16 de dezembro de 2016

O anjinho da árvore de Natal



Sabem porque é que as árvores de Natal têm um anjinho em cima?
É uma longa história ... 
Na véspera de um destes natais, o Pai Natal estava muito aflito porque ainda não tinha embrulhado as prendas todas, tinha uma rena coxa e outra constipada. 
Desesperado foi beber um copo, chega à adega e não havia nada. 
Voltou à cozinha para comer alguma coisa e os ratos tinham comido tudo. 
Para alegrar-lhe a vida, a mulher avisou-o que a sogra ia passar o Natal com eles. 
No meio do desespero, tocam-lhe à porta. 
Com a pressa de abrir a porta, tropeça e amassa a cara toda, começando a sangrar. 
Abre a porta neste lindo estado e aparece-lhe um anjinho dizendo com uma voz angelical: 
- Olá Pai Natal! Boas Festas! Venho visitar-te nesta quadra tão feliz, cheia de paz e amor. 
Trago-te aqui esta árvore de Natal. 
Onde é que queres que a meta? 


Tempo de repouso, de férias em família. 
Para todos ficam os votos de um Santo Natal e de um Maravilhoso 2017.

E se fossem três Rainhas Magas?


O que se teria passado, se, em vez de três Reis Magos, tivessem sido três Rainhas Magas?
- Teriam perguntado como chegar ao local e teriam chegado a horas.
- Teriam ajudado no parto e deixado o estábulo a brilhar.
- Teriam ainda preparado uma panela de comida e teriam trazido ofertas mais práticas.
Mas quais teriam sido os seus comentários ao partirem?
- Viste as sandálias que a Maria usava com aquela túnica?
- O menino não se parece nada com o José!
- Virgem! Pois está bem! Já a conheço desde o liceu!
- Como é que é possível que tenha todos esses animais imundos a viver dentro de casa?
- Disseram-me que o José está desempregado!
- Queres apostar em como não te devolvem a panela?

Quem paga o estrago?


Estavam uns garotos a brincar no pátio da igreja por alturas do Natal.
Até que um deles sem querer esbarra num dos bonecos do presépio e parte-o.
Passado um bocado chega o padre:
- Quem é que partiu o pastor?
Todos ficam muito calados até que depois de muita insistência o culpado se acusa.
- Então tens de pagar o estrago.
- Eu não tenho dinheiro senhor padre.
- Então paga o teu pai.
- Eu não tenho pai.
- Paga a tua mãe!
- Também não tenho mãe...
- Então não tens ninguém? És sozinho no mundo?
- Não! Eu tenho uma irmã mais velha.
- Pronto paga ela.
- Ela também não pode pagar, não tem dinheiro, é freira.
- Não se diz freira; diz-se esposa de Cristo.
- Ah, então o meu cunhado que pague!

15 de dezembro de 2016

The Vigilante


Entre os muitos tresloucados que assumem cargos de grande responsabilidade e visibilidade actualmente no Planeta, o Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, encontra-se numa posição de particular destaque.
O último dos muitos dislates que já disse desde que ocupou o cargo foi o assumir publicamente que, enquanto Mayor de Davao, abateu pessoalmente traficantes e toxicodependentes, supostamente para ser um exemplo para as forças policiais e os grupos de vigilantes que encorajou e encoraja a assumirem-se como justiceiros à margem da Justiça.
Rodrigo Duterte parece ter uma obsessão doentia com a figura do vigilante, do justiceiro que se desloca pelas ruas e as livra de elementos indesejáveis.
Sabendo-se que as Filipinas são um país que se debate com enormes problemas de tráfico e consumo de droga, a resposta a esses problemas nunca poderá surgir à margem do sistema judicial.
Muito menos quando essa resposta vem precisamente da mais alta figura do Estado, daquele que devia dar o exemplo de combate a fenómenos de tráfico e dependência de estupefacientes dentro do sistema legal, nunca achando-se no direito de se sobrepor ao mesmo. 
A questão que é inevitável colocar neste momento prende-se com saber se estas afirmações de Rodrigo Duterte vão passar incólumes, se a loucura assassina do Presidente das Filipinas, publicamente confessada, não vai dar origem a nada mais que não seja a indignação de muitos, o apoio de uns tantos.
Tem a palavra o Tribunal Penal Internacional.

Intemporais (55)

14 de dezembro de 2016

1º Festival Internacional de Cinema de Macau


A sabedoria popular ensina-nos que "o que nasce torto tarde ou nunca se endireita".
Se esta pode ser a regra geral, como em todas as situações há excepções a essa regra.
Uma dessas excepções será o 1º Festival Internacional de Cinema de Macau que ontem chegou ao fim.
Depois do impacto que a imprevisível e intempestiva decisão de Marco Muller de se demitir da direcção do Festival teve, a poucos dias do início do Festival é bom recordar, o controlo de danos foi muito bem gerido e o certame acabou por ser um sucesso e por deixar aberto o apetite para futuras edições.
Participação variada, filmes, realizadores e actores que misturam os já consagrados com os que só agora se dão a conhecer, tudo a correr sobre rodas, sem grandes sobressaltos, com assinalável êxito.
Êxito que foi o que conheceram o realizador português Marco Martins e o actor Nuno Lopes, vencedores dos prémios de melhor realizador e  melhor actor, respectivamente, com o filme São Jorge.
Êxito maior para El Invierno, uma produção franco-argentina, com Emiliano Torres como realizador, que conseguiu o prémio de melhor filme a concurso.
Foram dias de intensa exibição de filmes, de passadeiras vermelhas e glamour, de Macau falado por outras razões que não o inevitável Jogo.
Quando tanto se fala em diversificação económica, e tão pouco se vê fazer nesse sentido, são realizações como esta que podem contribuir definitivamente para esse desiderato e para dar outro brilho a esta cidade que é Região Administrativa Especial da China.
Ficamos todos à espera das próximas edições.

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13 de dezembro de 2016

Orgulho pátrio



O dia 12 de Dezembro de 2016 foi um dia bom para o orgulho pátrio, foi um dia bom para Portugal.
António Guterres toma posse como Secretário-Geral das Nações Unidas e Cristiano Ronaldo ganha a quarta Bola de Ouro da France Football que consagra o melhor jogador do Planeta.
Nos dois casos escolhas quase unânimes, incontestadas, justíssimas, óbvias, poderá afirmar-se sem receio.
E também nos dois casos escolhas que acarretam enormes responsabilidades.
António Guterres vai ter uma tarefa pouco menos que ciclópica na tentativa de trazer alguma paz a um Mundo em convulsão, assolado por conflitos armados violentíssimos e sem fim à vista, pela constante ameaça terrorista, com populações deslocadas, em fuga, perseguidas, martirizadas, cansadas e desesperadas.
Vai ser um mandato desafiante, complexo, intenso, de grande trabalho e a exigir grande tacto político e diplomático.
Cristiano Ronaldo tem a responsabilidade de conduzir o clube e a Selecção ao êxito e à glória.
Se ao Real Madrid é sempre exigido que ganhe todas as provas em que está envolvido, e a Cristiano Ronaldo que seja a figura maior nessas conquistas, a novidade é que agora essa exigência se estende também à Selecção Nacional de futebol, a mesma que ostenta o título de campeã europeia.
Tarefas árduas esperam António Guterres e Cristiano Ronaldo, cada um na sua área de actuação.
Nada a que ambos não estejam habituados.
O País, que agora festeja e se enche de orgulho, certamente estará lá, quer a nível formal e institucional, quer a nível do comum cidadão, para apoiar ambos. 

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(Recomendação do João Paulo de Oliveira) 

12 de dezembro de 2016

Pensamentos para relaxar


“ Quando Galileu demonstrou que a Terra girava… já os bêbados sabiam disso há séculos! ”
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“As nuvens são como os chefes… quando desaparecem fica um dia lindo.”
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“ 97% da população não acredita nos políticos, os outros 3% são os políticos.”
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“ A hierarquia é como uma prateleira: quanto mais no alto, mais inútil.”
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“ Alguns homens gostam tanto das suas mulheres que, para não as gastarem, preferem usar as dos outros.”
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“ Por maior que seja o buraco em que te encontras, sorri, porque por enquanto ainda não há terra por cima.”
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“ Se te estás a sentir sozinho, abandonado, a achar que ninguém te liga… atrasa um pagamento.”
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“ Se não puderes ajudar, então atrapalha, afinal o importante é participar.”
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" Errar é humano... colocar a culpa em alguém é estratégico.”
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“ Antes, eu tinha amnésia, hoje não me lembro.”
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“ Não bebas enquanto conduzes! Porque podes entornar a cerveja.”
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“ Bebo porque sou egocêntrico… gosto quando o mundo gira à minha volta.”
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“ Vivemos tempos em que o fim do mundo não assusta tanto quanto o fim do mês.”
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“ Eu não sou contra nem a favor, muito pelo contrário!”
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“ O pára-quedas é o único meio de transporte que, quando avaria, você chega mais depressa.

(Todos da cabecinha do FerreirAmigo) 

BOA SEMANA!

9 de dezembro de 2016

TAL DONO, TAL CÃO


Engenheiro ordenou ao seu cachorro:
-Projecto, mostra as tuas habilidades!
O cãozinho pegou num martelo, umas tábuas e num instante construiu um casinha para cachorros. Todos admitiram que era um façanha.
 
 


Contabilista disse que seu cão podia fazer algo melhor:
-Cash Flow,mostra as tuas habilidades!
O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.



químico disse que o seu cão podia fazer algo melhor:
-Óxido, mostra as tuas habilidades!
Óxido foi até ao frigorífico, pegou num litro de leite, umas bananas, colocou tudo no liquidificador e fez um batido. Todos aceitaram que era impressionante.
 
 


 
informático sabia que podia ganhar a todos:
-Megabyte, vamos lá !
Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.
 
 

 
Todos olharam para o político e disseram:
E o teu cão, o que pode fazer?



 
O político chamou o seu cão e disse:
-Deputado, mostra as tuas habilidades!
Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, bebeu o batido, cagou na casinha, apagou todos os ficheiros do computador, tirou engenharia ao domingo, doutorou-se sem ir ás aulas, armou a maior confusão com os outros cachorros, expulsou toda a gente exibindo um título falso de propriedade. 
Em seguida, alegou imunidade parlamentar 
  
   Mais real do que isto é impossível !

BOM FIM-DE-SEMANA!


7 de dezembro de 2016

Número insuficiente de juízes?


Tenho que confessar que há dias em que acontecem coisas em Macau que me deixam perplexo.
O dia de ontem foi um desses dias.
Ouvir reportar que o Tribunal de Última Instância (TUI) decidiu rejeitar o requerimento da defesa de Ho Chio Meng, que solicitava o afastamento do Presidente do TUI do colectivo de juízes que vai julgar o antigo Procurador da RAEM, não é nada surpreendente.
O que já é muito surpreendente é ouvir que, na decisão do TUI, vem incluído um aviso aos operadores do Direito em Macau para se comportarem com uma certa parcimónia nos requerimentos que fazem no decurso dos processos judiciais.
Mais surpreendente ainda, ter a ousadia de dizer que essa parcimónia deve ser baseada no bom senso que o número insuficiente de juízes nos Tribunais impõe.
Número insuficiente de juízes nos Tribunais??
Mas de onde é que parte a constante recusa de recrutamento de juízes ao exterior há tanto tempo reclamada pelos mais diversos operadores do Direito em Macau?
Sem querer melindrar, muito menos ofender, quando ouvi esta notícia não consegui evitar a associação de ideias a um diálogo entre Ted Danson e William Hurt no filme de Lawrence Kasdan, Body Heat, no qual Ted Danson (procurador) dizia a William Hurt (advogado) que finalmente tinha percebido a sua estratégia - utilizar a incompetência como arma.
Para quem preferir o Direito ao cinema, e o Latim e os aforismos jurídicos aos diálogos no grande ecrã, esta será uma situação em que fará todo o sentido aplicar o princípio venire contra factum proprium non valet.

Melting Pot (Estoril Conferences)

6 de dezembro de 2016

Motim 1-2-3, ainda um tema tabu


3 de Dezembro de 1966 - o ambiente de tensão que existia entre as autoridades portuguesas em Macau e a grande maioria da população chinesa, em conjunto com os ventos da Revolução Cultural e o rastilho que foi a recusa de autorização para a construção de uma escola nas Ilhas, davam origem a um dos períodos mais conturbados da vida de Macau.
A população chinesa, subjugada, maltratada, esfomeada, revolta-se e sai à rua afrontando a potência administrante e colocando em causa a governação de Macau por parte das autoridades portuguesas.
Autoridades portuguesas que reagem de forma brutal dando origem a dias de grande agitação e caos social, com vítimas a lamentar nos cerca de dois meses que durou o conflito.
Conflito que só se veria sanado com intensas negociações entre Pequim e Lisboa, ainda que mantidas de algum modo em segredo, e com a chegada de Nobre de Carvalho a Macau, mandatado por Salazar para resolver a questão mesmo que para isso as autoridades portuguesas tivessem que de algum modo se humilhar perante os revoltosos, informalmente apoiados pela China. 
Cinquenta anos depois, estes acontecimentos, essenciais para se compreender o passado e o presente de Macau, e evitar que erros semelhantes se repitam no futuro (a administração pode ter mudado mas as populações, quando são levadas ao desespero, reagem...), continuam a ser evitados, esquecidos nas escolas de Macau.
O slogan da convivência pacífica entre duas culturas não pode ser encarado como um dogma.
Houve momentos de tensão, uns mais graves que outros, nenhum tão grave como o motim que ficou conhecido pela sigla 1-2-3.
Qual o receio de enfrentar essa realidade e a transmitir às gerações mais novas é algo que não consigo perceber.
Mais a mais quando ainda há muita gente que pode falar destes acontecimentos na primeira pessoa e se podem aprender lições da História na voz de quem a viveu por dentro.

OS PORTUGUESES, UM POVO FELIZ


Segundo um estudo do Prof. José Colmeia vindo recentemente a público, os portugueses já podem ser felizes porque têm quem trate, por eles, das suas coisas e, por isso, não têm de se preocupar ou incomodar com elas, nem têm de dizer mal de si próprios por aquilo que fariam com elas. 
Os portugueses podem agora apreciar e gozar “il dolce far niente” pois, de facto:

Da sua banca tratam os espanhóis; 
Da sua electricidade tratam os chineses;
Dos seus combustíveis tratam os angolanos; 
Da sua TAP tratam os brasileiros;
Dos seus aeroportos e espaço aéreo tratam os franceses; 
Do seu correio tratam os ingleses, franceses, alemães e noruegueses;
Das suas comunicações tratam os angolanos e os franceses; 
Da sua moeda trata o Banco Central Europeu; 
Da sua economia trata o Euro-grupo; 
Do seu governo trata a Comissão da União Europeia. 

O estudo mostra também que os portugueses estão muito felizes por terem tantos amigos estrangeiros a tratar das suas coisas e que nunca irão perdoar ao PM António não ter deixado:

Os mexicanos tratar do Metro de Lisboa e da Carris;
Os franceses tratar do Metro do Porto; 
Os espanhóis tratar dos Transportes Colectivos do Porto. 

Porque tal significaria mais descanso e maior tranquilidade que os portugueses teriam quanto ao tratamento das suas coisas. Foi um acto imperdoável não os deixarem tratar dessas nossas coisas, aliviando-nos desse incómodo.
O estudo do Prof. Colmeia assinala ainda que os poucos portugueses que ainda tratam das poucas coisas portuguesas que restam para eles tratarem fazem um esforço para se parecerem com os amigos estrangeiros e, para isso, têm vindo a fixar residência fiscal na Holanda.

5 de dezembro de 2016

Pérolas do Brasil














(Todas da página de Facebook do João Paulo de Oliveira)

BOA SEMANA!

2 de dezembro de 2016

GASTO DE ENERGIA POR ACTIVIDADES QUOTIDIANAS



BARRIGA É BARRIGA
Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. 
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. 
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. 
Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. 
O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. 
Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. 
Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. 
Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: 
Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia?
 Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!! 
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. 
Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então:
 NÃO FAÇA MAIS DIETA!! 
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! 
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!! 
Você, menina bonita, tem pneus?
 Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam:
'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal.´
E lembrem-se sempre:
Celulite quer dizer :
EU SOU GOSTOSA! Em braile!

(Recebida do FerreirAmigo)

BOM FIM-DE-SEMANA!

1 de dezembro de 2016

Criminalizar o consumo de drogas?


De quando em vez Macau resolve caminhar em sentido contrário ao que é seguido no resto do Mundo.
Precisamente o que se anuncia agora no processo de alteração da lei de combate ao consumo e tráfico de drogas.
Quando a moderna teoria criminalista há já muitos anos ensina que, no que se refere ao consumo de estupefacientes, se deve caminhar no sentido de descriminalizar a conduta, Macau, que até seguia estes ensinamentos, resolve dar uma guinada totalmente descabida, incompreensível, e pretende caminhar no sentido de agravar as penas aplicadas aos consumidores de drogas.
Se o combate ao tráfico deve ser intransigente, duro, sem repouso nem quartel, já o combate ao consumo tem que buscar outras soluções que não passem pela criminalização de condutas e o agravamento de penas.
Não é de agora que se sabe que o consumidor de droga é um doente a necessitar de tratamento.
Encarcerar um consumidor de droga não só em nada vai contribuir para que este perca o hábito de consumir drogas, como, e os exemplos são muitos, tantas vezes vai levar esse consumidor de drogas para um mundo de crime frequentemente sem possibilidades de retorno e de reabilitação social.
Ainda se está a tempo de emendar o que poderá ser um erro crasso, de consequências potencialmente catastróficas, como bem alertaram os membros da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa.
Basta que haja vontade política para o fazer.

Intemporais (54)

30 de novembro de 2016

Morpheus


Está apresentado o quinto hotel do complexo City of Dreams.
Desenhado por Zaha Hadid, o Morpheus é um projecto arrojado, totalmente novo, totalmente diferente dos que já existem e estão em funcionamento, que promete tornar-se num ícone do Centro Internacional de Turismo e Lazer que Macau ambiciona ser.
O génio de Zaha Hadid está bem patente na silhueta do edifício e nas soluções arquitectónicas que o mesmo encerra.
A Melco Crown Entertainment, reconheça-se essa virtude, tem procurado inovar nos seus projectos em Macau, tem procurado soluções que sejam únicas em Macau e que se constituam num factor extra de atracção para quem pretende visitar esta cidade que é Região Administrativa Especial da China.
Mérito de Lawrence Ho e seus pares que fugiram à solução simples e simplista de copiar em Macau projectos já existentes noutros locais e que nada têm a ver com a cidade.
Já é tarde para remediar o erro cometido quando não se exigiu, ao contrário de Singapura, que os concessionários apresentassem projectos arquitectónicos totalmente novos e inclusivamente se fizesse desses projectos um dos factores preferenciais na escolha dos concessionários. 
Já não se podem deitar abaixo os Venetian, Parisian, Wynn.
Mas pode-se sempre, no presente e no futuro, caminhar noutro sentido e procurar ir ao encontro da imaginação e do arrojo que tão arredios têm estado dos projectos das concessionárias do Jogo em Macau.
Chapelada para a Melco Crown Entertainment! 

Fraqueza humana

29 de novembro de 2016

Juramento de fidelidade de candidatos a deputados?


A proposta de alteração à lei eleitoral (aditamento de um artigo), quando esta ainda se encontra em processo de revisão, parece-me de todo desnecessária, descabida, potencialmente perigosa.
Um juramento de fidelidade dos candidatos a deputados, quando já está previsto o normal juramento no acto de posse, afigura-se como uma reacção bruta de Macau à rábula dos deputados localistas e independentistas em Hong Kong.
Com ou sem a intervenção (recado) de Pequim é a pergunta do milhão de dólares.
Pretender que a Comissão  dos Assuntos Eleitorais possa excluir à partida candidatos a deputados em consequência de tomadas de posição destes que sejam consideradas ofensivas é perigoso.
Que tomadas de posição são essas?
Um conceito indeterminado numa situação como esta é de todo desaconselhável e presta-se a todo o tipo de abusos.
Macau parece querer ir atrás da recente interpretação da Lei Básica de Hong Kong levada a cabo pelo Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular.
O que é perfeitamente descabido.
Macau e Hong Kong não se confundem, são realidades político-sociais totalmente distintas.
E, mais do que isso, convém lembrar que Macau, ao contrário de Hong Kong,  já legislou o célebre artigo 23º da Lei Básica.
Se esta legislação já existe, se já está previsto um juramento de fidelidade aquando da tomada de posse dos deputados, qual é a necessidade de um juramento de fidelidade prévio, de contornos muito pouco concretos?
Eliminar à partida candidatos indesejáveis?
Estamos a entrar por caminhos desconhecidos e muito perigosos.

A amante


A ESTRANHA VERDADE:

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, em seguida, a convidou a viver com nossa família.
A estranha aceitou e, desde então, tem estado connosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar na minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares...a minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e o meu pai ensinou-me a obedecer.
Mas a estranha era a nossa narradora.
Mantinha-nos enfeitiçados durante horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ela tinha sempre ensinamentos para qualquer coisa que quiséssemos saber: da política à história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e fazia-me chorar.
A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, a minha mãe levantava-se cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava a ouvir o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora pergunto-me se ela alguma vez teria rezado para que a estranha fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las.
As blasfémias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… nem da nossa parte, nem por parte dos nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse.
Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem algo elegante.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. 
Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.
Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso dos valores de meus pais, e, mesmo assim, permaneceu no nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para a nossa família. 
Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome? Ah. seu nome…
Chamamos-lhe TELEVISÃO! 
É isso mesmo; a intrusa chama-se TELEVISÃO! 
Agora ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Telemóvel e um neto de nome Tablet. 
A estranha, agora, tem uma família. 
A nossa será que ainda existe?

28 de novembro de 2016

Preocupado



- Sr. doutor estou muito preocupado... 
Apareceu-me uma pinta amarela num testículo!
- O Sr. que idade tem?
- Oitenta e oito.
- E ainda é sexualmente activo? 
- Graças a Deus, sim.
- Hummm, então não se preocupe... 
Foi a luz da reserva que acendeu.

(Todas do cancioneiro do jovem FerreirAmigo)

BOA SEMANA!

É assim que gostaria que envelhecêssemos


TRÊS VELHINHOS ESTAVAM CONVERSANDO

- Tenho 75 anos - disse o primeiro - mas estou em plena forma.
Só o meu estômago é que anda rateando um pouco. Outro dia comi uma feijoada, acompanhada de umas e outras caipirinhas. E depois me senti meio pesado, sonolento. 

- Pois eu tenho 78 - disse o segundo - e também estou legal, mas acho que minhas pernas andam fraquejando. Ontem eu joguei uma pelada na praia, depois nadei uns três quilômetros. À noite, minhas pernas estavam um pouco doloridas.

- Já eu, que tenho 80 anos - disse o terceiro - não sinto esses problemas. Mas minha memória está começando a falhar: ontem, de madrugada, eu bati na porta do quarto da empregada; ela acordou assustada e falou:
"QUE É ISSO, SEU JOSÉ ? 
QUER DAR MAIS UMA????"

A VELHICE É UMA MERDA!


Um casal passa a lua-de-mel em uma linda cidade. 
Numa casa de espectáculos pornô o letreiro anuncia:
'HOJE, O FABULOSO FRANCISCO'.
Entram e o show começa com FRANCISCO, 39 anos, numa cama com uma louraça, uma morenaça e uma ruivaça, que ele traça uma a uma..... e depois repete.
As três mulheres, exaustas, deixam o palco, enquanto FRANCISCO agradece ao público, que aplaude efusivamente, de pé.
Sob o rufar de tambores, uma mesinha com 3 nozes é colocada bem no centro do cenário.
FRANCISCO quebra as 3 nozes com o pénis, com pancadas precisas.
O público vai à loucura e ele é ovacionado por vários minutos! 
Passados 25 anos, para recordar os velhos tempos, o casal decide comemorar as bodas de prata na mesma cidade.
Passeiam pelos mesmos lugares e, diante da mesma casa vêem, surpresos, o cartaz:
 'HOJE, O FABULOSO FRANCISCO'.
Entram e, no palco, quem está lá?
O FRANCISCO, agora com 64 anos, enrugadinho, cabelos brancos, traçando 3 mulheraças com o mesmo pique.
Não dá prá acreditar!
Quando os tambores começam a rufar, é colocada no centro do palco a mesma mesinha, agora com 3 cocos, e ele os quebra com o pénis com a mesma precisão.
Boquiaberto, o casal vai ao camarim para cumprimentar pessoalmente o fabuloso FRANCISCO e, curiosos, lhe perguntam o motivo da mudança das nozes para cocos.
Meio sem graça, ele responde:
A VELHICE É UMA MERDA!
A VISTA ESTÁ FRACA E NÃO CONSIGO ACERTAR NAS NOZES.