31 de outubro de 2013

Novas tarifas de táxis


Menos de um ano depois do último aumento, as associações de táxis aparecem a reivindicar novo aumento de tarifas.
E com percentagens nada moderadas.
Haverá poucas matérias tão consensuais em Macau como aquela que se refere ao serviço prestado pelos táxis - feios, porcos e maus.
Nem vale a pena estar a repisar os mesmos argumentos, as mesmas falcatruas, a mesma falta de respeito, de educação, de higiene.
Ainda assim, com uma opinião pública claramente hostil e saturada, as associações ligadas ao sector atrevem-se a reivindicar novo aumento de tarifas.
E o Executivo responde que vai ponderar.
Opinião muito pessoal - o Executivo deve concordar com o aumento das tarifas ora solicitado.
Até deve propor um aumento em valor superior.
Mas, em contrapartida, as associações de taxistas têm que aceitar uma troca das viaturas que estão a cair de podres, têm que aceitar uma revisão da regulamentação que abrange o sector, com penalizações mais elevadas, têm que submeter-se a formação, designadamente cívica e linguística.
E o Governo tem que tornar eficaz a supervisão do sector.
A que existe agora é uma caricatura.
Então, temos acordo??
Ou, seguindo o léxico político local, há consenso??

Muçulmanos e uso do véu

Aquando de uma conferência, Gamal Abdel Nasser, presidente egípcio, diverte-se muito candidamente com a assembleia, acerca de um pedido
que lhe foi formulado pelos Irmãos Muçulmanos de tornar obrigatório o uso do "véu" .
Ora bem, estávamos no Egipto de 1953 .
Parece que nestes 60 anos, naquela região, se regrediu .
Ou foi o "Fundamentalismo Muçulmano" que avançou?

30 de outubro de 2013

Macau devia encerrar temporariamente para obras


Que Macau é uma cidade em obras já todos sabemos.
O que é incompreensível e inaceitável é que sejam feitas todas ao mesmo tempo.
Não há o mínimo de cuidado, de programação, de interligação entre diferentes departamentos.
O resultado é, naturalmente, caótico.
E o dia a dia dos residentes vai ficando progressivamente insuportável.
Sem que ninguém assuma responsabilidades ou seja responsabilizado por esta esquizofrenia.
Esquizofrenia que se vê agravada pela ausência de alternativas pensadas e implementadas antecipadamente para situações que facilmente se pode prever que causem sérios embaraços aos cidadãos.
Exemplo mais recente - as obras que estão a ser realizadas logo a seguir ao MGM Macau, numa zona de intenso tráfego, sobretudo em horas de ponta, que afunilaram o trânsito naquela zona nevrálgica da cidade.
Obras que, mais uma vez, por total ausência de programação, coincidem com a preparação do Grande Prémio de Macau, este ano a celebrar os seus 60 anos e a ter lugar durante dois fins de semana.
Tinham mesmo que ser realizadas agora?!
E, se assim for, não foram pensadas alternativas porquê?
Uma hipótese ocorre logo à mente - durante a realização destas obras, como forma de descongestionar o trânsito naquela zona, que tal abrir a Ponte Nobre de Carvalho ao trânsito automóvel?
Não é possível?
Se não for, agradecia que me informassem porquê.
Sim, porque dizer, como disse um responsável governamental, qualquer coisa do género - "levantem-se mais cedo" -  não é alternativa.
É ofensa.

O mal e Deus: com Valter Hugo Mãe por Anselmo Borges


1. Foi um convite amável e insistente. Para uma conversa com Valter Hugo Mãe. Na Universidade de Aveiro, no dia 8 de Outubro. O tema: Mal.

O que é que se diz sobre o mal? Comecei por recordar que há muitos tipos de mal: o mal físico, o mal moral, o mal metafísico, o mal fora de nós, o mal em nós..., chamando sobretudo a atenção para o facto de, se estávamos ali para essa conversa-debate, é porque nos sentíamos razoavelmente, com algum conforto e sem grandes aflições. Porque, quando o mal se abate sobre nós - um cancro, um terramoto, um tsunami, um filho que se nos morre desfeito em dores e perante a nossa impotência total, quando nos destruímos mutuamente, quando tudo se afunda sob os nossos pés, quando o futuro todo se apaga... -, aí gritamos, choramos, blasfemamos, rezamos..., não debatemos.

Ao longo do tempo, houve tentativas várias de solução para o mal, sobretudo quando nos confrontamos com Deus. Como é que Deus é compatível com todo o calvário do mundo? Lá está Epicuro: ou Deus pôde evitar o mal e não quis; então, não é bom. Ou quis e não pôde; então, não é omnipotente. Ou quis e pôde; então, donde vem o mal? Na sua justificação de Deus, Leibniz concluiu que este é o melhor dos mundos possíveis. Schopenhauer contrapôs: este mundo não passa de uma arena de seres torturados, que sobrevivem devorando-se uns aos outros, ele "é o pior dos possíveis". A solução gnóstica e dualista coloca o mal no interior da Divindade. Há quem pense que devíamos despedir-nos do Deus omnipotente e ir ao encontro do Deus sofredor e crucificado. Segundo Kant, toda a tentativa de teodiceia teórica fracassa.

Penso que é o teólogo A. Torres Queiruga que abre para uma correcta reflexão, ao exigir uma ponerologia (de ponerós, mau): tratar do mal, antes de qualquer referência a Deus, pois o mal atinge todos, crentes e não crentes. Aí, percebe-se que a raiz do mal é a finitude. O mundo é finito e, por isso, não podendo ser perfeito, tem falhas e carências, choques.

Assim, Deus é omnipotente e infinitamente bom. Mas pretender que poderia acabar com o mal no mundo, criando-o perfeito, mas não quer, é uma contradição. Não tem sentido perguntar por que é que Deus não criou um mundo perfeito, pois Deus não pode criar outro Deus. Não se diz que há algo que Deus não pode fazer, apenas se nega uma contradição. Se o mundo inevitavelmente finito não pode ser perfeito, não podemos pretender que Deus o faça.

A pergunta é outra: se o mal é inevitável, porque é que Deus o criou? Aqui começa a pisteodiceia (de pistis: justificação da fé). Há diferentes pisteodiceias, pois todos têm de enfrentar-se com o mal e cada um encontra a sua resposta. O crente religioso também tem a sua: crê em Deus como Amor e anti-Mal e espera a salvação definitiva e plena para lá da morte. Sem Deus, fica-se com o mal e sem esperança, também para as vítimas inocentes.

2. Poucos dias depois, uma jovem senhora, com uma tese académica já pronta, que acabara de sepultar o pai ainda relativamente jovem, telefona-me e eu sinto e ouço as lágrimas a correr e a voz embargada, a tremer e a suplicar, porque também uma irmã acabava de ter um AVC: "É de mais; por favor, reze, por favor reze, a razão não sabe nada, não pode nada..."

E eu lembrei-me das palavras do início em Aveiro: que, perante o sofrimento atroz, as pessoas não debatem, mas choram, gritam, blasfemam, rezam (talvez tudo isto ao mesmo tempo).

E também me lembrei do que escreveu o filósofo agnóstico J. Habermas sobre o último encontro com o filósofo ateu H. Marcuse, que tinha citado: ele "estava na sala de cuidados intensivos de um hospital de Frankfurt, rodeado de aparelhos nos dois lados da cama. Nesta ocasião, que foi o nosso último encontro filosófico, Marcuse, em conexão com a nossa discussão de dois anos atrás, disse-me: "Sabes? Agora sei em que é que se fundamentam os nossos juízos de valor mais elementares: na compaixão, no nosso sentimento pela dor dos outros"".

Estou convicto de que, nisto, quanto à compaixão, Valter Hugo Mãe estará totalmente de acordo comigo.

in DN

29 de outubro de 2013

Freitas do Amaral é bem capaz de ter razão


Diogo Freitas do Amaral acusa o actual governo de, com a apresentação da proposta do Orçamento de Estado, estar a forçar a sua própria demissão (ler aqui).
Homem inteligente, culto, sagaz, Freitas do Amaral poderá estar coberto de razão neste seu diagnóstico, nesta sua acusação.
Apresentando uma proposta de Orçamento de duvidosa constitucionalidade, o Executivo pode estar a preparar o terreno para um previsível chumbo do Tribunal Constitucional.
Chumbo esse que, inevitavelmente, conduziria a novo conflito institucional.
O qual, por sua vez, seria o pretexto ideal para que o actual Governo apresentasse a sua demissão, deixando ao PS (que venceria as eleições antecipadas, até com valores muito próximos da maioria absoluta) a tarefa de governar o País no cenário pós-troika.
Fria, calculista, é uma previsão perfeitamente realista.
Que permitiria a Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, e mesmo Aníbal Cavaco Silva, uma saída airosa para o que se vai tornando um insuportável desgaste da equipa governativa.
Porque não se trataria de um abandono de funções.
Seria antes a inevitável resposta à "força de bloqueio" (a expressão volta ao léxico político em Portugal) em que se converteu o Tribunal Constitucional.
Freitas do Amaral é bem capaz de ter razão no seu diagnóstico, na sua acusação, nas suas previsões.
O problema é que, muito para além de um bando de politiqueiros irresponsáveis, verdadeiros carreiristas da política, da politiquice rasteira, há um País que sofre, que desespera pelo aparecimento de estadistas que substituam os politiqueiros e carreiraristas, que comecem a pôr fim ao sofrimento em que muitos portugueses actualmente vivem.

Reformados/pensionistas - carta aberta para Judite de Sousa - Programa Olhos nos Olhos



Exma. Sra. Dra. Judite de Sousa 

O programa Olhos nos Olhos que foi hoje para o ar (14.10.2013) ficará nos anais da televisão como um caso de estudo, pelos piores motivos. 
Foi o mais execrável exercício de demagogia a que me foi dado assistir em toda a minha vida num programa de televisão. O que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo disseram acerca das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência é um embuste completo, como demonstrarei mais abaixo. É também um exemplo de uma das dez estratégias clássicas de manipulação do público através da comunicação social, aquela que se traduz no preceito: «dirigir-se ao espectador como se fosse uma criança de menos de 12 anos ou um débil mental». 
Mas nada do que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo dizem ou possam dizer pode apagar os factos. Os factos são teimosos. Ficam aqui apenas os essenciais, para não me alargar muito: 
1. OS FUNDOS DO SISTEMA PREVIDENCIAL da Segurança Social (Caixa Nacional de Aposentações e Caixa Geral de Aposentações), com os quais são pagas essas pensões, NÃO PERTENCEM AO ESTADO (muito menos a este governo, ou qualquer outro). Não há neles um cêntimo que tenha vindo dos impostos cobrados aos portugueses (incluindo os aposentados e reformados). PERTENCEM EXCLUSIVAMENTE AOS SEUS ACTUAIS E FUTUROS BENEFICIÁRIOS, QUE PARA ELES CONTRIBUIRAM E CONTRIBUEM DESCONTANDO 11% dos seus salários mensais, acrescidos de mais 23,75% (também extraídos dos seus salários) que as entidades empregadoras, privadas e públicas, deveriam igualmente descontar para esse efeito (o que nem sempre fazem [voltarei a este assunto no ponto 3]). 
2. As quotizações devidas pelos trabalhadores e empregadores a este sistema previdencial, bem como os benefícios (pensões de aposentação, de reforma e sobrevivência; subsídios de desemprego, de doença e de parentalidade; formação profissional) que este sistema deve proporcionar, são fixadas por cálculos actuariais, uma técnica matemática de que o sr. Medina Carreira manifestamente não domina e de que o sr. Henrique Raposo manifestamente nunca ouviu falar. Esses cálculos são feitos tendo em conta, entre outras variáveis, o custo das despesas do sistema (as que foram acima discriminadas) cujo montante depende, por sua vez — no caso específico das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência — do salário ou vencimento da pessoa e do número de anos da sua carreira contributiva. O montante destas pensões é uma percentagem ponderada desses dois factores, resultante desses cálculos actuariais. 
3. Este sistema em nada contribuiu para o défice das contas públicas e para a dívida pública. Este sistema não é insustentável (como disse repetidamente o senhor Raposo). Este sistema esteve perfeitamente equilibrado e saudável até 2011 (ano de entrada em funções do actual governo), e exibia grandes excedentes, apesar das dívidas das entidades empregadoras, tanto privadas como públicas (estimadas então em 21.940 milhões de euros) devido à evasão e à fraude contributiva por parte destas últimas. Em 2011, último ano de resultados fechados e auditados pelo Tribunal de Contas, o sistema previdencial teve como receitas das quotizações 13.757 milhões de euros, pagou de pensões 10.829 milhões de euros e 1.566 milhões de euros de subsídios de desemprego, doença e parentalidade, mais algumas despesas de outra índole. O saldo é pois largamente positivo. Mas o sistema previdencial dispõe também de reservas, para fazer face a imprevistos, que são geridas, em regime de capitalização, por um Instituto especializado (o Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social) do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Ora, este fundo detinha, no mesmo ano de 2011, 8.872,4 milhões de euros de activos, 5,2% do PIB da altura. 
4. É o aumento brutal do desemprego (952 mil pessoas no 1º trimestre de 2013), a emigração de centenas de milhares de jovens e menos jovens, causados ambos pela política recessiva e de empobrecimento deste governo, e a quebra brutal de receitas e o aumento concomitante das despesas com o subsídio de desemprego que estes factos acarretam, que está a pôr em perigo o regime previdencial e a Segurança Social como um todo, não a demografia, como diz o sr. Henrique Raposo. 
5. Em suma, é falso que o sistema previdencial seja um sistema de repartição, como gosta de repetir o sr.Medina Carreira. É, isso sim, um sistema misto, de repartição e capitalização. Está escrito com todas as letras na lei de bases da segurança social (artigo 8º, alínea C, da lei nº4/2007), que, pelos vistos, nem ele nem o senhor Henrique Raposo se deram ao trabalho de ler. É falso que o sistema previdencial faça parte das “despesas sociais” do Estado (educação e saúde) que ele (e o governo actual) gostariam de cortar em 20 mil milhões de euros. Mais especificamente, é falso que os seus benefícios façam parte das “prestações sociais” que o senhor Medina Carreira gostaria de cortar. Ele confunde deliberadamente dois subsistemas da Segurança Social: o sistema previdencial (contributivo) e o sistema de protecção da cidadania (não contributivo). É este último sistema (financiado pelos impostos que todos pagamos) que paga o rendimento social de inserção, as pensões sociais (não confundir com as pensões de aposentação e de reforma, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento de Estado), o complemento solidário de idosos (não confundir com as pensões de sobrevivência, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento do Estado), o abono de família, os apoios às crianças e adultos deficientes e os apoios às IPSS. 
6. É falso que o sr. Henrique Raposo (HR) esteja, como ele diz, condenado a não receber a pensão a que terá direito quando chegar a sua vez, “porque a população está a envelhecer”, “porque o sistema previdencial actual não pode pagar as pensões de aposentação futuras”, “porque o sistema não é de capitalização”. O 1º ministro polaco, disse, explicou-lhe como mudar a segurança social portuguesa para os moldes que ele, HR, deseja para Portugal. Mas HR esqueceu-se de dizer em que consiste essa mirífica “reforma”: transferir os fundos de pensões privados para dentro do Estado polaco e com eles compensar um défice das contas públicas, reduzindo nomeadamente em 1/5 a enorme dívida pública polaca. A mesma receita que Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas aplicaram em Portugal aos fundos de pensões privados dos empregados bancários! (para mais pormenores sobre o desastre financeiro que se anuncia decorrente desta aventura polaca, ver o artigo de Sujata Rao da Reuters, «With pension reform, Poland joins the sell-off», 6 de Setembro de 2013,http://blogs.reuters.com/ globalinvesting/2013/09/06/with-pension-reform-poland-joins-the-sell-off-more-to-come/; e o artigo de Monika Scislowska da Associated Press, «Poland debates controversial pension reform», 11 de Outubro de 2013, http://news.yahoo.com/poland-debates-controversial-pension-reform-092206966--finance.html). HR desconhece o que aconteceu às falências dos sistemas de capitalização individual em países como, por exemplo, o Reino Unido. HR desconhece também as perdas de 10, 20, 30, 40 por cento, e até superiores, que os aforradores americanos tiveram com os fundos privados que geriam as suas pensões, decorrentes da derrocada do banco de investimento Lehman Brothers e da crise financeira subsequente — como relembrou, num livro recente, um jornalista insuspeito de qualquer simpatia pelos aposentados e reformados. O único inimigo de HR é a sua ignorância crassa sobre a segurança social. 
Os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo, são, em minha opinião, casos perdidos. Estão intoxicados pelas suas próprias lucubrações, irmanados no mesmo ódio ao Tribunal Constitucional («onde não há dinheiro, não há Constituição, não há Tribunal Constitucional, nem coisíssima nenhuma» disse Medina Carreira no programa «Olhos nos Olhos» de 9 de Setembro último;« O Tribunal Constitucional quer arrastar-nos para fora do euro» disse Henrique Raposo no programa de 14 de Outubro de 2013). E logo o Tribunal Constitucional ! — última e frágil antepara institucional aos desmandos e razias de um governo que não olha a meios para atingir os seus fins. Estes dois homens tinham forçosamente que se encontrar um dia, pois estão bem um para o outro: um diz “corta!”, o outro “esfola!”. Pena foi que o encontro fosse no seu programa, e não o café da esquina. 
Mas a senhora é jornalista. Não pode informar sem estar informada. Tem a obrigação de conhecer, pelo menos, os factos (pontos 1-6) que acima mencionei. Tem a obrigação de estudar os assuntos de que quer tratar «Olhos nos Olhos», de não se deixar manipular pelas declarações dos seus interlocutores. Se não se sentir capaz disso, se achar que o dr. Medina Carreira é demasiado matreiro para que lhe possa fazer frente, então demita-se do programa que anima, no seu próprio interesse. Não caia no descrédito do público que a vê, não arruíne a sua reputação. Ainda vai a tempo, mas o tempo escasseia. 

José Manuel Catarino Soares 
(Professor aposentado) 
Lisboa. 15-10-2013

28 de outubro de 2013

MENTIRINHA DE MERDA



Um tipo foi à Casa da Sorte e dirigiu-se à empregada dizendo que queria jogar na lotaria.



- Olhe, não tenho a menor ideia sobre quais números escolher para comprar uma cautela.
Pode ajudar-me?



- Claro, respondeu ela, vamos lá.  Durante quantos anos frequentou a escola?
8



- Perfeito, temos um 8 . Quantos filhos tem?
3


- Ótimo, já temos um 8 e um 3.  Quantos livros você já leu até hoje?

9



- Certo, temos um 8, um 3 e um 9. Quantas vezes por semana faz amor com a sua mulher?
  Caramba, isso é uma coisa muito íntima - diz ele. Mas você não quer ganhar na lotaria?


  Está bem, 2 vezes.

- Só??? Bom, deixe lá. Agora que já temos confiança um com o outro, diga-me:
- Quantas vezes já tomou no cu?

- Qual é, minha? - Diz o homem, zangado - Sou muito macho!!! Não fique chateado.

  Vamos considerar então zero (0) vezes.

- Com isso já temos todos os números: 83920.

- O tipo comprou o bilhete que correspondia ao número escolhido.

No dia seguinte foi conferir o resultado:

O bilhete premiado foi o 83921.

- Filha da Puta!... Por causa de uma MENTIRINHA de MERDA não fiquei milionário!!!

BOA SEMANA!!!!

Letra de médico dá nisso



A Celina tinha um marido chamado João. 
A dada altura, a Celina  adoeceu...  
O João levou-a ao médico e depois ficou a tratar dela.
A partir daí, o João ficou com um comportamento estranho:
Ele era de manhã uma queca, ao meio-dia outra, ao lanche mais uma e à noite mais outra.
A Celina já estava farta daquilo e disse ao João:
- Ó João, eu gosto, mas como estou doente,   tu não devias fazer amor comigo tantas vezes, num só dia!
E ele respondeu: 
- Eu estou a fazer o que o médico mandou, diz aqui na receita médica:'Pina a celina'  (penicilina)  4 vezes por dia'.        

Atenção ao leite de vaca!!!




MUITO SÉRIO (Qualidade "enganosa" do Leite)

 Quem trabalhou com tecnologia de alimentos sabe que realmente muitos produtores põem soda e água oxigenada no leite para conservá-lo.

Este teste é excelente, pelo menos evita muitos problemas.

Há alguns dias, foi com a carne de cavalo, agora o leite, afinal, aonde vamos parar?

 LEITE  CONTAMINADO, NÃO DEIXE DE FAZER O TESTE ABAIXO

 A ASAE e a imprensa local noticiaram, largamente, o abuso dos produtores de leite que adicionam, entre outras coisas, água oxigenada e soda cáustica.

Faça o teste sugerido abaixo, para conferir a qualidade do leite que consome.

Cuidar da saúde é necessário!!!!

MUITO PRÁTICO E SIMPLES. FAÇA O TESTE.

*       QUALQUER UM PODE FAZER EM CASA!

*       Para descobrir se o leite tem água oxigenada ou soda cáustica na sua
composição:
*       Beba 1 copo de leite à noite antes de se deitar.
*       Durante a noite, se tiver vontade de se peidar, peide-se à vontade.
*       De manhã, veja o seu cu ao espelho.
*       Se os pêlos estiverem loiros,  o leite tinha água oxigenada!
*       Se não tiver pêlo nenhum, tinha soda cáustica! .


E não refilem, também me mandaram esta merda!!

24 de outubro de 2013

Ainda a tipificação do crime de violência doméstica

Agora, que os membros da nova legislatura já estão empossados, é chegado o momento de voltar ao(s) trabalho(s).
E um dos mais polémicos dossiers a ser tratado será a continuação do debate acerca da tipificação do crime de violência doméstica (a terminologia não é muito rigorosa mas é suficientemente clara para perceber o que está em causa) mormente na vertente mais polémica - crime público, sim ou não?
Não vou voltar a esgrimir aqui os mesmos argumentos que já apresentei antes, favoráveis à qualificação da conduta como crime público.
Vou antes deixar Suzanne Vega falar (cantar).
E deixar uma sugestão aos senhores deputados - quando estiverem a discutir o tema, ouçam a melodia, leiam as palavras, vivam a experiência de Luka (Suzanne Vega?) e depois decidam.


"Luka"
My name is Luka
I live on the second floor
I live upstairs from you
Yes I think you've seen me before

If you hear something late at night
Some kind of trouble. some kind of fight
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was

I think it's because I'm clumsy
I try not to talk too loud
Maybe it's because I'm crazy
I try not to act too proud

They only hit until you cry
After that you don't ask why
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore

Yes I think I'm okay
I walked into the door again
Well, if you ask that's what I'll say
And it's not your business anyway
I guess I'd like to be alone
With nothing broken, nothing thrown

Just don't ask me how I am [X3]

My name is Luka
I live on the second floor
I live upstairs from you
Yes I think you've seen me before

If you hear something late at night
Some kind of trouble, some kind of fight
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was

And they only hit until you cry
After that, you don't ask why
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore


Amanhã não há blogue.
Décimo sexto aniversário de casamento, vamos namorar!
BOM FIM-DE-SEMANA!!

23 de outubro de 2013

Fraquezas a mais para uma Liga dos Campeões


Dois jogos em casa, duas derrotas.
Simples, curto, directo, este é o saldo da participação do Porto na edição da Liga dos Campeões deste ano.
A frieza dos números não mente - este Porto não tem experiência, não tem capacidade, não tem estaleca para a Liga dos Campeões.
E vai ser relegado para a Liga Europa.
Um treinador inexperiente, inseguro, e vários jogadores que apresentam as mesmas características, as mesmas falhas, os mesmos defeitos, são fatais numa prova como a Liga dos Campeões.
Começa a ser evidente que o Porto não conseguiu obstar à perda de unidades nucleares como eram Moutinho (o pêndulo) e James (o desequilibrador).
Os jogadores supostamente contratados para fazerem o contraponto a estas saídas (Herrera e Quintero, respectivamente) tardam em impor-se.
Facto agravado por não haver alternativas de qualidade dentro do plantel.
Plantel que é mais vasto que os das últimas épocas, que apresenta teoricamente mais soluções, mais variadas, mas que aparentam um sério défice de qualidade e experiência.
Para agravar, o próprio treinador, também ele muito inexperiente, parece ainda não ter percebido muito bem qual a equipa-tipo que quer para o Porto.
Nas provas internas, ainda que algo titubeante, a equipa vai disfarçando estes problemas.
Quando enfrenta adversários mais fortes, mais experientes, orientados por grandes treinadores e servidos por grandes jogadores (recital de Hulk ontem no Dragão) todas essas insuficiências, que geram insegurança, vêm à tona.
Os três golos sofridos (dois com o Atlético Madrid, um com o Zenit) são inadmissíveis a este nível.
E só se explicam por serem resultado dessa tremideira que a inexperiência e a falta de qualidade geram.
O Porto vai ser relegado para a Liga Europa.
Que, sejamos sinceros, é o seu lugar.
Para jogar a Liga dos Campeões precisa de crescer muito e de ter nos seus quadros jogadores com muito mais qualidade que aqueles que actualmente apresenta.

Putin e as minorias islâmicas


 
     NO DIA 4 DE FEVEREIRO DE 2013,VLADIMIR PUTIN, O PRESIDENTE RUSSO, FALANDO À DUMA (PARLAMENTO RUSSO) FEZ O SEGUINTE DISCURSO SOBRE AS SITUAÇÕES DE TENSÃO QUE SE DÃO COM AS MINORIAS NA RÚSSIA:
"NA RÚSSIA VIVEM RUSSOS. QUALQUER MINORIA,SEJA ELA DONDE FOR,QUE QUEIRA VIVER,  TRABALHAR E VIVER NA RÚSSIA, TEM QUE RESPEITAR AS LEIS QUE GOVERNAM A RÚSSIA.
SE PREFERIREM A LEI SHARIA, ENTÃO AVISAMO-LOS PARA IREM PARA  OS PAÍSES  ONDE ESSA SEJA A LEI ESTATAL.
A RÚSSIA NÃO TEM NECESSIDADE DE MINORIAS.
AS MINORIAS É QUE NECESSITAM DA RÚSSIA, E NÓS NÃO LHES CONCEDEREMOS PRIVILÉGIOS ESPECIAIS, NEM TENCIONAMOS MUDAR AS NOSSAS LEIS PARA IR AO ENCONTRO DOS SEUS DESEJOS, NÃO IMPORTANDO QUÃO ALTO GRITAREM "DISCRIMINAÇÃO".
SERÁ MELHOR QUE APRENDAMOS COM OS SUICÍDIOS DA AMÉRICA, INGLATERRA, HOLANDA E FRANÇA, SE QUISERMOS SOBREVIVER COMO NAÇÃO.
OS COSTUMES E TRADIÇÕES RUSSAS NÃO SÃO COMPATÍVEIS COM A FALTA DE CULTURA OU OS MODOS PRIMITIVOS DA MAIOR PARTE DAS MINORIAS.
QUANDO ESTE HONORÁVEL CORPO LEGISLATIVO PENSAR EM CRIAR NOVAS LEIS, DEVERÁ TER EM MENTE EM PRIMEIRO LUGAR OS INTERESSES NACIONAIS, ATENDENDO QUE AS MINORIAS NÃO SÃO RUSSAS.
 
OS POLÍTICOS NA DUMA  PRESTARAM A PUTIN UMA ESTRONDOSA OVAÇÃO.

OPINIÕES??

22 de outubro de 2013

Um dos melhores jogadores da actualidade não vai estar no Mundial


Um destes dois craques não vai jogar o Mundial no Brasil - Ronaldo ou Ibrahimovic, Ibrahimovic ou Ronaldo?
No sorteio do mata/mata, Portugal ficou com a fava menor.
Se a fava maior era sem dúvida a França, e os brindes a Roménia (menor) e a Islândia (maior), a Portugal calhou em sorte a fava menor.
A Suécia é uma equipa forte, com um onze base formado por jogadores com grande experiência, que actuam todos fora do país.
E com um jogador genial - Zlatan Ibrahimovic.
Se é verdade que a selecção sueca é uma selecção muito experiente, também não é menos real o facto de acusar alguma veterania.
E de depender muito da capacidade de distribuição de jogo de Kallstrom e da genialidade de Ibrahimovic.
Para além de ser uma selecção que não tem por hábito sair-se bem nestes cenários de mata/mata.
Os chineses falam numa mão cheia de mel e outra cheia de merda.
É assim em tudo na vida.
Também no futebol.
Como tal, é preciso não esquecer um histórico desfavorável a Portugal nos embates com a Suécia e o facto de se jogar o primeiro jogo em Portugal, o segundo na Suécia, sem espaço de tempo suficiente entre ambos para alterar o chip se algo correr mal no jogo da primeira mão.
No meio de todas estas incertezas, do mel e da merda, sobram algumas certezas.
Se Portugal jogar estes jogos com a mesma atitude com que jogou alguns jogos da fase de qualificação (o empate com Israel é só o último exemplo) a presença no Brasil será muito, muito complicada.
E a maior de todas as certezas - um dos melhores jogadores da actualidade não vai estar no Mundial do Brasil.
Esperemos que seja Zlatan Ibrahimovic.

FRANCISCO, UM AMIGO LÁ DE CASA (Frei Bento Domingues, O.P.)




1. A ressurreição do obviamente humano e cristão, nos gestos e nas palavras do Papa Francisco, depois dos artificiosos muros levantados, nas últimas décadas, por condenações e propaganda - ocultando crimes financeiros e comportamentos pedófilos - tornou-se a mais pacífica, profunda e surpreendente revolução do nosso tempo. Este processo exemplar tem uma história.
        Não esqueçamos que o anúncio do Vaticano II aconteceu de modo totalmente inesperado. João XXIII, sem consultar ninguém, desarrumou séculos de “tridentinismo”. O desenvolvimento do Magistério pontifício, depois do concílio de Trento (1543-1563), acentuado no séc. XIX e prolongado na primeira metade do séc. XX, atingiu, com Pio XII, o paroxismo. A centralização romana multiplicou intervenções repressivas, alimentadas por delacções e processos tenebrosamente secretos. Por outro lado, depois da declaração da “infalibilidade papal” no Vaticano I (1869-1870), embora muito circunscrita, tudo o que vinha de Roma passou a ter uma auréola sagrada: era indiscutível.
2. A turbulência desencadeada antes, durante e depois do Vaticano II só se compreende tendo em conta esse longo e complexo tempo eclesial de resistência, criatividade e repressão. Ninguém de bom senso poderia supor que tudo se resolveria com a aplicação de documentos conciliares ao conjunto da Igreja situada em universos geográficos, culturais, religiosos, económicos e políticos tão diversos.
A reforma desejada, na linha aberta por João XXIII, foi sistematicamente adiada em vários domínios e, mais do que isso, contrariada. Os processos instaurados pela Congregação para a Doutrina da Fé ao pensamento cristão mais inovador pareciam querer restaurar um  tempo de má memória. A debandada de padres, religiosos, religiosas e militantes católicos foi uma tristeza. Quando se falava da necessidade de um novo concílio, a resposta disponível era sempre a mesma: ainda não foi posto em prática o Vaticano II como se vai entrar na aventura de um terceiro?
O próprio “Ano da Fé” serviu para abafar os questionamentos que o cinquentenário do Concílio poderia levantar. Optou-se por fazer dele um assunto de arquivo, em vez de uma provocação para o século XXI.
Bento XVI mostrou-se incapaz de reformar a Cúria - a que pertenceu durante muitos anos – e de convocar um novo Concílio. Preferiu demitir-se e provocar um conclave electivo, tornando possível outro caminho.
3. Nestes últimos anos, foram muitos os grupos e movimentos, de homens e mulheres, de religiosos, religiosas, de padres, de teólogos, teólogas que manifestaram a urgência de reformas na Igreja, em diversos sectores de vida, organização, ministérios e actividades. A divulgação das notícias, das análises e das propostas, a nível local e geral, alargou e aprofundou a consciência eclesial de muitos cristãos. Parece que essas iniciativas não encontraram muito eco na Cúria romana e nos últimos Papas. Por vezes serviram, até, para levantar, nas paróquias e nas dioceses, a suspeita de que se tratava de pessoas e grupos pouco católicos, de reduzido amor à Igreja, de falta de respeito pelos seus pastores e indignos de se reunirem nos espaços das congregações religiosas e das paróquias. Nenhum desses movimentos teve muito tempo para conferir o que este Papa estava a concretizar ou não, ao nível das reformas desejadas e formuladas. O próprio Papa não teve de esperar pela realização de algumas propostas e medidas que preconizou. Em seis meses de pontificado não aconteceu nada de extraordinário e aconteceu tudo o que é essencial. O Papa Francisco manifestou, por atitudes, gestos e palavras que deseja ser um homem cristão ao serviço de uma Igreja de todos – todos somos Igreja - que sirva o mundo a partir dos mais pobres e excluídos. Não fez um tratado acerca do que deve ser um papa, um bispo, um padre, um cristão no mundo de hoje. Começou por ser isso tudo, à vista de toda a gente.
Teve, com certeza, de se converter ao longo da vida – ainda se confessa, com verdade, um pecador – para matar as tentações de carreirismo eclesiástico e tornar-se um pároco simples que considera o mundo todo, de crentes e não crentes, como a sua paróquia. Perdeu a pose episcopal, cardinalícia, papal. As pessoas começaram a considera-lo da sua família, um amigo lá de casa. Um amigo incómodo que levanta questões aos instalados no dinheiro e no poder.
Foi à Sardenha dizer que o mundo tem um falso centro, o ídolo Dinheiro, que instala a cultura do descarte: descartam-se os idosos e os jovens, uns porque não podem trabalhar e outros porque não têm trabalho, condição da dignidade, pois significa levar pão para casa e amar.
Deus colocou, no centro do mundo, a mulher e o homem, a família humana. Para denunciar, de modo eficaz, o actual centro idolátrico do mundo, é preciso não ser ingénuo. Bastará a astúcia da serpente e a bondade da pomba?
Continuaremos a conversar com o amigo lá de casa.

29.09.2013

21 de outubro de 2013

Um miminho da Afrodite


Olhem aqui o miminho que a Afrodite me deixou lá no blogue e que eu só agora descobri.

Canibais



Uma equipa da RTP entra pela Amazónia dentro e encontra uma tribo. 
O chefe vem recebê-los, e o jornalista pergunta um pouco desconfiado:
 - Isto não é uma tribo de canibais? 
- De canibais? 
Não, não, estejam descansados que o último canibal que havia nesta tribo foi comido pela minha família na semana passada!

BOA SEMANA!!!

Carro novo



Um gajo compra um carro novo, e vai para a estrada para o testar, e puxar por ele. 
Ia o gajo a 170, quando vê uma placa: REDUZA A 100 KM. 
O tipo, começa a mandar vir, mas resolve obedecer à placa. 
Passados uns tempos vê - REDUZA A 50 KM. 
O gajo fica lixado, pois queria testar o carro novo e não podia. 
Passados mais uns tempos a placa - REDUZA A 20 KM. O tipo não via motivo nenhum para aquele limite de velocidade, até porque aquela estrada nunca tinha ninguém. 
Passados mais uns tempos vê a placa:
 Bem-vindo a REDUZA.

Nevoeiro



Estava um nevoeiro cerrado e um condutor não conseguia ver nada.
Então, ao ver umas luzes vermelhas de um carro pensou logo: 
Vou segui-las e assim não saio da estrada.
 A certa altura, o outro carro pára e como este ia muito perto do outro espeta-se pelo outro dentro. 
O motorista sai do carro aos berros: 
"Como é que o senhor faz uma travagem dessas sem fazer sinal nenhum??" 
"O quê? Ia fazer sinal dentro da minha garagem ??!!"

18 de outubro de 2013

Sabes do Celso?


Bom dia, é da recepção? 
Eu gostaria de falar com alguém que me 
desse informações sobre um doente internado. 
Queria saber se a pessoa está melhor ou se piorou...
 - Qual é o nome do doente?

- Chama-se Celso e está no quarto 302..
- Um momentinho, vou transferir a chamada 
para o sector de enfermagem...

- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes... O que deseja?

- Gostaria de saber a condição clínica do doente
Celso do quarto 302,por favor!
- Um minuto, vou localizar o médico de serviço.

- Aqui é o Dr. Carlos. Em que posso ajudar?

- Olá, doutor. 
Precisava que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
 - Só um momento que eu vou consultar a ficha do doente... 

Hummm! Aqui está: alimentou-se bem hoje, a pressão arterial e o pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado da monitorização 
cardíaca amanhã. 
Continuando bem, o médico responsável assinará a alta em três dias.
- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!
   - Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?

  - Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302! 
É que toda a gente entra e sai deste quarto e ninguém me diz porra nenhuma. 
Eu só queria saber como estou....

BOM FIM-DE-SEMANA!!