convosco no Reino de Meu Pai". E é esta esperança, a esperança do vinho novo na plenitude da festa e da alegria do Reino de Deus que, de uma maneira ou outra, anima a todos. Infelizmente, embora isso talvez fosse uma inevitabilidade, as Eucaristias de hoje estão muito longe, no modo como são celebradas, de ser antecipações vivas dessa alegria festiva na sua plenitude. No princípio, era diferente.

in DN, 15.10.2016

17 de outubro de 2016

Filosofia curtíssima



I - Pediram-me um donativo para a piscina municipal.
Dei um copo de água.

II - Esta noite um ladrão entrou em minha casa, procurando dinheiro.
Levantei-me e procurei com ele.

III - O único fim feliz que conheço é o fim de semana.

IV - Da minha casa até ao bar são 5 minutos.
Mas do bar até minha casa é 1h50 min.

V - Os pais são duas pessoas que ensinam o filho a andar e a falar, para em seguida, o mandarem sentar e calar!

VI - Custou-me muito a aprender a escrever corretamente.
Até que um dia adquiri um telemóvel e ... iskci td

VII - As estatísticas são como os biquínis: dão uma ideia mas escondem o essencial!

VIII - O ser humano é incrível: corta uma árvore para fazer papel para nele escrever «salvem as árvores».

BOA SEMANA!

Erasmus


Um pai estava todo orgulhoso pelo filho que foi estudar para Inglaterra e resolveu telefonar a saber como ele estava e a sua evolução na língua de Shakespeare.
- Olá filho. Tudo bem? Como vai o teu inglês?
- Olá pai, ele agora está a tomar banho...

Velório no Alentejo


Um Lisboeta, de passagem pelo Alentejo, foi surpreendido com a notícia de que um amigo tinha falecido e seria enterrado naquela tarde.
Chateado com a situação, a perda de um amigo do peito, procurou saber onde seria o velório e foi para lá.
Ao chegar, viu que no caixão estava o morto inteiramente nu e ao lado um grande pote cheio de creme, no qual cada um dos presentes metia a mão e após apanhar um pouco, passava sobre o defunto.
Surpreendido pela cena, coisa inusitada para ele, aproximou-se da esposa e perguntou:
- Desculpe-me a ignorância, mas o que lhe estão a fazer, é tradição por aqui?
A esposa respondeu:
- Não! É inédito! Nunca o fizemos. Ele é que pediu para ser cremado...

14 de outubro de 2016

Tradução Inglês/Português



*Kabong Music (If they want a hug or a kiss, we kabong, we kabong!) 
Música Pimba (Se elas querem um abraço ou um beijinho, nós pimba, nós pimba!)

*Looks like an ox looking at a palace! 
Parece um boi a olhar para um palácio!

*Bad bad Mary! 
Mau mau Maria!

*If you don't doors well you are here you are eating. 
Se não te portas bem tás aqui tás a comer!

*Talk Cheap. 
Fala barato.

*Even the tomatoes fell to the ground. 
Até os tomates caíram ao chão.

*Give rope to the shoes and split-yourself! 
Dá corda aos sapatos e pira-te!

*Change the water to the olives. 
Mudar a água às azeitonas!

*That stays in Juda's ass. 
Isso fica no cu de Judas.

*Walking catching caps. 
Andar a apanhar bonés.

*Crack the peach tree. 
Esgalhar o pessegueiro.

*Go to shit! 
Vai à (não é preciso tradução).

*Take water in the beak! 
Levar água no bico!

*To be in the jam. 
Estar na marmelada.

*Give in the views. 
Dar nas vistas.

*There is bad luck? 
Há azar?

*Face of ass! 
Cara de cu!

*Yo shovel! 
Ó pá!

*Go take in the ... (English censorship). 
Vai levar no ... (censura Portuguesa).

*You are arming at facestick of race. 
Estás armado em carapau de corrida.

*You are not a man, you are not nothing. 
Não és homem, não és nada.

*Day of they are never in the afternoon.
 Dia de são nunca à tarde.

*-Knock Knock. May I? - Between.
 - Truz Truz. Posso? - Entre.

*Put yourself in the "little female garlick". 
Põe-te na alheta.

*I do not see the point of a horn. 
Não vejo a ponta d'um corno.

*Things of the arch of the old woman. 
Coisas do arco da velha.

*Put yourself in the eye of the street. 
Põe-te no olho da rua!

*There is who has can for all!
 Há quem tenha lata para tudo!

*Who fish seeks fis'finds.
 Quem peixe procura peix'acha.

*Eyes of lamb bad dead! 
Olhos de carneiro mal morto!

*Dedicate yourself to fishing. 
Dedica-te à pesca.

*You'll catch in the nose. 
Vais apanhar no nariz.

*I'd jump into her spine. 
Saltava-lhe à espinha.

*I'll make you into an eight. 
Faço-te num oito!

*Go give bath to the dog! 
Vai dar banho ao cão!

*Grow water in the mouth. 
Crescer água na boca.

*I am done to the stake! 
Estou feito ao bife!

*Wich what which cap! 
Qual quê qual carapuça!

*I'm catching drought. 
Estou a apanhar seca.

*Crosses, Left-handed! 
Cruzes, Canhoto!

*Unstop me the store. 
Desampara-me a loja.

*Walking at the spiders. 
Andar às aranhas.

*Smart as a garlick. 
Esperto como um alho.

*It needs to have can. 
É preciso ter lata.

*Put yourself at miles. 
Põe-te a milhas.

*Watch passing ships. 
Ver passar navios.

*Pass by the ashes. 
Passar pelas brasas.

*To be in the paints.
 Estar nas tintas.

*Go comb monkeys. 
Vai pentear macacos.

*Put yourself walking! 
Põe-te a andar!

*Put yourself at stick!
 Põe-te a pau!

*Horse feet of cork. 
Cascos de rolha.

*As good as corn. 
Boa como o milho.

*Lower the stone. 
Arrear o calhau.

*Son of the mother. 
Filho da mãe.

*I am sand-papered! 
Estou lixado!

*Ease the guts.
 Aliviar a tripa.

*Throw a mouth. 
Mandar uma boca.

*Spread ashes. 
Espalha brasas.

*Switch paints! 
Troca tintas!

BOM FIM-DE-SEMANA!

13 de outubro de 2016

Ligações aéreas entre a China e Portugal


Será já  partir de Junho de 2017 que Pequim e Lisboa ficarão ligadas por voos directos (três a quatro por semana).
A notícia, que já corria há algum tempo, foi agora confirmada e formalizada através de um protocolo assinado entre o Turismo de Portugal e o grupo HNA (Beijing Capital Airlines).
Com David Neeleman a jogar em dois tabuleiros, accionista nos dois grupos, o objectivo é atrair mais turistas chineses a visitar Portugal.
Objectivo ambicioso, a apelar a uma grande promoção do destino Portugal para que possa ser competitivo face a todos os outros que procuram captar o apetecido mercado chinês.
Ainda assim, sendo ambicioso e difícil de alcançar, é um objectivo assumido pelos governantes portugueses.
E assumido com tal optimismo que o Primeiro-Ministro, ainda antes da abertura da rota Pequim/Lisboa, já fala numa nova rota, esta a ligar Xangai ao Porto ou a Lisboa.
E o Ministro da Economia ainda acrescenta a possibilidade, e confirma existência de negociações nesse sentido, de ligações aéreas entre Portugal e Macau (ligações aéreas entre Portugal e o Sul da China em contraste com as duas primeiras mais direccionadas para o Norte).
Para quem já há alguns anos vive em Macau, e viveu a experiência das ligações aéreas entre Macau e Portugal no final do século e do período de administração portuguesa em Macau, este cenário optimista não deixa de gerar algumas dúvidas, alguma desconfiança.
Esperemos que o potencial alargamento do mercado (já não é só Macau, é a imensa China) venha a revelar-se factor de viabilização das rotas agora anunciadas.
Para que não estejamos prestes a assistir a um triste remake de um não menos triste e já visto filme.

Intemporais (47)

12 de outubro de 2016

O segundo debate presidencial nos Estados Unidos e o sufrágio directo e universal em Macau


Não deixa de ser curioso que, quase em simultâneo, o Departamento de Estado norte-americano questione Macau (mais uma vez!) acerca do caminho e do calendário tendentes à implementação de um sistema de sufrágio directo e universal na RAEM, e se realize, com uma audiência extraordinária e uma baixeza incrível, o segundo debate presidencial nos Estados Unidos.
Curioso porque este debate terá oferecido um forte argumento a favor de todos aqueles que se opõem à implementação de um sistema de sufrágio directo e universal em Macau.
Um debate em que se discutiu essencialmente quem é mais bandalho, se Bill Clinton, que nem é candidato presidencial, se Donald Trump, que o é.
Um debate que teve muito pouco de troca de ideias, de diferença de políticas, que teve excesso de ataques pessoais e de argumentação reles, badalhoca, de pecadilhos de alcova de um candidato e do marido da outra candidata.
Bem pode pregar o Departamento de Estado norte-americano, bem pode distribuir puxões de orelhas ad nauseam, que com comportamentos destes, vindos daqueles que são candidatos a ocupar o que será provavelmente o cargo mais poderoso e influente à  face da Terra, serão cada vez menos escutados, cada vez menos tomados a sério, cada vez menos exemplo do que pregam, antes cada vez mais um bom argumento em sentido contrário ao que apregoam.