30 de setembro de 2016

Especial para avós


Disseram a um avô que o seu netinho de 3 anos gostava muito de atender o telefone.
Claro que o avô babado ligou logo para casa do netinho para ver se este o atendia e se o reconhecia ao telefone.
Assim que o netinho atendeu a chamada o avô pergunta-lhe:
- Quem é que eu sou?
O netinho esperou um pouco e depois disse para a mãe:
- Mamã, o avô está ao telefone e já não sabe quem é!

(Todas enviadas pelo avô FerreirAmigo)

BOM FIM-DE-SEMANA
(Alargado aqui em Macau porque há tolerância na segunda e terça. Até quarta-feira!)

O avô, o neto e a Internet


(Cruel, mas muito possível nos dias de hoje.)

O avô finalmente comprou um computador e até se desenrasca bem, em especial com os e-mails!
E eis que recebe um e-mail de André, o seu neto de quinze anos, que diz: 
«Bom dia avô, como vais?
É muito fixe agora nós podermos trocar e-mails...
Assim não preciso de ir a tua casa para saber notícias tuas!
Olha avô, para a minha semanada, tu sabes, tu agora podes fazer a transferência para esta minha conta-jovem:
PT50 0123 4567 8901 2345 678 90.
Fácil, não é, avô?
Teu neto André que te adora». 
E o avô responde: 
«Querido André, está tudo bem.
Eu comprei uma impressora com scaner.
Assim, eu vou digitalizar uma nota de 20€, e envio-ta por e-mail, e quando tu tiveres um pouco de tempo, podes vir a minha casa buscar o original». 
Assinado:
"Teu avô virtual".

O que fazer depois de aposentado?!

O que fazer depois de aposentado?! 
Excelente ideia!
Este sábio senhor é Harold Schlumberg e o que ensina é comovente e um exemplo a ser seguido por todos os que já têm uma certa idade.
- "Muitos me perguntam: que fazem as pessoas depois de aposentadas?"
- "Bom, eu tenho a sorte de ser doutorado em engenharia química e uma das coisas que mais me agrada fazer é transformar cervejas, vinhos e outras bebidas alcoólicas em urina, e estou a sair-me muito bem!"

29 de setembro de 2016

ONU a caminho do descrédito total?


A ONU, o paradigma do famoso soft power, tem vindo a perder credibilidade e influência ao longo dos anos.
O qualificativo soft power, no que tem de pejorativo, é disso perfeitamente sintomático.
Mas, se no que deveria revelar-se forte, interventiva, a ONU é soft, já na luta política interna, na mais desenvergonhada politiquice, é muito forte.
Prova disso (mais uma), o processo de eleição do novo secretário-geral, do sucessor de Ban Ki-moon.
Depois de cinco votações informais, depois de os candidatos se terem submetido a escrutínio público, de terem sido chamados a prestar provas perante os membros da Organização, em vésperas da primeira votação na qual tomarão parte the big five, acontece o que já se vinha a adivinhar mas ninguém queria acreditar fosse possível - o aparecimento de uma nova candidata, a búlgara Kristalina Georgieva.
Ligada ao Partido Popular Europeu, actual vice -presidente da Comissão Europeia (fica com licença sem vencimento para concorrer ao cargo de secretário-geral da ONU), favorita de Angela Merkel, que tentou inclusivamente na cimeira do G20 aliciar Vladimir Putin para apoiar uma candidata que ainda o não era (Putin terá ficado irritado com a proposta porque queria ser ele a dar o impulso a um nome vindo do Leste da Europa), favorita de Ban Ki-moon (quando o actual secretário-geral disse publicamente que gostaria de ver uma mulher suceder-lhe não o fez de forma inocente...), correspondendo ao perfil do que de forma não-oficial deveria ser o próximo secretário-geral da ONU (o sistema de rotatividade levaria à eleição de um candidato oriundo do Leste da Europa), Kristalina Georgieva pode perfeitamente ser a primeira mulher a ocupar o cargo de secretário-geral das Nações Unidas.
A ser assim estaremos perante um momento histórico por duas ordens de razões - a eleição de uma mulher para o cargo; um golpe tremendo na já de si muito débil credibilidade das Nações Unidas.
Kristalina Georgieva, e aqueles que a apoiam, guardaram a agora candidata, deixaram-na escondida enquanto os outros candidatos se desgastavam, para a apresentarem agora  a escrutínio já com os membros permanentes do Conselho de Segurança a poderem votar e fazer uso do seu direito de veto.
A ONU, pesada, balofa, anquilosada,  ineficaz, continua a ser palco de jogos de reles politiquice nos bastidores, levados a cabo por politiqueiros que tomaram conta da Organização e a fizeram refém dos seus interesses mais mesquinhos, estará à beira de assistir a uma descarada golpada política.
Um golpada que, a confirmar-se, representará mais um profundo golpe nas já tão feridas reputação e credibilidade da Organização.

Intemporais (45)

28 de setembro de 2016

Deu goleada


Universidade Hofstra, em Nova Iorque, palco para o primeiro debate entre os dois grandes candidatos às presidenciais norte-americanas.
O primeiro de uma série de debates que, convicção generalizada, irão definitivamente decidir quem sucederá a Barack Obama.
Com os dois candidatos tecnicamente empatados nas sondagens, com alguns indecisos que é preciso conquistar, serão os frente-a-frente a decidir quem irá descolar e muito provavelmente partir rumo à vitória.
A ser efectivamente assim este primeiro embate terá acabado em goleada.
Hilarry Clinton, que até entrou algo retraída no debate, ao contrário de um Donald Trump que entrou claramente ao ataque, soube fazer valer a sua experiência política, o seu conhecimento dos dossiers, conseguiu apresentar uma postura de estadista, apresentou-se muito mais calma e preparada que o seu adversário,  conseguiu inclusivamente ser simpática para as câmaras e o público, o que não é propriamente o seu forte.
Trump, nervoso, impreparado, voluntarioso mas claramente ignorante em matéria de assuntos de Estado, saiu deste debate muito enfraquecido.
E terá agora que trabalhar muito em termos de campanha, de imagem, de postura e preparação do próximo debate, para não ficar irremediavelmente para trás.
Nenhum dos candidatos é mobilizador, tem carisma.
Mais uma razão para estes debates se revelarem decisivos.
Os Estados Unidos estão a escolher o menos mau de entre dois candidatos  cheios de problemas, de defeitos, de vícios e esqueletos no armário.
No próximo debate, no próximo frente-a-frente, que terá lugar no dia 9 na Universidade de St. Louis, Washington, e será moderado por Anderson Cooper, a repetir-se algo de semelhante ao que aconteceu ontem, Hillarry Clinton poderá ficar muito próxima de ser a primeira mulher na presidência dos Estados Unidos da América.

Onde foi parar o aço do World Trade Center?

Aqui está ele! O navio feito com aço do World Trade Center.





Foi construído com 24 toneladas de fragmentos de aço do World Trade Center .
Este é o 5º numa nova classe de navios de guerra - projetados para missões que incluem operações especiais contra terroristas. Carregará uma tripulação de 360 marinheiros e 700 marines combatentes prontos para sair e actuar através de helicópteros e embarcações de ataque.
O aço do World Trade Center foi derretido numa fundição em Amite, Los Angeles para moldar a parte curva do navio. Quando o aço derretido foi derramado nos moldes em 9 de setembro de 2003, "aqueles trabalhadores grandes e rústicos do aço trataram aquilo com total reverência", recordou o capitão da Marinha, Kevin Wensing, que estava lá. ' Foi um momento espiritual para todos lá. '
Junior Chavers, o gerente de operações da fundição, disse que assim que o aço do trade center chegou, ele o tocou com sua mão e "o cabelo da minha nuca se arrepiou". "Aquilo tinha um grande significado para todos nós" ele disse. " Eles nos golpearam. Eles não podem nos manter por baixo. Nós vamos voltar."
O lema do navio?
 Nunca Esqueceremos! 

27 de setembro de 2016

Não há recibos p'ra ninguém


Mário Mata celebrizou o que na altura foi um hino entre a juventude - Não Há Nada P'ra Ninguém.
Em Macau ainda haverá quem se lembre do poema e da melodia e quem insista em levar à prática, nas mais dispares actividades, variações desse poema tão simples e tão directo.
É o caso de quem insiste em não entregar recibo de pagamento, que seria prova de pagamento, aos utilizadores de parquímetros.
Agora que vão ser substituídos onze mil parquímetros nas vias públicas, que vão ser introduzidos parquímetros muito modernaços, capazes de aceitar pagamento electrónico e de dar troco aos utilizadores, nem uma única palavra acerca do que deveria ser preocupação  óbvia - a entrega de um recibo de pagamento ao utilizador (do aumento ou não de preços também não se falou publicamente...).
Não me venham dizer que não há capacidade técnica para introduzir nestes novos parquímetros a possibilidade de imprimir um recibo comprovativo do pagamento efectuado como acontece um pouco por toda a parte onde existem parquímetros.
Não percebo que possa haver outra explicação que não seja pura teimosia no intuito de não haver lugar à tão famosa perda de face.
Se houver, e eu estiver enganado e a ser injusto, espero que os Serviços competentes a dêem a conhecer. 

Contas. Ética e política (Padre Anselmo Borges)


Procuro seguir o velho preceito de não ir além da sandália (ne sutor ultra crepidam). Mas, desta vez, insistiram tanto que aceitei. Ir falar ao Congresso dos Revisores Oficiais de Contas (ROC). E disse.

1. Quando era pequeno, também andei na escola. Na altura, a gente ia tentar aprender a ler, a escrever e a contar. Contar pareceu-me decisivo, com o ler e o escrever. Fazer contas, o que implicava somar, subtrair, multiplicar, dividir.

Com o tempo, aprendi que alguns só sabem somar e multiplicar para eles próprios. Subtrair também sabem, sobretudo aos outros. Por vezes também subtraem tanto a si próprios que ficam na penúria - no caso dos Estados, acabam por cair na bancarrota. Dividir pelos outros os bens que são de todos - justiça social e equidade - é dificílimo e aprendizagem que exige heroicidade.

2. Ao contrário dos outros animais, que vêm ao mundo já feitos, os seres humanos, nós, por causa da neotenia, vimos ao mundo por fazer, e essa é a condição de possibilidade de sermos o que somos: precisamente humanos, pessoas livres, cuja tarefa essencial no mundo, diria, a única tarefa, é fazermo-nos a nós próprios: vindo à existência por fazer, temos por missão, fazendo o que fazemos, fazermo-nos a nós mesmos. Somos senhores de nós, das nossas acções e, por isso, somos responsáveis por elas e por nós. Que andamos no mundo a fazer? A fazermo-nos. Quem acha que isso é tarefa pouca? E, no fim, tanto pode resultar uma obra de arte como uma vergonha, uma porcaria.

E cá está. Temos de prestar contas pelo que fazemos, pelo que fizemos de nós, em primeiro lugar. Esta é a nossa tarefa ética. Somos, por constituição, seres abertos à ética.

3. Sendo por natureza, seres sociais, fazemo-nos uns aos outros. E nesta ordem de relações aparecem os negócios, negócios de toda a ordem. E, portanto, contas, inevitavelmente contas. E disso é preciso prestar contas.

E se todos fôssemos éticos, as leis seriam justas e não haveria falsificação nas contas. Não seriam precisos revisores de contas. Eles existiriam só para verificar se não tinha havido engano nas contas.

Mas não é assim. No Evangelho, um livro pequenino, cheio de sabedoria, está tudo, dizem, até sobre contas. Cito o Evangelho segundo São Lucas. "Jesus disse aos discípulos: havia um homem rico, que tinha um administrador, e este foi acusado de lhe malbaratar os bens. Chamou-o e disse-lhe: "Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar". Disse consigo o administrador: "Que hei-de fazer, visto o meu senhor me ir tirar a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha... Já sei o que hei-de fazer, para que me recebam em casa, quando for removido da administração". E, mandando chamar um a um os devedores, disse ao primeiro: "Quanto deves ao meu senhor?" Este respondeu: "Cem talhas de azeite". "Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta". A seguir disse a outro: "E tu, quanto deves?" Cem medidas de trigo". "Toma o teu recibo e escreve oitenta". E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais cautelosos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes."

Se isto não é corrupção, onde está a corrupção?

Mas este passo do Evangelho conclui assim: "E eu digo-vos a vós: arranjai amigos com o vil dinheiro para que, quando este faltar, eles vos recebam nas tendas eternas. Nenhum servo pode servir a dois senhores, porquanto, ou há-de odiar a um e amar o outro, ou então ligar-se-á a um, desprezando o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro." Não podeis tornar-vos escravos do Dinheiro enquanto vosso deus e ser éticos.

4. Se fôssemos todos éticos, não era precisa a política. Mas não somos.

Então, precisamos de política? Claro. Mas, em última análise, precisamos da política no sentido estrito, que implica o Estado enquanto organização política da sociedade, detendo ele o monopólio da violência, porque não somos éticos. Se todos fossem éticos, no quadro do fazer-se bem moralmente a si próprio, prestando contas de si e das contas, não seria necessária a política, que ficava reduzida à administração das coisas. Só porque somos egoístas, interesseiros, corruptos e corruptores, é que temos necessidade do Estado para regular e gerir os conflitos. Como escreve o filósofo A. Comte-Sponville, se a moral reinasse, não teríamos necessidade de polícia, de tribunais, de forças armadas, de prisões.

Urgência maior é a formação ética, moral, para os valores, que não são redutíveis ao valor do dinheiro. Sem valores éticos assumidos, remetemos constantemente para a política, para as leis, para a regulação, para os tribunais... Mas então só fica a lei e a sua sanção. Ora, não é possível legislar sobre tudo e, sobretudo, acabaria por ser necessário pôr um polícia junto de cada cidadão, para que cumpra a lei; como os polícias também são humanos, seria preciso pôr um polícia junto de cada polícia e assim sucessivamente... Juvenal disse. "A guarda guarda-nos. Quem guarda a guarda?"

5. Perante a situação a que o país chegou - bancos falidos e os contribuintes que paguem, perante os conluios e cumplicidades entre política e negócios, alta corrupção por muitos lados, uma economia entalada, uma escola débil, a espectacularização, por vezes patética e imbecil, da sociedade e da política, a idolatrização do dinheiro e a falta de transparência, uma cultura da moleza..., vim aqui apenas dizer que, sem uma profunda conversão ética e moral de todos, não vejo futuro brilhante para Portugal.

in DN 24.09.2016

26 de setembro de 2016

Médico chinês



Um médico chinês não consegue encontrar um emprego em hospitais.
Então ele abre uma clínica e coloca uma placa com os dizeres:
"Tratamento por 20 euros. Se não ficar curado, devolvo 100 euros." 
Um advogado vê a placa, pensa que é uma grande oportunidade de ganhar 100 euros e entra na clínica.
Advogado: "Eu perdi o meu sentido do paladar."
Médico chinês: "Enfermeira, traga o remédio da caixinha 22 e pingue 3 gotas na boca do paciente."
Advogado: "Credo, isso é petróleo!"
Médico chinês: "Parabéns, o seu paladar foi restaurado. Dê-me 20 euros, por favor."
O advogado, irritado, volta depois de alguns dias para recuperar o seu dinheiro.
Advogado: "Eu perdi minha memória não me lembro de nada”.
Médico chinês: "Enfermeira, traga o remédio da caixinha 22 e pingue 3 gotas na boca do paciente."
Advogado: "Mas isto é petróleo outra vez! Você deu-me isso da última vez para restaurar o meu paladar."
Médico chinês: "Parabéns, você recuperou sua memória. Dê-me 20 euros, por favor."
O advogado já fumegante paga ao chinês e volta uma semana mais tarde determinado a ganhar os 100 euros.
Advogado: "A minha visão está muito fraca e eu não consigo ver nada."
Médico chinês: "Bem, eu não tenho nenhum remédio para isso. Sendo assim tome lá 100 euros."
Advogado: "Mas isso aqui é uma nota de 20 euros!"
Médico chinês: "Parabéns, sua visão foi restaurada. Dê-me 20 euros, por favor."

(Todas do "cancioneiro" do FerreirAmigo)

BOA SEMANA!

A galinha infiel


Segredos do casamento


22 de setembro de 2016

Eu show Marcelo


Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, é indiscutivelmente um fenómeno de popularidade dentro e fora do País.
A sua postura informal, a sua sensibilidade, a sua afectividade, em conjunto com a sua extraordinária energia, e a par com as suas excepcionais cultura e inteligência, seduzem com facilidade e naturalidade.
Discursando na 71ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Marcelo Rebelo de Sousa teve a ousadia de, sem nunca mencionar o nome do antigo primeiro-ministro português e actual candidato ao posto de Secretário-Geral da ONU, comparar António Guterres, sobretudo na sua dimensão de "congregador de espíritos e vontades", na sua capacidade de "indo para além do seu grupo ou círculo" representar o todo e não uma parte, ser um líder consensual e natural ao nível de Mahatma Gandhi e Nelson Mandela.
Com a bonomia que o caracteriza, Marcelo Rebelo de Sousa terá feito o mais eloquente elogio público de alguém que foi seu adversário político a nível interno.
E deixou bem claro que, para além das naturais divergências político-partidárias, ideológicas, há sempre consensos que são possíveis de alcançar, pontes que se podem facilmente construir.
Sim, em boa verdade muitas das qualidades que Marcelo Rebelo de Sousa tão justificadamente apontou a António Guterres, e que fazem de António Guterres o mais forte candidato à sucessão de Ban Ki-moon, aplicam-se por inteiro também a si próprio.
Seres humanos superiores dos quais Portugal se tem que orgulhar.

Intemporais (44)


21 de setembro de 2016

Os ricos que paguem a crise?

Não gosto de fulanizar propostas que claramente são apresentadas não em nome individual mas sim no âmbito partidário.
O caso das propostas orçamentais do Bloco de Esquerda em matéria fiscal é disso um bom exemplo.
Não são propostas de uma pessoa, são propostas de um dos partidos integrantes da actual solução governativa em Portugal. 
Propostas que me deixam seriamente preocupado porque, a serem aprovadas e levadas avante, acredito que poderão revelar-se desastrosas em termos de poupança e investimento. 
Querer taxar as grandes fortunas e os detentores de grandes patrimónios são propostas demagógicas a fazer lembrar slogans de tempos não muito distantes - os ricos que paguem a crise. 
Como a História tem mostrado, uma e outra vez, não é isso que efectivamente acontece. 
As grandes fortunas, os grandes patrimónios, espalham-se um pouco por toda a parte, conseguem com facilidade esquivar-se à voragem da máquina fiscal portuguesa. 
A serem levadas avante as propostas orçamentais do Bloco de Esquerda estou convicto que vão desencorajar o já débil aforro das famílias portuguesas, vão desencorajar o investimento interno, afastar o investimento externo. 
Propostas que, apresentadas publicamente sem serem antes discutidas no seio da coligação, deixam o PS numa posição muito complicada. 
O que fazer agora? 
Aceitar tais propostas e ser conivente com os resultados a que as mesmas poderão conduzir ou rejeitá-las e correr o risco de ver o Bloco de Esquerda abandonar a coligação, fazer cair o Governo e caminhar para eleições antecipadas? 
A precipitação (ou será estratégia?) do Bloco de Esquerda deixa pouco espaço de manobra ao PS (o PCP mantém um prudente silêncio relativamente a esta matéria...) e pode agravar um ambiente político de alguma crispação que parecia já afastado e que em nada favorece o País.

BULLYING: A professora explicou, a criança entendeu



Uma professora quis ensinar os efeitos do bullying à sua turma.
Deu a todos os alunos uma folha de papel e disse-lhes para a amarrotarem, deitarem para o chão e pisarem. 
Podiam estragar a folha o mais possível, mas não rasgá-la.
As crianças ficaram entusiasmadas e fizeram o seu melhor para amarrotarem a folha.
A seguir, a professora pediu-lhes para apanharem a folha e abri-la novamente com jeito para não a rasgarem, deviam endireitar a folha com o maior cuidado. 
A senhora chamou-lhes a atenção para o estado em que a folha ficou: Suja e cheia de marcas. Depois, disse-lhes para pedirem desculpa ao papel em voz alta. 
À medida que mostravam o seu arrependimento e passavam as mãos para alisar o papel, a folha não voltava ao seu estado original. 
Os vincos estavam bem marcados.
A professora pediu então para que olhassem bem para as marcas no papel, marcas que NUNCA mais iriam desaparecer, mesmo que tentassem repará-las.
“É isto que acontece com as crianças que são “gozadas” por outras crianças” - afirmou a professora -“vocês podem pedir desculpa, podem tentar mostrar o vosso arrependimento, mas as marcas, essas ficam para sempre.” 
Os vincos e marcas no papel não desapareceram... 
O rosto das crianças revelou que a mensagem da professora foi recebida e entendida. 
O bullying causa mais danos do que se pode imaginar! 
HÁ QUE EVITAR, DENUNCIAR E AJUDAR.

20 de setembro de 2016

Um êxito de vendas anunciado


José António Saraiva vai publicar um livro (??) que se pode desde já afirmar, mesmo antes de ser posto à disposição dos possíveis leitores, será um êxito de vendas. 
Tirando proveito do voyeur que existe em cada um de nós, por muito que o queiramos negar, José António Saraiva propõe-se contar os segredos de alcova de muitos dos mais conhecidos políticos portugueses, vivos ou já desaparecidos.
Segredos que conseguiu reunir no exercício da sua profissão, que lhe foram confiados ao abrigo do seu estatuto de jornalista e fazendo fé na deontologia e nos deveres que se encontram associados a esse estatuto.
José António Saraiva, homem culto e inteligente, demonstra com este vómito em forma de livro que, para além de culto e inteligente, também é esperto.
Seria muito fácil prever a celeuma que uma publicação deste teor iria gerar.
José António Saraiva, com frieza, aproveita essa celeuma para aumentar a publicidade à obra e, consequentemente, fazer crescer o volume de vendas e receitas.
Nem o autor, nem a obra, me merecem o mínimo respeito.
Como também não se mostram merecedores de respeito quem edita a obra, quem a apresenta, quem a virá eventualmente a ler.
Para ler folhetins cor-de-rosa, ou de faca e alguidar, há muito mais escolhas e muito menos sabujas que este livro (??). 

As variações em língua maior

Porque o FerreirAmigo, que hoje até faz anos e tudo, não envia só anedotas.
Toma lá um abraço, FerreirAmigo!

19 de setembro de 2016

Nunca falar antes do tempo


Sábado, como de costume, levantei-me cedo, vesti um agasalho, vesti-me silenciosamente, bebi café e até fui dar um passeio com o cão.
Em seguida, fui até à garagem e engatei o barco de pesca no meu Jeep.
De repente, começou a chover torrencialmente. 
Havia até neve misturada com a chuva, ventos a mais de 80 km/h. 
Liguei o rádio e ouvi que o tempo iria ser de frio e chuva durante todo aquele dia. 
Voltei imediatamente para casa. 
Silenciosamente, despi-me e deslizei para baixo dos cobertores. Afaguei as costas da minha mulher e disse-lhe baixinho: 
- O tempo lá fora está terrível. 
Ela, ainda meio adormecida, respondeu: 
-Acreditas que o cabrão do meu homem foi pescar com este tempo ? 

BOA SEMANA!

Coser à máquina


O marido puxou a cadeira para junto da máquina de costura em que sua mulher estava cosendo e sentou-se.
- Não te parece que vais depressa de mais? - disse. 
Olha, olha que saltas fora da bainha! 
Repara nesse canto, agora! 
Cuidado!
 Mais devagar, olha que entalas os dedos!
- Mas o que é isso? Para o que te havia de dar! - exclamou a esposa assustada. 
Há uma quantidade de anos que coso nesta máquina!
- Então filha, eu só queria ajudar-te, como tu me ajudas quando vou a guiar o carro!

Tem açúcar?


- Oi, você tem açúcar?
- Não.
- Oi, você tem açúcar?
- Eu já disse que não!
- Oi, você tem açúcar?
- Não! E se perguntar mais uma vez, te dou um tiro!
- Oi, você tem uma arma?
- Não!
- E açúcar?

15 de setembro de 2016

Quantas pessoas são necessárias para trocar uma lâmpada?


Depende do tipo de pessoa:


Gays 
Seis: um para trocar e cinco para ficarem a gritar: 
Linda! Poderosa! Maravilhosa! Divina! Tuuudo!

Beatas 
Duas: uma troca a lâmpada enquanto a outra conta toda a sua vida.

Psicólogos 
Apenas um, mas a lâmpada tem que QUERER ser trocada.

Loiras 
Cinco: uma para agarrar a lâmpada e outras quatro para rodarem a cadeira.

Sócrates 
Não troca… A lâmpada não está fundida, o problema é a crise mundial.

Bêbados 
Um, só para segurar a lâmpada, enquanto o tecto vai rodando.

Activistas 
Nenhum. A lâmpada não precisa mudar, é a sociedade que tem de mudar.

Portistas 
Nenhum. Temos o Estádio do Dragão, não precisamos dessa merda da Luz para nada!

Machões 
Nenhum: macho não tem medo do escuro.

Betinhas 
Duas: uma para segurar a Cola light e outra para chamar o papá.

Espanhóis 
Só um: ele segura a lâmpada e o mundo gira ao seu redor.

Mulher com síndrome pré-menstrual
Só ela! SOZINHA!! 
Porque NINGUÉM, dentro desta maldita casa sabe trocar a merda duma lâmpada!
São um bando de IMPRESTÁVEIS!!! 
Nem percebem que a lâmpada fundiu!
 OS INÚTEIS podem ficar em casa às escuras por três dias antes de notar que a porcaria da lâmpada queimou! 
E quando notarem, vão passar mais cinco dias à espera que EU troque a lâmpada, porque eles acham que EU sou a ESCRAVA deles!!! 
E quando se derem conta de que EU não vou trocar a lâmpada, OS INCOMPETENTES ainda vão ficar mais dois dias às escuras porque não sabem que as lâmpadas novas ficam dentro da merda da despensa! 
E se, por algum milagre, OS INFELIZES encontrarem as lâmpadas novas, vão arrastar a poltrona da sala até o lugar onde está a lâmpada queimada e vão arranhar o chão todo, porque são INCAPAZES de saber onde a escada fica guardada! É inútil esperar que eles troquem a lâmpada, então sou mesmo EU que a vou trocar! 
E como EU sou uma mulher INDEPENDENTE, vou lá e troco!
E DESAPARECE DA MINHA FRENTE!!!

BOM FIM-DE-SEMANA!
(Prolongado, aqui em Macau, para celebrar a Festa da Lua)

Intemporais (43)


Sugestão da Esmy

14 de setembro de 2016

Welcome to The Parisian Macao


Foi ontem inaugurado o The Parisian Macao, mais um projecto do multimilionário Sheldon Adelson em Macau.
Sheldon Adelson que, reconheça-se, teve a ousadia de olhar para o Istmo de Coloane, um espaço abandonado, cheio de água e lodo, e ali ver o que é hoje a famosa Strip do Cotai.
O mesmo Sheldon Adelson que teve ontem a ousadia de afirmar, na inauguração deste seu novo empreendimento, sem tibieza, que espera recuperar o mega-investimento (2,7 mil milhões de dólares) feito neste novo empreendimento no espaço de um ano, o mesmo período que demorou a recuperar o investimento feito no Sands e ao contrário dos quatro anos que foram precisos para recuperar o investimento feito no Venetian (Adelson declarou até que seria para si uma desilusão ter que esperar os mesmos quatro anos para recuperar o investimento feito no Parisian).
Não sei se Adelson teve consciência do facto de, ao proferir este discurso na presença dos representantes do Executivo de Macau, estar a destruir a tese que os governantes de Macau têm vindo a defender, aquela que nos confronta constantemente com um cenário de crise económica, com a necessidade de efectuar cortes na despesa pública, que vai ao ponto de fazer afirmações de hipotéticos cenários de austeridade.
Adelson que, não contente com esta afirmação bombástica, foi ainda mais longe ao afirmar que o mercado do Jogo em Macau já terá batido no fundo e que está agora num período de estabilização só não arriscando uma previsão para o crescimento das receitas.
De uma penada, numa ocasião festiva, o discurso catastrófico, de crise económica, de austeridade, foi totalmente desmistificado e  destruído pela base pelo multimilionário norte-americano, o mesmo que foi ao ponto de afirmar a sua vontade de investir ainda mais em Macau se isso lhe for permitido.

Não discutas com as crianças!


“Há dois tipos de pessoas que dizem a verdade: 
as crianças e os loucos.
Os loucos são internados em hospícios. 
As crianças, educadas.”
Jean Paul Sartre

1ª Prova:

Uma menina conversava com a sua professora. A professora disse que era
fisicamente impossível uma baleia engolir um ser humano,
porque, apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito
pequena.
A menina contrapôs que Jonas foi engolido por uma baleia.
Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir um ser
humano: era fisicamente impossível.
A menina então disse: - 'Quando eu morrer e for para o céu, vou perguntar ao
Jonas'.
A professora perguntou-lhe, sarcástica:
- 'E o que acontece se o Jonas tiver ido para o inferno?'
A menina respondeu:
- Então é a senhora que vai perguntar.

2ª Prova:

Um dia, uma menina estava sentada na cozinha observando a mãe a lavar os
pratos, e de repente percebeu que a mãe tinha vários cabelos brancos
sobressaindo entre a sua cabeleira escura.
Olhou para a mãe e perguntou:
- 'Por que é que tens tantos cabelos brancos, mamã?'
A mãe respondeu:
- 'Bom, cada vez que te portas mal e me fazes chorar ou ficar triste, um dos
meus cabelos fica branco'.
A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e disse de imediato:
- 'Mãe, por que é que todos os cabelos da avó estão brancos?'

3ª Prova:

Uma professora de creche observava as crianças de sua turma a desenhar.
Ia passeando pela sala para ver os trabalhos de cada criança.
Quando chegou ao pé de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou-lhe o que estava a desenhar.
A menina respondeu:
- 'Estou a desenhar Deus.'
A professora parou e disse:
- 'Mas ninguém sabe como é Deus.'
Sem piscar e sem levantar os olhos do seu desenho, a menina respondeu:
- 'Saberão dentro de um minuto'.

4ª Prova e última:

Todas as crianças tinham ficado na fotografia e a professora estava
a tentar convencê-los a comprar uma cópia da foto do grupo.
- 'Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos digam «ali
está a Catarina, é advogada,» ou também «este é o Miguel. Agora é médico»'.
Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:
- 'E ali está a professora! Já morreu'.

(Da colaboração com o FerreirAmigo)

13 de setembro de 2016

Matar barata com canhão


Matar barata com canhão é uma expressão muito comum na língua brasileira, empregue para caracterizar situações de manifesto exagero, de clara desproporcionalidade.
Não sei se Catarina Martins estará familiarizada com esta expressão.
Estando ou não, a reacção que teve face à tragédia que vitimou dois elementos dos Comandos constitui o exemplo perfeito da ideia que se pretende transmitir com a expressão matar barata com canhão.
Extinguir o batalhão de Comandos é uma proposta disparatada, exagerada, popularucha, que revela um total desconhecimento da tarefa que esta força desempenha e da própria estratégia de Defesa no seu todo.
Todos mais ou menos sabemos que os treinos dos Comandos são muito exigentes, muitas vezes provavelmente até a ultrapassarem o necessário (quem nunca ouviu falar do chamado "salto para o desconhecido", dos treinos com fogo real??).
E é nestes treinos que devem ser feitas alterações, que deve ser exigida moderação, ponderação, razoabilidade.
Extinguir os Comandos é apenas mais um slogan descabido, hipoteticamente revolucionário, ignorante de tempos idos e do tempo presente, ignorante do contributo fundamental dos Comandos nesse tempo passado e no tempo presente.
Grande tiro no pé deu Catarina Martins com esta declaração absolutamente despropositada!

As dúvidas da santa da sarjeta (Padre Anselmo Borges)


1. Era assim que lhe chamavam: a "santa das sarjetas". Ela foi a encarnação da compaixão e da misericórdia, da generosidade pura, junto dos mais pobres, daqueles e daquelas junto de quem ninguém está, dos "não pessoas", dos que nem na morte têm alguém e, por isso, morrem como cães, na valeta da rua, da estrada e da vida. "Passei toda a minha vida num inferno, mas morro nos braços de um anjo do céu", foram as últimas palavras de um desses moribundos que ela acolhia.

Teresa de Calcutá foi canonizada pelo Papa Francisco no domingo passado, na presença de mais de cem mil pessoas. "Declaramos e definimos Santa a Beata Teresa de Calcutá e inscrevemo-la no Livro dos Santos, decretando que em toda a Igreja ela seja venerada entre os Santos." O povo há muito que sabia que ela é Santa: já era venerada por cristãos e também por hindus, muçulmanos, budistas...

E Francisco falou. "A Deus agrada toda a obra de misericórdia, porque no irmão que ajudamos reconhecemos o rosto de Deus que ninguém pode ver." "Sempre que nos inclinámos perante as necessidades dos irmãos, demos de comer e de beber a Jesus, vestimos, ajudámos e visitámos o Filho de Deus." "Não há alternativa à caridade: quem se coloca ao serviço dos irmãos é que ama a Deus, mesmo que não o saiba." E agradecendo a todos os voluntários: "Vós sois aqueles e aquelas que servem o Mestre e tornam visível o seu amor concreto para com cada pessoa." "Esta incansável trabalhadora da misericórdia nos ajude a compreender cada vez mais que o nosso único critério de acção é o amor gratuito, livre de toda a ideologia e derramado sobre todos, sem distinção de língua, cultura, raça ou religião."

2. Madre Teresa foi duramente atacada, concretamente pelo jornalista e escritor, ateu militante, Christopher Hitchens, que criticou os meios precários que utilizava a favor dos mais pobres e ter aceitado dinheiro de fontes pouco limpas.

Sim. Ia buscar dinheiro aonde ele está: aos bolsos dos ricos. Mas ela própria disse um dia aos jornalistas que é urgente que os poderosos discutam nos fóruns internacionais os problemas da organização da justiça no mundo e a distribuição da riqueza, mas que, enquanto se alcançam ou não acordos eficazes, as Missionárias da Caridade dedicar-se-ão a recolher das ruas, um a um, os moribundos e os doentes que já ninguém ampara nem cuida.

É preciso lutar de modo lúcido e enérgico pela justiça no mundo, transformando as estruturas sociais, mas seria intolerável, a pretexto de agudizar as contradições sociais para acelerar a revolução, não acudir à criança esfomeada nem ajudar o desgraçado caído na valeta. Era o dramaturgo B. Brecht, marxista lúcido e que conhecia bem a Bíblia, que tinha razão: "Contaram-me que em Nova Iorque,/na esquina da Rua Vinte e Seis com a Broadway,/nos meses de Inverno, há um homem todas as noites/que, suplicando aos transeuntes,/procura um refúgio para os desamparados que ali se reúnem./ Não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores. /Não é este o modo de encurtar a era da exploração./No entanto, alguns seres humanos têm cama por uma noite./Durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua./Não abandones o livro que to diz, homem./Alguns seres humanos têm cama por uma noite,/durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua./Mas não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores./Não é este o modo de encurtar a era da exploração."

3. Preocuparam-na mais a sua crise espiritual, chegando a duvidar da existência de Deus. Aquele Cristo que ela, na entrega do Prémio Nobel da Paz, declarou que "está nos nossos corações, nos pobres que encontramos, no sorriso que oferecemos e no que recebemos", deixou-a no vazio espiritual durante parte de uma vida torturada pela sua ausência.

Aquando desta revelação, houve quem chegasse a pôr em questão a sua sinceridade e a verdade da sua vida. Alguns crentes, incluindo clérigos, sentiram um abalo profundo: tratar-se-ia apenas daquela ausência de consolação que a fé concede. Esqueceram-se de que São Tomás de Aquino escreveu que a fé convive com a dúvida. Aliás, sem esta convivência, ainda seria fé? Não falaram os místicos da "noite escura"? Também Santa Teresa de Lisieux, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, foi assaltada pela dúvida, parecendo-lhe, nas vésperas de morrer, que lhe diziam: "Crês que um dia sairás das trevas que te rodeiam? Avança! Avança! Alegra-te com a morte, que te dará não o que esperas, mas uma noite mais profunda ainda, a noite do nada."

Deus não é evidente e a fé não tem a certeza da lógica ou das ciências empírico-matemáticas. A prova e o milagre da fé de Madre Teresa foi o amor vivo, numa dedicação sem desânimo, aos mais pobres dos pobres. A fé é um combate que se ganha no amor.

in DN 10 DE SETEMBRO DE 2016