30 de abril de 2014

Leis-medida e leis feitas à medida


A lei é, por definição, geral e abstracta.
A generalidade advém da aplicabilidade a um conjunto de destinatários indeterminados e a abstracção da aplicabilidade às mais variadas situações às quais se pode subsumir.
Já as leis-medida, na definição de Jorge Miranda, são "(...)leis concretas e gerais, são leis de intervenção em situações concretas, para precisos efeitos e que se traduzem, pois, em medidas ou providências dirigidas à resolução destes ou daqueles problemas em tempo útil".
Bem diferentes das duas categorias anteriores são as leis feitas à medida, noção demasiado conhecida para necessitar de ser aqui reproduzida.
A propósito dos chamados subsídios de reintegração dos titulares de altos cargos públicos, depois de o Chefe do Executivo ter admitido a necessidade de procurar talentos e de os formar porque não existem ou são em número insuficiente em Macau; de ter admitido uma remodelação governamental; e de se ter aprovado a lei em tempo recorde; acham que estamos perante que tipo de lei?!

Casamento do professor - Quem se lembra?


29 de abril de 2014

Psicólogo alentejano


Um lisboeta vai ao consultório de um conhecido psicólogo e diz-lhe:
- Todas as vezes que estou na cama, acho que está alguém debaixo da cama.
Nessa altura eu vou para baixo da cama para ver, e acho que há alguém em cima da cama.
Para baixo, para cima, para baixo, para cima.
Estou a ficar maluco doutor!
- Deixe-me tratar de si durante dois anos - diz o psicólogo. Venha três vezes por semana, e eu curo esse problema.
- E quanto é que eu vou pagar por cada sessão, doutor? - pergunta o lisboeta.
- 80 Euros por sessão - responde o psicólogo
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses, eles encontram-se na rua.
- Então, porque não apareceu no meu consultório? - pergunta o psicólogo.
- 80 euros a consulta, três vezes por semana, dois anos = 12.480
euros, ia ficar-me muito caro.
Além disso, falei com um Alentejano que trabalha na minha herdade e que me curou por 20 euros.
- Ah é? Como? - pergunta o psicólogo.
O sujeito responde:
- Por 20 euros ele cortou os pés da cama... Já ninguém vai para lá !!...
Conclusão:
Pense numa solução, em vez de ficar focado no problema!
( Um alentejano faz muita falta!!!)

P.S. Abreijos ao FerreirAmigo e à Maria do Sol

Romance no Alentejo


Uma mulher, moderna, actual, apaixonada, envia um SMS, com muito amor, ao seu amado alentejano, dizendo:
- Meu amor, se estás a dormir, envia-me os teus sonhos!
 - Se estás a rir, envia-me o teu sorriso! 
Se estás chorando, envia-me as tuas lágrimas!
Eu amo-te!
Ao que o homem responde...
- Mê amore .... tô cagando. Queres que te envie alguma coisa?

O ANÍBAL


O Aníbal, o tal que foi aluno bem comportado, numa destas noites, já depois da Maria ter ido para a cama fez, uma vez mais, contas à vida.

E depressa concluiu que o dinheiro das reformas não iria chegar para todas as despesas. Já cansado, triste, preocupado, foi para a cama.
Adormeceu e teve pesadelos.

Acontece a todos. Também ao Aníbal.
Coitado do Aníbal.
Sentado na cama aos gritos, disse:
- "Estou teso, estou teso...!"


A Maria acordou, ouviu, sorriu, suspirou e, suavemente, muito devagar, devagarinho, apalpou e disse:
- Até a dormir és mentiroso.

28 de abril de 2014

No blog today


Hoje não há blogue.
Volto amanhã.

BOA SEMANA!

25 de abril de 2014

O 25 de Abril bem humorado (humor negro??)



I

Um instituto superior da capital. 
1º ano de Relações Internacionais. 
A cadeira é Ciência Politica. O professor é um distinto deputado à Assembleia da República. 
A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974: 
- "A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o País depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar. 
O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano." 
Obviamente, chumbou.

II 

Outra versão, ainda mais criativa, desta vez numa universidade privada de Lisboa. 
E ainda uma senhora a responder, longos cabelos loiros, 3º ano de Relações Internacionais. 
- Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974. 
- Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano. 
(O professor, já disposto a divertir-se) 
- E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto? 
- Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate. 
- Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974? 
- Samora Machel. 
Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.

III

Um último ponto de vista sobre a revolução dos cravos, prova oral da cadeira de Direito Constitucional, uma universidade privada da capital: 
- O que aconteceu no 25 de Abril foi o inicio do regime autoritário salazarista. 
Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Álvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.


BOM FIM-DE-SEMANA!!

24 de abril de 2014

Duas vezes por ano até 2038?!


Ao ler as notícias que chegam de Portugal fico com a forte impressão que, afinal, Portugal pode realmente ser um bom aluno como tem sido frequentemente apregoado.
Mas que não se livra facilmente da fama de cábula por tendência - se deixado à solta, não faz os trabalhos de casa.
Vigilância reforçada, com visitas duas vezes por ano, por parte dos credores oficiais (fundos europeus, Comissão Europeia e FMI), possibilidade de sanções por incumprimento das metas fixadas com muito maior facilidade e rapidez, é recompensa que se dê a um bom aluno?
Soa mais a uma régua e umas orelhas de burro ao canto da sala sempre prontas a ser utilizadas.
E a transmitirem uma mensagem subliminar - portem-se bem nos próximos 24 anos e talvez venham a ser considerados definitivamente como alunos bem comportados e a merecer alguma confiança.
Realmente, citando um bom amigo, há famas terríveis.
E que tardam a desaparecer.
Leiam a notícia aqui

Sexo em tempo de FMI (Por Miguel Carvalho)


No princípio era a manteiga.

Querias sempre um último tango, uma grande farra.

Não precisávamos da Marta Crawford para saber que o sexo oral é como o bacalhau com natas - todos gostam, desde que bem feito – e não havia estudos a garantir que a duração «desejável» de uma relação sexual é de sete a 13 minutos.

Para felicidade nossa, nem sequer havia estudos.

Os homens aplicados tinham os relatórios de Shere Hite para perceber que a vagina não vive de monólogos.

As mulheres previdentes não precisavam de seis páginas de uma revista para perceber que a versão portuguesa do cérebro dos homens não é o Kama-Sutra, mas sim o Kome-se Outra.

Uns e outros acabavam devotos de uma única máxima: «Vá pelos seus dedos». E para isso não precisavam de enciclopédias, bastavam as Páginas Amarelas.

Éramos desregrados, irresponsáveis, por vezes insensíveis. Mas felizes. E sempre acima das nossas possibilidades.

Agora, o Facebook é a tua nova garganta funda.

Trocaste o animal na cama pelo Farmville e fazes amigos entre assessores e fanáticos do ioga e do jogging com carinha laroca e ar de chamuça.

Lembras-te? Tinhas orgasmos como um quadro de Pollock. Mas agora és mais do género trolha e trincha: basta-te uma ou duas de mão. No My Space ou no teu?

Ocorre-te que a ménage à trois foi arrumada pela ménage à troika?

Repara, nem sequer te dão a escolher entre troika-troika ou truca-truca porque isso, meu amigo, só o Strauss Kahn. E mesmo assim, safa-se.

Foste longe demais. Nos desejos, na vida.

Isso é para outros campeonatos: Wall Street, inside job, blowjob, ferra aqui a ver se eu deixo.

Para ti, sobra a austeridade. A austera idade.

Enquanto eles se excitam com o rating, tu precisas de um plano de estabilização, um ajustamento, como agora se diz. O teu rácio é descendente: já devias ter percebido que o que é novo cresce e o que nasce morre.

Vais ter de fazer sacrifícios.

Livra-te de voltar a mijar fora do orçamento.

Não tens escolha: a esquerda é a direita soft-core e a direita é hard days night, 1º escalão. Help, I Need Somebody, pois, mas o vizinho não te ouve e é grego…

Perdeste demasiado tempo em preliminares, em parcerias públicas e privadas quase pornográficas, meu insolvente. O big brother deu-te alavancagem, deu, mas andava a topar-te pelo buraco da fechadura, que julgas?

Agora vais ter de fazer como eles querem.

De joelhos, de costas, amarrado. Sado-maso, pois, que esperavas? Eles estão mais do que nunca decididos a implementar-te, que é uma palavra linda, se for devagarinho.

Agora há um plano de mobilidade à tua espera, tens de ser competitivo e arriscas ser despedido por inadaptação. Acabarás por te habituar, é uma justa causa. Mas fica sabendo que a Angela Merkel não é de engonhar como a Sylvia Kristel: fazes o que ela te mandar e rapidinho que, para isso, existe um memorando de entendimento.

Se mesmo depois disto ainda te vieres, serás taxado a 50 por cento. É tão bom, não foi?


23 de abril de 2014

E o Chefe falou de política


Três vezes por ano, cumprindo o ritual e a tradição, o Chefe do Executivo desloca-se à Assembleia Legislativa.
Normalmente para se falar muito (o Chefe do Executivo e os deputados) e dizer muito pouco.
Não surpreendeu que este cenário se tivesse, no essencial, repetido ontem.
Trivialidades, questões de pormenor, questiúnculas que devem ser tratadas e  resolvidas a um nível muito mais baixo, foram o essencial da intervenção do Chefe do Executivo no hemiciclo.
Com o precioso auxílio dos deputados que também não estão ali para se preocupar com questões de política geral, de visão de futuro, de programa de governação.
Perguntas sectoriais, ou de profundo teor corporativo, dão lugar a respostas do mesmo teor.
No meio da habitual sensaboria (same same but different) eis que o Chefe do Executivo, actual e mais que provável sucessor de si próprio, resolve introduzir uma nota política no seu (longo) discurso.
Não que tenha sido para dar uma novidade extraordinária, antes para confirmar o que era sussurrado nos corredores do poder e dito e repetido à boca cheia na sociedade - o próximo Executivo, que será muito provavelmente presidido pela mesma pessoa, terá alterações na sua composição a nível de Secretarias.
Mais pormenores não foram, nem deviam ser, divulgados ontem (muito embora a referência à preocupação da população com o controlo financeiro e orçamental não seja de todo despicienda...).
Esperemos que o sejam no decorrer da campanha.
Mesmo que Chui Sai On se apresente, como é de todo previsível, como único candidato à sua sucessão, é fundamental que seja muito mais abrangente nos assuntos que aborda, muito mais preciso nas ideias e nas políticas que pretende implementar do que tem sido até agora.

Carta do infante D. Pedro ao seu irmão D.Duarte - 1426



Carta enviada de Bruges, pelo Infante D. Pedro ao irmão D. Duarte, em 1426, resumo feito por Robert Ricard e constante do seu estudo «L’Infant D. Pedro de Portugal et “O Livro da Virtuosa Bemfeitoria”», in Bulletin des Études Portugaises, do Institut Français au Portugal, Nova série, tomo XVII, 1953, pp. 10-11).

«O governo do Estado deve basear-se nas quatro virtudes cardeais e, sob esse ponto de vista, a situação de Portugal não é satisfatória. A força reside em parte na população; é pois preciso evitar o despovoamento, diminuindo os tributos que pesam sobre o povo.
Impõem-se medidas que travem a diminuição do número de cavalos e de armas.


É preciso assegurar um salário fixo e decente aos coudéis, a fim de se evitarem os abusos que eles cometem para assegurar a sua subsistência.


É necessário igualmente diminuir o número de dias de trabalho gratuito que o povo tem de assegurar, e agir de tal forma que o reino se abasteça suficientemente de víveres e de armas; uma viagem de inspeção, atenta a estes aspectos, deveria na realidade fazer-se de dois em dois anos.


A justiça só parece reinar em Portugal no coração do Rei [D. João I] e de D. Duarte; e dá ideia que de lá não sai, porque se assim não fosse aqueles que têm por encargo administrá-la comportar-se-iam mais honestamente.


A justiça deve dar a cada qual aquilo que lhe é devido, e dar-lho sem delonga..


É principalmente deste último ponto de vista que as coisas deixam a desejar: o grande mal está na lentidão da justiça.


Quanto à temperança, devemos confiar sobretudo na acção do clero, mas ele [o Infante D. Pedro] tem a impressão de que a situação em Portugal é melhor do que a dos países estrangeiros que visitou.


Enfim, um dos erros que lesam a prudência é o número exagerado das pessoas que fazem parte da casa do Rei e da dos príncipes.


De onde decorrem as despesas exageradas que recaem sobre o povo, sob a forma de impostos e de requisições de animais.


Acresce que toda a gente ambiciona viver na Corte, sem outra forma de ofício.»

22 de abril de 2014

Joãozinho, mais uma vez !



Professora: Quem é o presidente da República?


Joãozinho: Não sei senhora professora.

Professora: Tens que te concentrar mais nos estudos!!!

Joãozinho: Por favor professora, posso fazer uma perguntinha?

Professora: Sim, vamos a isso.

Joãozinho: Conhece a Felismina?

Professora: Não.

Joãozinho: Conhece a Angélica?

Professora: Não.

Joãozinho: Conhece a Ivone?

Professora: (chateada) Não conheço. Quem são essas pessoas e porque perguntas?

Joãozinho: Tem que se concentrar mais no seu marido !!!!!

BOA SEMANA!!

E ainda dizem que as loiras são burras



No escritório:

- Conheço uma maneira de conseguir uns dias de folga! - diz o
empregado à sua colega loira.
- E como é que vais fazer isso? - diz a loira.
- Vou demonstrar.
Nisto, ele sobe pela viga, e pendurou-se de cabeça para baixo no
tecto.
Nesse momento o chefe entrou, viu o empregado pendurado no tecto
e perguntou:
- Que diabo você está a fazer aí?
- Sou uma lâmpada. - respondeu o empregado.
- Hummm...acho que você precisa de uns dias de folga. Vá p'ra casa.
Ouvindo isto, o homem desceu da viga e dirigiu-se para a porta.
A loira preparou-se imediatamente para sair também.
O chefe puxou-a pelo braço e perguntou-lhe:
- Onde você pensa que vai?
- Eu vou pra casa! Não consigo trabalhar às escuras!!!...

Parkinson ou Alzheimer?


Um velho alentejano começou a ter umas maleitas, que lhe afectavam o andar. Preocupado, foi ao Centro de Saúde e marcou uma consulta.

O médico depois de lhe ter feito os exames de rotina, olhou para ele fixamente e perguntou :

- Sr. Zé, se pudesse escolher, preferia ter Parkinson ou Alzheimer ?

- Parkinson, Sr. Doutor !


Prefiro entornar metade do copo do que não me lembrar onde está a garrafa do vinho !

17 de abril de 2014

Annus horribilis


A expressão ficou conhecida por ter sido utilizada por Isabel II para descrever uma situação, um processo, que todos conhecemos.
Mas pode perfeitamente ser adaptada para qualificar a prestação do Futebol Clube do Porto (FCP) nesta época futebolística.
Último capítulo nesta interminável novela de erros e má fortuna, a derrota no jogo de ontem, e consequente eliminação da Taça de Portugal, às mãos do algoz Benfica.
Num jogo emotivo, com algumas picardias, não muito bem jogado de parte a parte, ganhou muito justamente a equipa mais bem preparada, mais arrumada, mais forte mentalmente.
A equipa que soube sair de duas desvantagens no marcador, de uma situação de desvantagem numérica, para vencer o jogo, a eliminatória, conquistar muito justamente o direito de estar na final da Taça de Portugal no Jamor.
Do outro lado, o FCP que se viu demasiadas vezes nesta época - uma equipa cheia de equívocos, sem confiança, nervosa, esquizofrénica, sem liderança, sem classe.
Um FCP que entra em campo em vantagem, sofre um golo patético aos 17 minutos, se vê rapidamente em vantagem numérica consequência de uma expulsão de todo desnecessária de Siqueira, chega ao empate já na segunda parte, obrigando o adversário a ter que marcar mais dois golos, e os sofre (no espaço de uma semana, no eixo Sevilha/Braga/Lisboa o FCP sofreu oito golos!!), não merece ser feliz.
Merece ser feliz quem tem coração e garra para correr atrás do resultado.
Precisamente aquilo que fez o Benfica.
Que até mereceu aquele golaço de André Gomes para abrilhantar a festa.
E que poderá estar a caminho do seu  annus mirabilis.
Mais que provável campeão; finalista da Taça de Portugal; semi-finalista da Liga Europa e da Taça da Liga; o Benfica tem tudo para definitivamente fazer a tão ansiada época perfeita que Jorge Jesus há muito vem perseguindo.


Annus horribilis também em Braga.
Com a eliminação da Taça, às mãos do Rio Ave, os arsenalistas terão dito adeus a uma presença numa prova europeia na próxima época.
Já os vila-condenses vão jogar duas finais (Taça de Portugal e Taça da Liga) e merecem um sincero aplauso.


Em Espanha, sem Cristiano Ronaldo, mas com um Gareth Bale fenomenal, o Real Madrid bateu o Barcelona (2-1) e conquistou a Taça do Rei.
Em Barcelona, Tata Martino terá perguntado - alguém falou em annus horribilis?

Tenham uma Santa Páscoa.
O blogue estará de volta na próxima terça-feira.

UMA QUESTÃO DE CULTURA

Aqui vai uma lição de como reconhecer artistas pelo seus quadros.


01)  Se o plano de fundo do quadro for escuro e todo mundo está com cara de tortura, é do Ticiano


02) Se todo mundo tem bunda Grande é do Rubens


03) Se todos os homens têm olhos de vaca e parecem donas-de-Casa, é do Caravaggio


04) Se tem um Monte de gente no quadro, mas elas parecem normais, é do Pieter Bruegel


05) Se todo mundo parece um mendigo iluminado por um poste, é Rembrandt


06) Se no quadro tem cupidos ou ovelhas, ou se você considerar que cupidos ou ovelhas poderiam estar no quadro, é Boucher


07) Se todos forem bonitos, estiverem semi-nus e empilhados ou apertados, é Michelangelo


08) Se Tem Bailarina, é  Degas


09) Se tudo é pontudo, tiver contraste e os homens tiverem barba em um rosto magro, é  El Greco


10) Se todo mundo parece o Vladimir Putin, o presidente da Rússia, é  Van Eyck


11) AGORA, SE TODOS TIVEREM CARA DE LADRÃO, é  a Assembleia da República !!! 


16 de abril de 2014

O exemplo do fracasso de uma política externa e de segurança comum e a possibilidade de uma nova Guerra Fria


Um dos grandes desígnios da União Europeia seria a implementação de uma política externa e de segurança comum.
Seria mesmo, a par da criação de uma moeda única, um dos grandes momentos e um dos grandes marcos do sonho europeu, sobretudo na sua vertente mais federalista.
A situação de eminente guerra civil na Ucrânia, e a anexação da Crimeia por parte da Rússia, muito provavelmente representarão o estertor desse ideal, dessa utopia, que a União Europeia devia alcançar no momento actual da sua evolução.
Uma União Europeia que, num primeiro momento, se apressou a apoiar os movimentos internos na Ucrânia de aproximação ao seu seio, e que agora assiste ao correr do sangue nas ruas, e à clara afronta à sua influência na arena internacional por parte de Putin, enquanto se distrai a contemplar o seu umbigo.
Debilitada por uma crise financeira que não soube estancar, entontecida pela evolução política interna no seio de um dos seus tradicionais motores (uma França à deriva e a resvalar para os braços da extrema direita), a União Europeia fica, uma vez mais, refém das decisões alemãs.
Uma Alemanha (Merkel) que foi dos apoiantes mais entusiastas dos movimentos de insurreição interna na Ucrânia mas que não está em condições (a História, sempre as lições da História...) de corporizar por si só uma frente de resistência ao activismo russo.
A mesma Alemanha que, pressurosa, impaciente,  solicita o auxílio da NATO e dos Estados Unidos para atingir um contraponto ao poderio russo.
Não é possível perceber neste momento até que ponto a situação interna na Ucrânia poderá ser o rastilho para um conflito armado a nível global.
Mas vão-se acumulando os sinais de que podemos estar à beira de uma nova situação de Guerra Fria.
Clara e directamente resultante do completo fracasso de uma política externa e de segurança comum a nível europeu.

O fascínio da publicidade

15 de abril de 2014

Não há almoços grátis


Macau é uma terra onde abundam beneméritos.
Cidadãos de coração puro e bolsos fundos, sempre disponíveis para enfrentar qualquer problema com um bocado de dinheiro, uns trocos.
Atente-se no mais recente exemplo - a embrulhada em que está envolto o Edifício Sin Fong Garden - para se aferir da veracidade desta afirmação.
Discussões, manifestações, vigílias, acampamentos em plena via pública, polícia ao barulho.
Eis quando, no meio desta confusão, com a harmonia presa por fios, surgem quase do nada a Associação de Beneficência Tong Sin Tong e a Associação dos Conterrâneos de Jianmen, quais heróis de capa e espada, para resgatar a harmonia das garras dos agitadores.
Sem mais, os primeiros, com o irmão e o primo do Chefe do Executivo na mesa,  apresentam um cheque de 50 milhões de patacas; os segundos, dispostos a suportar 60% do custo total das obras de recuperação do problemático edifício (160 milhões de patacas?).
Que exemplo de desprendimento, de atenção ao próximo, terão pensado os mais incautos.
Pois, não será bem assim.
É que, para haver "sapeca", é preciso que não haja barulho, que não se critique o Chefe do Executivo (as eleições estão já ali ao virar a esquina) e que não se dê atenção e ouvidos aos agitadores locais (esse Pereira Coutinho é terrível!!).
Tinham dúvidas, meus amigos?!
Não há almoços grátis!

Krijtjesman voltou ao trabalho com suas pinturas


14 de abril de 2014

A CUEQUINHA DA VIÚVA


Uma senhora estava viúva há quatro anos e durante todo esse tempo não teve contacto com nenhum homem.
A filha, cansada de ver a mãe tão triste, apresentou-a a um viúvo muito simpático. 
Os dois acabaram por se darem muito bem.
Depois de seis semanas, a saírem todas as noites, o viúvo levou-a para um motel.

Ela tira a roupa e fica nua, com exceção de uma minúscula cuequinha de renda preta. Olhando para o viúvo disse:
"Você pode fazer o que quiser comigo, mas aqui (apontando para a cuequinha), ainda estou de luto".
Foi um verdadeiro balde d'água fria no pobre homem.
Na noite seguinte, a mesma história. 
Ela tira a roupa e faz aquela mesma ladainha.
 Só que ela não esperava por esta. 
O viúvo estava nu naquela situação vexatória e com o "pilau" coberto com uma camisinha preta.

Ela olha espantada e pergunta:
Mas o que é isso?
Ele responde:
Pois é, vim  dar os meus pêsames!  Já posso entrar?


 BOA SEMANA!!

Família disfuncional


Um tipo fez análise durante cinco anos, até que descobriu que ele, o pai, o avô e os cinco tios tinham tendências homossexuais. 
O psicólogo estupefacto perguntou-lhe: 
Mas não há ninguém na sua família que goste de mulheres? 
Claro que há, as minhas quatro irmãs!!!