30 de janeiro de 2014

O bombeiro


Um bombeiro, depois de um dia exaustivo de trabalho, a apagar não sei
quantos incêndios e a salvar pessoas, chegou a casa muito cansado e entrou rapidamente.
A mulher, que estava no quarto, gritou:
- Não, João Carlos, não acendas a luz que eu estou a morrer de dor de cabeça.
E antes que ele pudesse dar mais um passo, ela gritou ainda mais:
- Pelo amor de Deus, não acendas a luz, que tou com uma enxaqueca das grandes!
Ele tirou a roupa mesmo às escuras, enquanto a mulher gemia e gritava:
- Não acendas a luz, que me irrita os olhos e a dor de cabeça ainda piora!
E o pobre marido ficou com pena da mulher, tornou a vestir-se, no
escuro, e correu para a farmácia da esquina, que estava de serviço.
O farmacêutico, que via o homem passando por ali, reconheceu-o e disse:
-Oiça, o senhor não é bombeiro?
-Sou...
-E o que é que está a fazer com essa farda de GNR??!!

Nos próximos dias não há blogue.
Chega hoje o Ano do Cavalo (já se ouve o galope) e os próximos dias serão de celebração.
De volta na próxima quarta-feira.

KUNG HEY FAT CHOY    
恭禧發財    
GONG SI FA CAI

Momentos da vida de um bancário



" Bom dia. Quero saber se o meu obstrato já chigou?"
"queria o nibel da conta"
"queria um carneiro de cheques"
" a minha retrete já veio?"
"dou o meu abalo ao suscritor"
"Quero dissolver esta conta"
"Desculpe, a partir de que valor é que a conta fica negativa?"
"A sua colega que está na máquina multibanco ficou-me com as notas!"
"A máquina comeu o meu cartão Securitas!"
"O multibanco enganou-se. Posso falar com a sra que está para ali a falar dentro da máquina?"
"Queria fazer umas perguntas sobre aquele cartão "nespresso"
"estou muito nervosa, o meu cartão foi extraviolado..."
"Bom dia. Tou a chegar agora da França e venho aqui para ver se os seus chiffres batem com os meus..."
"Porque é que os cartões agora têm um chispe?"
"Queria saber porque é que o meu crédito está no contagioso"

Vírus informático mortal



CUIDADO - CUIDADO - CUIDADO - CUIDADO
Se receberes um mail com "Vamos vencer a Crise" ou "Isto está a correr bem" no assunto, não abras. É um vírus muito destrutivo.

Clicas e sai um ministro que te come a reforma ou o ordenado, o posto de trabalho, a casa, os subsídios, as comparticipações nos medicamentos, as escolas dos teus filhos e o que ainda tiveres no frigorífico!

Para te livrares dele tens de reinstalar o País e esperar que o Cavaco termine o mandato.

Este aviso é real.

Alerta os teus amigos.

Partilha!!!

29 de janeiro de 2014

Protector de professoras

Salazar, um protector das donzelas...
As professoras primárias não podiam casar com quem lhes apetecesse,
tinham de pedir licença ao Ministério da Educação.
Ora vejam esta «pérola»:



The Paperman - Disney short film full

Sublime!!

28 de janeiro de 2014

Praxe e selvajaria



"PRAXE ACADÉMICA é o conjunto de usos e costumes tradicionalmente existentes entre os estudantes da Universidade de Coimbra e os que forem decretados pelo Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra."
Reproduzo aqui o conteúdo do artigo 1º, com a epígrafe Da Noção da Praxe, do Código da Praxe Académica da Universidade de Coimbra (aqui).
Confesso que, nos meus tempos de estudante de Coimbra, nunca fui um grande entusiasta das tradições académicas, muito menos das praxes académicas.
Ainda assim, sempre percebi que faziam parte do acervo de tradições da Academia e que representavam o lado boémio e irreverente associados ao estudante de Coimbra.
E, sem querer ser bairrista, sublinho a traço grosso - de Coimbra!
Fazer referência a tradições em Universidades e Institutos Superiores que têm pouco mais de dúzia de anos de vida vem a redundar num puro absurdo.
Uma simples consulta ao Código da Praxe permite facilmente perceber que se está perante um conjunto de regras muito claras que estabelecem limites ao que deve ser considerado praxe.
Regras, ditames, que estão nos antípodas da pura selvajaria, da pura barbárie, da humilhação e da degradação, que têm sido comuns em instituições de ensino superior um pouco por todo o País.
A brutal tragédia da Praia do Meco é só o último exemplo, o mais mediático, de uma longa lista de acontecimentos trágicos ligados ao que uns meninos idiotas resolveram chamar praxes.
Mas que são tudo menos praxes.
Rituais da mais absoluta brutalidade, talvez.
Praxes, no sentido em que a praxe académica, de Coimbra, insisto, sempre foi conhecida, definitivamente não!
Confundir as duas coisas é, para além de um erro, uma ofensa.
Sobretudo para aqueles que gostam de viver essas tradições e as sabem viver.

PRAXES E "BULLYING" - Os fenómenos mais negros da violência juvenil



As praxes académicas nem sempre se restringem
ao folclorismo excêntrico mas benigno
que é transmitido humoradamente à sociedade.
Também o “bullying” continua a fazer vítimas mortais
«por causa indeterminada» ou «acidental».
É urgente saber que a tragédia no Meco
e o suicídio do Nelson,
ocorridos nas últimas semanas,
se inserem numa dilacerante
cronografia portuguesa de casos mortais.
Ousamos combater a indiferença,
recuperando trechos significativos
de uma grande investigação jornalística

que publicámos em 2010.

Para ler em pormenor aqui

27 de janeiro de 2014

O turco


O Turco tinha uma loja perto da linha rodoviária, cheia de roupas, brinquedos e mais não sei o quê; as lojas do lado não tinham movimento nenhum, não tinham nada. Entretanto passou um fiscal e perguntou ao turco onde estavam as notas fiscais. 
O turco disse "Notas, mas que notas? Eu consegui tudo isto que o senhor está vendo apostando, abostando?, bois eh..." 
"Mas como assim?" disse o fiscal: 
"Você duvida que eu consegue morde meu olho direita?"
 "Duvido" 
"Abosta 50 euros?"
 "Aposto" 
Ele pegou no olho que era de vidro e mordeu-o, e o fiscal pagou 50 ao turco. 
"Está bendo? Eu consegue tudo na abosta, quer abostar que consigo morder a meu olho esquerda tambem?"
 "Se não tirar o olho eu aposto" 
Ele pegou na dentadura e mordeu o olho esquerdo.
 O fiscal já tava fulo da vida de perder 100, quando o turco disse: 
"Eu faço uma última abosta com você..." 
"O quê?" disse o fiscal 
"Eu abosta que você tem hemorróidas, e eu abosta 1.000 euros..." 
O fiscal aceitou pois não tinha, pegou em todo o dinheiro que tinha no bolso e pôs na mesa do turco, este contou o dinheiro e disse: 
"Mas só tem 700"
 "Eu trago o resto amanhã se for o caso." 
Diz o turco: 
"Então volte amanhã..." e o fiscal foi embora. 
No dia seguinte o fiscal chegou e tinha uma multidão à frente da loja do Turco, o fiscal foi lá e disse:
 "T´aqui o dinheiro".
O turco respondeu:
 "Então venha aqui atrás do balcão que quero conferir".
O fiscal foi lá, abaixou as calças e mostrou o cu.
O turco olhou, olhou e disse: "Venha mais perto aqui na porta que aqui está escuro demais".
O fiscal foi, ia ganhar 1000 mesmo, pôs o traseiro para fora da loja e mostrou outra vez o cu.
O turco olhou, enfiou um dedo e disse,"É verdade, não tem hemorróidas mesmo".
E pagou $1.000,00, ao fiscal.
O fiscal todo contente, quando ia sair, perguntou ao turco:
"Agora apanhei-te, não é?"
O Turco olhou bem pró fiscal e disse: " Está bendo todas esta bessoas aqui na frente da loja?"
 "Estou" 
"Então eu abostei $1.000,00 com cada uma que ia enfiar o dedo no cu de um fiscal hoje"

BOA SEMANA!!

O judeu


Um judeu, próspero empresário do ramo de confecções, ao queixar-se com um amigo com quem conversava sobre as noites de insónias que o atormentavam, recebe, e sem alternativas segue, o inevitável conselho de contar carneirinhos. 
Alguns dias mais tarde, mais exausto e deprimido do que nunca, reencontra o amigo que admirado com a sua expressão abatida lhe pergunta:
 - Alguma coisa não correu bem?
 - Esta história de contar carneirinhos, não sei se me está a fazer bem. Veja lá. Na noite passada comecei a contá-los, só que ao chegar aos dois mil passei a pensar na possibilidade de tirar a lã dos carneiros e tecer vinte mil casacos. Isto foi suficiente para me fazer passar o resto da noite sem dormir, preocupado em saber como iria conseguir vinte mil forros para os casacos.

Duas vacas



Então estavam duas vacas a conversar num dos imensos pastos da Inglaterra: 
Vaca 1: Oh, Tô muito preocupada com esta história da Vaca Louca!! 
Vaca 2: Porquê? 
Vaca 1: Ora querida, você também devia estar preocupada, vão matar todas nós, porque a Vaca Louca transmite uma doença séria aos homens! 
Vaca 2: Ora, não me preocupo com isso!!!! 
Vaca 1: Porque não? Todas vamos morrer, somos vacas loucas!!! 
Vaca 2:Voce vai queridinha, eu não sou Vaca, sou Napoleão Bonaparte!

24 de janeiro de 2014

ESTA É LITERALMENTE GENIAL




Um casal estava a jogar golfe no quintal quando, na terceira tacada, o marido diz:

- Querida, toma cuidado ao acertar na bola, não vá mandá-la numa dessas casas e quebrar uma vidraça. Vai custar uma fortuna para só consertar a porra do vidro...

Mal termina a frase, ela dá a tacada e estilhaça uma vidraça.

O marido fica desesperado:

- Eu disse para teres cuidado!

- E agora, como vai ser?

- Vamos até lá pedir desculpa e ver quanto vai ser o prejuízo.

Eles batem à porta e ouvem uma voz:

- Podem entrar.

Eles abrem a porta e vêem vidro espalhado pelo chão, e uma garrafa muito antiga partida perto da lareira.

Um homem sentado no sofá diz:

- Vocês são os que partiram a minha janela?

- Sim, fomos nós. Pedimos desculpa e queremos pagar o prejuízo  - responde o marido.

- De maneira nenhuma! Eu é que quero agradecer-lhes. Sou um Génio que estava preso nesta garrafa há milhares de anos.
 
- Vocês libertaram-me...

Posso conceder-vos três desejos. Eu dou um desejo a cada um e guardo o terceiro para mim.

- Porreiro! - diz o marido.

- Quero um milhão de euros por ano, para o resto de minha vida.

- Sem problema. É o mínimo que eu posso fazer.

- E tu, o que gostarias de pedir? - diz o Génio, a olhar para a mulher.

- Quero uma casa em cada país do mundo, diz ela.

- Podes considerar o teu desejo realizado - diz o Génio.

- E qual é teu desejo, Génio? - pergunta o marido.

- Bem, desde que fiquei preso nesta garrafa, há milhares de anos, nunca mais tive mais a oportunidade de fazer sexo.
 
O meu desejo é fazer amor com a tua mulher.

O marido olha para a sua mulher e diz:

- Bem, querida, nós ganhamos um monte de dinheiro e essas casas todas. Acho que ele não está a pedir muito...

O Génio leva a mulher para o quarto e passa duas horas com ela.
 

Depois de acabarem de ter sexo, e enquanto se vestiam, o Génio olhou para ela e perguntou:

- Quantos anos tem o teu marido?

- 35.

- E tu?

- 29.

- Porra! E vocês ainda acreditam na história dos Génios?

BOM FIM-DE-SEMANA!!

Se vires esta figura na rua, foge a 7 pés!!!!




Passos Coelho está a fazer um dos seus famosos discursos em Setúbal:
 
- E a partir de agora temos de fazer mais sacrifícios!
 
Ouve-se uma voz na multidão:
 
- Trabalharemos o dobro!
 
Passos continua:
 
- E temos de entender que haverá menos alimentos!
 
A mesma voz:
 
- Trabalharemos o triplo!
 
Passos prossegue:
 
- E as dificuldades vão aumentar!
 
- Trabalharemos o quádruplo!
 
Passos vira-se para a Presidente da Câmara Mª das Dores e pergunta:
 
- Drª Maria das Dores, quem é esse idiota que vai trabalhar tanto?
 
- O coveiro! – respondeu.
 

Forgot my Lipstick

Don’t you just hate it?.......
You get all dressed up; you're looking hot; smokin' hot! 
As you strut your stuff down the street, you can almost feel all the eyes upon you. 
Then, you happen to catch a quick glimpse of yourself in a mirror, and you suddenly REALIZE ... you forgot the lipstick...
The whole look you were after is gone to hell, right then and there!


 
 
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DAMN !!

23 de janeiro de 2014

Mate-se o mensageiro!


A receita é clássica - quando as notícias não agradam, mata-se o mensageiro.
Último exemplo - a reacção do governo chinês ao escândalo conhecido por Chinaleaks.
O porta-voz governamental não desmentiu a existência de contas bancárias multimilionárias, pertencentes a altos dirigentes chineses, ou seus familiares, em paraísos fiscais.
Limitou-se a elaborar uma espécie de teoria de conspiração - há que perceber os motivos estão na origem destas notícias; do ponto de vista do leitor estas notícias são muito mal elaboradas; e outras pérolas do género.
Enquanto isso, o acesso aos jornais que publicaram as notícias era bloqueado na China.
Percebe-se o embaraço da liderança chinesa.
Xi Jinping fez do combate à corrupção, à fraude, à ostentação, bandeiras do seu modelo de governação.
E este tipo de notícias não ajudam nada a esse desígnio.
Partir daqui para a pura censura, lucubrar  terríveis teorias de conspiração, só revela à saciedade que permanecem imutáveis na China certos vícios que caracterizam os regimes de partido único.

A onda de pleonasmos


Os portugueses usam e abusam do pleonasmo.   Aqui vão quatro exemplos clássicos: “subir para cima”, “descer para baixo”, “entrar para dentro” e “sair para fora”.

Mas não se pense que isso só acontece aos outros. Ou vai dizer-me que nunca“recordou o passado”, nunca esteve atento aos “pequenos pormenores”, nunca partiu uma laranja em “metades iguais” ou que nunca deu os “sentidos pêsames” à “viúva do falecido”?

Note que isto não é uma “opinião pessoal”!

Este “aviso prévio” de uma “doença má” que se está a transformar numa onda gigante que ameaça engolir-nos a “todos, sem excepção” baseia-se em “factos reais”.

Se prestar um pouco de atenção descobrirá facilmente lojas que nos aliciam com “ofertas gratuitas”, agências de viagens que oferecem férias em “cidades do mundo”; chefes que pedem um “acabamento final” no projecto, para evitar “surpresas inesperadas”.  Até em casa, numa discussão com a esposa, por vezes apetece  “gritar alto”: - “Cala a boca!”. O que vale é que depois fazemos as pazes e vamos ao cinema ver um filme que “estreia pela primeira vez” no nosso país.

Mas se pensa que, fechado em casa fica a salvo desta onda, desengane-se: a televisão é, de “certeza absoluta”, a “principal protagonista”, o veículo através do qual ela lhe vai chegar. Não acredita? Ponha-se a pau e logo à noite, experimente assistir ao telejornal. “Verá, com os próprios olhos”, em directo, um jornalista dizer que a floresta “arde em chamas”; um treinador de futebol queixar-se dos“elos de ligação” entre a defesa e o ataque; um governante garantir que o culpado do estado em que o pais se encontra é o governo anterior que geriu mal o “erário público”; um ministro anunciar o reforço das “relações bilaterais entre os nossos dois países” e um qualquer “político da nação” pedir um“consenso geral” para sairmos da crise.

E por falar em crise: quer apostar que a próxima manifestação vai juntar uma “multidão de pessoas”?

Felizmente – ao menos valha-nos isso – a onda de pleonasmos não causa “dores desconfortáveis”, não origina  “hemorragias de sangue”, não nos impede de “viver a vida” com um “sorriso nos lábios”, nem nos obriga a fugir do nosso “habitat natural” e buscar outras paragens para ganhar a vida.

Por amor de Deus: tente cortar aqui e ali um ou outro pleonasmo. Vai ver que não custa nada e facilita a comunicação.  Ah! E  “já agora” siga o meu conselho: não “adie para amanhã”; comece já hoje a“encarar de frente” este hábito. Ou então, esqueça. Talvez seja eu que estou “maluco da cabeça”.

22 de janeiro de 2014

Pior a emenda que o soneto na polémica dos terrenos da Taipa


A polémica em torno dos terrenos abrangidos pelo plano urbanístico para a zona norte da Taipa tem dado origem a fenómenos curiosos.
Depois de todas as pressas - pressa na aprovação de alteração de finalidade dos terrenos por parte do Governo, pressa em gritar conluio, informação privilegiada, tráfico de influências, por parte da Associação do Novo Macau Democrático (ANMD); agora é tempo de todas as calmas - calma que nós (Chan Meng Kam e Chui Sai Cheong) não estávamos na posse de informação privilegiada e até andamos há muitos anos à espera de ver aprovados os planos que temos para aquela zona.
Se não se percebe (ou será que se percebe muito bem??!!) a atitude do Governo, a correria desenfreada antes da aprovação de nova legislação no domínio do planeamento urbanístico, também não se percebe a atitude precipitada da ANMD.
Informação privilegiada?
Quem é que ainda não tinha percebido que aqueles terrenos, e outros do mesmo género, são um investimento com (grande) retorno garantido??
Mas percebe-se ainda menos, e é até ofensivo, que os dois deputados em causa não se limitem a dizer isto mesmo, o óbvio (toda a gente sabe que os terrenos são o activo mais valioso em Macau, mas nem todos têm dinheiro, ou acesso a crédito, para os poderem adquirir) e venham com um choradinho absolutamente ridículo e, repito, insultuoso, para explicar os seus vultuosos investimentos.
Não sabiam que aquela zona ia, tarde ou cedo, ser urbanizada?
Quem é que não sabia isso senhores deputados??!!
Só não se sabia o quando.
E esse é que é exactamente o erro nas declarações da ANMD.
Ainda não foram aprovados os projectos dos senhores deputados para a zona?
Pois, nem o devem ser até que a nova legislação, que Chui Sai Cheong e Chan Meng Kam, na sua qualidade de deputados, vão apreciar e votar, não se esqueça esse pormenor, seja publicada.
Essa é que é a questão essencial e é aqui que o processo tem que ser totalmente transparente.
Não façam de nós, cidadãos, uma cambada de parvos, por favor!

A origem do nome "molete"


O(s) molete(s) - Pronúncia do Norte! 

Atribui-se a origem da apelidação de molete à zona de Valongo pois era aí que se fazia o pão que se consumia no Porto. O pão tradicional, a Regueifa era demasiado grande para consumo individual. 

Acontece que o general francês que comandava o exército inimigo, durante as Invasões Francesas, um homem chamado Mollet, tinha tomado de assalto e estava aquartelado, no (Convento) que é hoje o enorme Colégio da Formiga, em Ermesinde, era grande apreciador desse pão e todos os dias, ao pequeno-almoço, não o dispensava. 

Dado ter um exército para alimentar e dada a crise existente e a logistíca necessária, decidiu que o pão teria que ser mais pequeno em doses individuais, o que foi feito de imediato, por sua ordem. 

Na localidade, os padeiros já sabiam que todos os dias o pão (sempre feito durante a noite) tinha que estar pronto à mesma hora e quando colocavam as cestas nas carroças que iam para o Porto dizia-se: 

Lá vai o pão para o Molete ! 

(Como não sabiam falar francês, era assim que o chamavam.) 

A partir daí, os pãezinhos pequeninos começaram a chamar-se "moletes" e como se verificou ser a ideia bastante prática, começaram a ser fornecidos às populações até aos nossos dias. 

21 de janeiro de 2014

Um referendo que dá um jeitão


A proposta (ainda tem que passar o crivo do Tribunal Constitucional e do Presidente da República) de um referendo acerca da co-adopção por casais do mesmo sexo vem dar um jeitão ao executivo liderado por Passos Coelho.
Já tem vindo a ser assim, vai continuar a sê-lo durante uns tempos, o tema ocupa grande parte da agenda política em Portugal.
E dá a Passos Coelho espaço e tempo para pensar, para respirar, sem que sejam discutidos temas mais prementes, mais urgentes e muito mais nocivos para o Executivo e a sua imagem do que propriamente a co-adopção por casais do mesmo sexo.
Não sei quem teve esta ideia dentro do PSD.
Seja quem for, será certamente alguém da escola Marcelo.
Alguém capaz de, tal como o Professor, criar factos políticos.
A oposição em bloco, e algumas vozes dentro dos partidos da coligação, opõem-se com veemência, embora com diferente argumentação, à proposta dos sociais-democratas.
E pedem ao Presidente, em último recurso, que vete o diploma.
Não acredito que Cavaco venha a vetar o diploma, aprovado na Assembleia da República e depois de passar, se passar, pelo Tribunal Constitucional.
Até porque, passada a contestação que se seguirá ao que julgo ser mais um previsível lavar de mãos do Presidente, Cavaco sabe que todos andarão demasiado ocupados em campanha a favor ou contra a co-adopção.
E, consequentemente, também ele ficará em repouso e a poder apontar para a Assembleia e o Constitucional como grandes "culpados" deste referendo.
Um referendo que, nesta altura, dá um jeitão ao Executivo e ao Presidente, ser vetado por este?
Wishful thinking.

Coisas que vamos ver desaparecer



Hoje vou mostrar-vos  9 coisas que irão ver desaparecer das nossas vidas

1. O Correio

Vai-te preparando para viver um mundo sem Correios. Eles estão a decair tanto com problemas financeiros que provavelmente não há maneira de os aguentar por muitos mais anos. O e-mail, FedEx, Facebook e SMS, têm praticamente dizimado as cartas, que é como quem diz a receita mínima necessária para manter os Correios a funcionar. O pouco do que ainda recebemos pelo correio, todos os dias, não passa de ”lixo” e contas.

2. O cheque

A União Europeia já está a preparar o terreno para acabar com o cheque até 2018. O processamento de cheques custa bilhões de euros por ano ao sistema bancário. Cartões de plástico e transacções on-line, ou pelo telefone, vão levar à eventual extinção do cheque. Isto tem ligação directa para a morte dos Correios. Se ninguém nunca pagar as suas contas pelo correio e nunca receber as pensões pelo correio, os Correios ficam em absoluto fora do negócio.

3. O jornal

A geração mais jovem simplesmente não lê o jornal. Eles certamente não se deslocarão a um quiosque para procurar um jornal impresso. Foi o que já aconteceu com o leiteiro e o padeiro. Quanto ao ler o jornal on-line, preparem-se para ter de pagar por isso. O aumento dos dispositivos móveis com Internet e e-readers, tem motivado todos os jornais e editoras de revistas para criar alianças. Eles reuniram-se com a Apple, Amazon, e outras grandes empresas de telefonia móvel para desenvolver um modelo de serviços de assinatura paga.

4. O livro

Vocês podem dizer que nunca vão desistir do livro físico, que seguramos na mão enquanto lemos e vamos virando as páginas. Eu disse a mesma coisa sobre o download de música do iTunes. Eu queria que o meu CD tivesse cópia impressa. Mas eu rapidamente mudei de ideias quando descobri que poderia obter os álbuns pela metade do preço, sem sair de casa, para conseguir os últimos êxitos. A mesma coisa está a acontecer com os livros. Hoje já podemos navegar nas livrarias on-line, e até mesmo ler um capítulo pré-visualizado antes de comprar. E o preço é menos da metade do de um livro em papel. É só pensar na conveniência! Assim que começares a passar os dedos pelo ecrã, em vez do livro, vais entrar na história como se fizesses parte dela, e a desejar mais ver o que acontecerá a seguir, esquecendo logo de que estás a segurar um gadget em vez de um livro.

5. O telefone fixo

Já hoje não precisamos do telefone fixo. A maioria das pessoas ainda o mantém simplesmente porque sempre o tiveram. Até a própria Telecom aproveita a linha do telefone mais para serviços, como o da televisão, do que para o telefone. Inclusivamente todas as empresas de telemóveis oferecem serviço fixo gratuito porque ele já é inexpressivo.

6. A Música

Esta é uma das partes mais tristes da história da mudança. A indústria discográfica está a definhar de morte lenta. E não é só por causa de downloads ilegais. É a falta de oportunidade para a nova música inovadora chegar às pessoas que gostariam de ouvi-la. A ganância e a corrupção é que é o problema. As gravadoras e os conglomerados de rádio estão simplesmente a autodestruir-se. Mais de 40% das músicas compradas hoje são "Anexos dos Catálogos", o que significa música tradicional, com a qual o público está familiarizado. Os artistas mais antigos e consagrados. Isto também é verdade no circuito de concertos ao vivo.

7. A Televisão

As receitas dos canais televisivos têm caído drasticamente. Não apenas por causa da crise. As pessoas estão a preferir assistir a televisão e filmes a partir dos seus computadores. E, ao mesmo tempo, elas jogam e fazendo muitas outras coisas, que ocupam o tempo que costumava ser gasto assistindo a ver televisão. Programas do horário nobre descambam abaixo do menor denominador comum. A publicidade roda a cada 4 minutos e 30 segundos. Eu digo boa viagem para a maior parte de tudo isso. Está na hora das empresas do cabo serem postas de fora da nossa miséria. Deixem as pessoas escolher o que querem assistir on-line através do Netflix.

8. As coisas que hoje usamos

Muitos dos bens que usamos e possuímos já não poderemos realmente possui-los no futuro. Eles podem simplesmente ficar na "nuvem ". Hoje os nossos computadores ainda têm um disco rígido, onde guardamos as nossas fotos, músicas, filmes e documentos. O software está num CD ou DVD, sempre podemos reinstalá-lo, se for necessário. Mas tudo isso está a mudar. Os serviços de internet oferecem "serviços em nuvem" gratuitos. Isso significa que assim que ligamos o computador, a Internet é incorporada ao sistema operativo. Assim, se clicar num ícone, ele vai abrir algo na Internet. Se guardar alguma coisa, ela será salva na nuvem. Neste mundo virtual, podemos aceder à nossa música, ou aos nossos livros, ou qualquer coisa do género, a partir de qualquer computador portátil ou dispositivo movel. Não é porque as coisas estejam mais seguras, mas porque essa é a realidade do futuro.

9. A nossa privacidade

Se já houve um conceito, com que podemos olhar para trás com nostalgia, é o da privacidade. Isso já acabou. Ela foi-se já há muito tempo, de qualquer maneira. Vivemos a era do "big-brother". Há câmaras nas ruas, na maior parte dos edifícios, e até mesmo no nosso computador e telemóvel. E vocês podem ter certeza que funcionam 24 horas por dia, 7 dias na semana, "Eles" sabem quem és e onde estás, até as coordenadas GPS, e o Google Street View. Se comprarem alguma coisa, isso é colocado num trilhão de perfis, e passam a receber anúncios reflectido essa escolha. Neste momento é possível conferir todos os teus passos, desde que te levantas até que te deitas, documentando-os em filmes ou fotografias.


P.S. Beijinho especial à Janita.