30 de junho de 2010

Ser cauteloso é uma virtude; ser medroso é um defeito.

Aconteceu o que temia.
E com os resultado que previa.
Carlos Queiroz resolveu ser "criativo", a selecção portuguesa perdeu o jogo e foi eliminada do Mundial.
Seguem em frente os espanhóis.
Com todo o mérito.
Carlos Queiroz, um teimoso incorrigível, começou a perder o jogo na constituição da equipa.
Insistiu em Ricardo Costa na lateral direita e David Villa fez o que lhe apeteceu do adaptado lateral português.
Pior, Ricardo Costa, já de cabeça perdida, acabou por ser expulso.
Insistiu em Pepe, porque é alto e forte, e o luso-brasileiro andou aos papéis com a velocidade do meio-campo espanhol, que nem é fisicamente forte, mas que é exímio a trocar a bola (o famoso tiki-taka).
E, mais uma vez, pediu a Ronaldo que andasse para trás e para a frente, de um lado para o outro, depois no meio.
Já li e ouvi toda a espécie de críticas a Ronaldo e à prestação do jogador do Real Madrid sempre que joga na selecção.
Será que sou só eu quem acha que o madeirense nunca jogu na posição dele, aquela em que jogava no Manchester (lembra-se Carlos Queiroz?) e joga no Real Madrid?
Ronaldo tem que jogar solto, nas alas, sem preocupações defensivas, procurando diagonais, espaço para o remate a para servir os seus companheiros.
Como tem jogado na selecção, aquilo que anda a fazer é a desgastar-se inutilmente.
Por muito menos, lembro-me de Figo ter declarado que, "se for para jogar assim, e para perder prestígio, prefiro renunciar à selecção".
Parecem-me de todo injustas as críticas dirigidas a Cristiano Ronaldo.
Ele será, de entre todos, o mais revoltado com as suas prestações na selecção.
E ontem, no final do jogo, já deu sinais dessa revolta.
Mas voltemos a Queiroz, à sua teimosia, aos seus disparates, aos seus fantasmas e medos.
Se o seleccionador começou a perder o jogo na constituição da equipa, confirmou a derrota com erros indesculpáveis.
Retirar do campo Hugo Almeida, para fazer entrar Danny, ainda mais quando Simão esteve "ausente", deu um sinal excelente a Del Bosque.
Se Portugal já era pouco ameaçador até então, a partir dali seria previsivelmente muito menos.
O seleccionador espanhol faz sair do campo o apagado Torres e faz entrar Llorente.
E a Espanha marca.
David Villa (pois, o tal....), 22 cm fora-de-jogo (falar nisto, apresentar vídeos, provas, é de um ridículo a toda a prova!!), marca na recarga a uma defesa do enorme Eduardo.
E Queiroz reage.
Manda entrar Liedson, fazendo sair Simão, e manda entrar Pedro Mendes para o lugar de Pepe (para quê? Para segurar o resultado?!).
E Portugal perdeu e foi afastado do Mundial.
Carlos Queiroz fala em cabeça levantada.
Só ele terá essa opinião.
Portugal fez quatro jogos.
Só num deles jogou para ganhar.
E ganhou.
E goleou.
Nos outros três, tentou não perder.
Perdeu um, ainda para mais o jogo do mata-mata.
Mais do que perder o jogo, e ser eliminada, a selecção nacional perdeu a entropia que tinha com o público, perdeu o entusiasmo, não tem uma liderança minimamente competente.
Quem foi que falou, há alguns anos, em varrer a porcaria da Federação?
Pois...
A apreciação aos jogadores fica para amanhã.

O verdadeiro hipocondríaco

Hipocondríaco é aquele tipo que vai ao médico e diz:

- Doutor, a minha mulher traiu-me há uma semana e ainda não me apareceram os cornos.

Será falta de cálcio?

Provocações a pessoas inteligentes (4)

O General Montgomery estava sendo homenageado, por ter vencido Rommel na batalha de África, na IIª Guerra Mundial.

Discurso do General Montgomery:

'Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói '

Churchill ouviu o discurso e retrucou:

' Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.'

Paraguaios nos quartos-de-final depois de um interminável bocejo

Paraguaios e japoneses foram protagonistas de mais um jogo chato, enfadonho, mal jogado, cheio de receios, feio, um daqueles jogos em se chega a ter o desejo de ver perder os dois.
Duas equipas medianas, nada habituadas a estas andanças, entraram em campo com uma mentalidade semelhante - "a jogar contra estes é possível ganhar e avançar; mas é uma vergonha perder; e perder pode significar deixar fugir uma oportunidade irrepetível".
Com este estado de espírito, o jogo tornou-se num espectáculo tão aborrecido que, a certa altura, as próprias claques das equipas se calaram para calmamente ver o que iria acontecer.
No fundo, exactamente o mesmo que os treinadores e jogadores estavam a fazer.
O que aconteceu foi um arrastar lento do cronómetro, primeiro até aos 90, depois até aos 120 minutos.
A emoção só chegou quando começaram os pontapés da marca de grande penalidade.
A passagem aos quartos-de-final ia decidir-se num pormenor, num lampejo de sorte ou de momentânea inspiração.
Os deuses fizeram a vontade aos técnicos e jogadores das duas equipas.
E os japoneses, que até se tinham revelado até então especialistas nos lances de bola parada, foram infelizes.
Komano acertou na barra, enquanto Cardozo pediu a Martino para bater e não vacilou.
O Paraguai chega aos quartos-de-final, é um bocadinho melhor que o Japão, mas não irá constituir obstáculo para os espanhóis.
Del Bosque pode começar já a preparar o jogo da meia-final.

Regresso aos anos oitenta (113)

Os imprescindíveis (43)

Hoje em destaque um dos melhores filmes que vi na minha vida, uma obra-prima inesquecível - On the Waterfront.
Realização de Elia Kazan, argumento de Budd Schulberg, interpretações notáveis de Marlon Brando, Karl Malden, Lee J. Cobb, Eva Marie Saint, Rod Steiger, banda sonora original de Leonard Bernstein.
Raramente se terá reunido tanto talento num filme.
O resultado tinha que ser fenomenal.
Uma sequência marcante no filme, e no cinema, com Brando
A música de Leonard Bernstein, aqui com  John Axelrod como maestro

29 de junho de 2010

O discurso é linear; a estratégia e a composição da equipa também?

O discurso de Carlos Queiroz relativamente ao jogo de hoje, está a ser o mais linear, obectivo e simples possível.
A selecção portuguesa vai tentar ganhar o jogo, atingir os quartos-de-final do Mundial, vai jogar com algumas cautelas, de forma inteligente, sabendo que terá que ser melhor do que foi nos outros jogos até agora disputados.
Mais concreto que isto não era possível.
Gostei do discurso.
Como vai ser na prática?
Confesso que tenho algum receio que Carlos Queiroz queira ser "criativo" como tanto gosta.
Sobretudo depois de ler as notícias que dão conta das dúvidas acerca da composição do onze titular.
Se Eduardo, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Meireles e Ronaldo estão praticamente confirmados, ainda há muitos "ses" que me deixam inquieto.
Começam no lateral direito - Queiroz já experimentou Paulo Ferreira, Miguel e Ricardo Costa.
Não está a pensar testar agora Rolando, pois não??
Já ouvi toda a espécie de palpites (Paulo Ferreira porque defende melhor; Miguel porque joga em Espanha; Ricardo Costa porque Villa e Torres são muito perigosos).
Que tal escolher entre Paulo e Ferreira e Miguel? Não é por mais nada, é porque aquela é a posição natural de qualquer um deles.
Dúvidas que se estendem ao meio-campo.
Continuará Pepe na posição "6", porque é alto, joga em Espanha, conhece bem os adversários?
Ou será Pedro Mendes, ele sim um verdadeiro "6"?
Aí vai o meu bitaite - em coerência com o que tem sido o meu raciocínio, que tal Pedro Mendes, mais rotinado, melhor fisicamente, mais habituado a jogar naquele lugar?
Nova dúvida - agora que Deco está recuperado, será ele a jogar ou Tiago manterá a confiança do seleccionador?
Bitaite - Tiago merece jogar. Fez um grande jogo contra os coreanos, um bom jogo contra o Brasil, está melhor fisicamente, forma uma excelente dupla com Meireles.
E passamos às dúvidas no sector ofensivo da equipa.
Ronaldo joga. Em que posição?
Bitaite - obrigar Ronaldo a jogar como um falso número "9" é um disparate descomunal.
O CR7 fica de costas para a baliza, não pode ter aquelas arrancadas nas quais é especialista, leva imensa pancada, não pode criar e distribuir jogo.
Escolha um de entre a dupla Hugo Almeida (mais peitudo) e Liedson (com maior mobilidade), senhor seleccionador.
Última dúvida - Simão ou Danny?
Acho que só Carlos Queiroz vê algo de especial em Danny.
Pessoalmente, julgo que não tem categoria para jogar nesta selecção.
Muito menos a este nível.
Ainda para mais quando está em deficientes condições físicas.
Há alguma dúvida acerca do meu bitaite? Simão, obviamente.

Resumindo, e concluindo, é esta a minha equipa:

Eduardo

Paulo Ferreira ou Miguel; Bruno Alves; Ricardo Carvalho; Fábio Coentrão

Pedro Mendes

Tiago; Meireles

Simão; Hugo Almeida ou Liedson; Cristiano Ronaldo

Com uma equipa assim, mesmo estando do outro lado a poderosa Espanha, o campeão da Europa, acredito que podemos conseguir o apuramento.
Com "invenções" e "criatividade" queirosiana, tenho sérias dúvidas e receios.

Provocações a pessoas inteligentes (3)

Telegramas trocados entre o dramaturgo Bernard Shaw e Churchill.

Convite de Bernard Shaw para Churchill:

"Tenho o prazer e honra convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação minha peça Pigmaleão.

Venha e traga um amigo, se tiver."

Bernard Shaw.

Resposta de Churchill: "Agradeço ilustre escritor o honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver."

Winston Churchill.

Dois jogaços em perspectiva nos quartos-de-final

A confirmação do apuramento dos holandeses e dos brasileiros, mais do que previsível, faz perspectivar dois jogos fantásticos nos quartos-de-final deste Mundial.
Dois jogos que se pensava poderiam muito bem acontecer numa fase mais adiantada da prova. Inclusivamente na final.
Os duelos entre Argentina e Alemanha, e Brasil e Holanda, têm tudo para ser jogos fantásticos.

Os holandeses apuraram-se graças a uma vitória tranquila frente a uma débil Eslováquia.
Com Arjen Robben de volta à equipa, os holandeses nunca forçaram muito o ritmo, tiveram períodos até de algum alheamento e deslumbramento (o grande defeito da selecção holandesa), mas ultrapassaram facilmente uma selecção eslovaca que só se lembrou do jogar, e arriscar, quase no fim do jogo.
A selecção holandesa tem o perfume do futebol da laranja mecância, perfume que se acentua com a presença de Arjen Robben na equipa.
O primeiro golo é a imagem de marca do genial jogador holandês.
A bola colada ao pé esquerdo, a diagonal da direita para o meio, o remate com o mesmo pé esquerdo para o lado direito do guarda-redes.
Genial também o passe de Wesley Sneijder, ele que viria marcar o segundo golo aproveitando uma desatenção colectiva dos eslovacos (guarda-redes incluído).
Pelo meio, os holandeses poderiam ter resolvido o jogo bem mais cedo.
O maior obstáculo para que tal não se concretizasse foi o guarda-redes eslovaco Jan Mucha.
O mesmo que, com a saída extemporânea da baliza, permituiu o segundo golo holandês.
Do outro lado, Maarten Stekelenburg estava a ter uma tarde absolutamente tranquila até receber dois remates tremendos no espaço de dois minutos, aos quais respondeu com duas grandes defesas.
Na jogada do penálti, que permitiu a Vittek marcar o seu quarto golo no torneio e igualar Higuain, a última jogada do encontro, fico com sérias dúvidas se Maarten Stekelenburg tocou no jogador eslovaco.
Os holandeses estão nos quartos-de-final, vão defrontar o Brasil, num jogo que se prevê possa mostrar o melhor futebol que se está a jogar neste Mundial.
E com alguns dos melhores executantes em campo.
Sim, que do outro lado está uma equipa brasileira, muito "europeia", com grandes jogadores, que ontem goleou facilmente o Chile (3-0).
Os brasileiros não jogam aquele futebol que encantou o Mundo em 1982, são mais competitivos, mais pragmáticos, mais frios e calculistas, mas continuam a jogar um grande futebol e têm jogadores fantásticos.
Ontem, os golos de Juan e Luís Fabiano (35 e 38 minutos) sentenciaram o jogo.
Robinho fechou as contas logo perto da hora de jogo e fez uma exibição extraordinária, ele que não tinha jogado contra Portugal.
E, com Kaká na equipa, o jogo brasileiro é realmente diferente.
Os brasileiros têm uma equipa fantástica, mas aquela defesa terá que melhorar muito para poder parar Robben, Sneijder, Van Persie e Kuyt.
Se não o fizer, os brasileiros poderão provar o veneno holandês.
Que tem sido letal (os holandeses ganharam os jogos todos neste Mundial)

Regresso aos anos oitenta (112)

Os imprescindíveis (42)

Não é tarefa fácil escolher alguns filmes de entre aqueles que Elia Kazan realizou para aqui destacar.
Gosto de tantos.
Mas vou deixar apenas aqueles que acho realmente imprescindíveis, como o próprio título do post indica.
E começo com A Streetcar Named Desire, o primeiro filme que marca a colaboração entre Elia Kazan e Marlon Brando, um dos actores que lançou e que se tornou um dos seus fêtiches.
Um filme extraordinário, uma adaptação da peça com o mesmo nome, de Tennessee Williams, o qual foi um dos argumentistas do filme, juntamente com Oscar Saul.
Uma realização brilhante de Elia Kazan, como brilhantes são as interpretações de Vivien Leigh, Marlon Brando, Kim Hunter e Karl Malden.
A banda sonora, de Alex North, é também ela notável.
Um momento único com Marlon Brando e Vivian Leigh

28 de junho de 2010

Recuperação de créditos

Provocações a pessoas inteligentes (2)

Quando Churchill fez 80 anos um repórter com menos de 30 anos foi fotografá-lo e disse:

- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.

Resposta de Churchill:

- Por que não ? Você parece-me bastante saudável

Bom futebol e maus árbitros

Não será difícil prever que se vai falar durante muito tempo dos jogos de ontem dos oitavos-de-final deste Mundial sul-africano.
Sobretudo pelos piores motivos, isto é, por causa de duas arbitragens sem categoria, que tiveram influência directa no resultado dos jogos.

Gary Lineker tinha razão - no fim, ganha a Alemanha.
Ontem ganhou, goleou, mas a Inglaterra não merecia tão pesado castigo (4-1) e foi atraiçoada por um erro estúpido do árbitro Jorge Larrionda.
Num grande jogo de futebol, entre duas grandes equipas, com grandes jogadores, destoou uma equipa de arbitragem absolutamente vulgar e que conseguiu o que nenhuma equipa de arbitragem devia conseguir - assumir protagonismo.
A selecção alemã entrou muito forte, a jogar um futebol largo, vistoso, rápido, acima de tudo letal.
Os golos de Klose e Podolski deram expressão ao domínio exercido.
Quando se pensava que estaria encontrado o vencedor do jogo, os ingleses reagem, marcam por Matthew Upson, ele que até tinha ficado muito mal na fotografia nos dois golos alemães.
Dois minutos depois, Franck Lampard tem um remate genial, um chapéu perfeito a Neuer, a bola bate na trave, ultrapassa o risco em mais de meio metro, volta para fora, e Jorge Larrionda, e o seu assistente, ficam a assobiar para o lado.
Só eles não terão visto o claríssimo golo dos ingleses.
As equipas vão para intervalo com um claro odor a injustiça no ar.
Os ingleses entram forte, vão para cima dos alemães, Lampard vê a trave da baliza de Neuer devolver-lhe outro excelente pontapé, e, quando tudo parecia indicar que o empate estaria próximo, um contra-ataque perfeito dos alemães, repõe a vantagem de dois golos.
Mais, faz mossa no ânimo dos ingleses.
Meio aturdidos com o golo de Thomas Mueller, os ingleses estavam ainda a tentar recompor-se, quando o mesmo jogador, na sequência de outro contra-ataque perfeito, recebe a bola de Ozil (grande jogador) e acaba com o jogo.
Daí até final, apenas algumas tentativas dos ingleses para minorar a maior derrota de sempre em Mundiais, pontuadas com os terríveis contra-ataques dos alemães.
Mas já se percebiam os festejos do lado alemão e a resignação do lado inglês.
Os alemães são uns justos vencedores, os ingleses foram castigados em demasia, e a pergunta vai permanecer por muitos anos - e se o árbitro validasse o golo de Lampard? Como seria então a história do jogo? 
No outro jogo de ontem, foi um italiano o protagonista.
Roberto Rosetti resolveu imitar o seu colega sul-americano e validou um golo de Tevez em claro fora-de-jogo.
O golo que abriu o caminho à vitória da Argentina sobre o México.
Os mexicanos até tinham entrado melhor no jogo, estavam a ameaçar a baliza argentina, já tinham atirado uma bola ao ferro por Salcido, até chegar o tal golo de Tevez.
Os argentinos animam com o golo, os mexicanos desorientam-se, Higuain e Tevez aumentam a vantagem da selecção argentina, e o México só consegue o golo de honra por intermédio de «Chicharito» Hernandez.
Mais uma vez, os argentinos tiveram um prémio merecido, mas a pergunta fica - como seria o jogo sem aquele golo irregular?
Esperemos que o escaldante Argentina-Alemanha seja notícia só pelo bom futebol das equipas, pelos grandes jogadores que ambas possuem nos seus quadros.
Para ouvir constantemente falar de árbitros já chega o campeonato português.

Mas os ingleses já se vingaram.  A "vítima" foi o selecionador alemão.
Aqui.

Regresso aos anos oitenta (111)

Os imprescindíveis (41)

A retrospectiva dedicada a James Dean acaba com o primeiro filme que o actor protagonizou, o único que ainda foi lançado no circuito comercial com o actor vivo - East of Eden, realizado por Elia Kazan, argumento baseado na obra homónima de John Steinbeck, protagonizado por  Julie Harris, James Dean, Raymond Massey, Burl Ives, Richard Davalos e Jo Van Fleet.
O filme hoje em destaque é o pretexto perfeito para, a partir de amanhã se destacar um realizador fundamental - Elia Kazan.
Uma curiosidade

27 de junho de 2010

Regresso aos anos oitenta (110)

A música hoje em destaque é dedicada a um tipo bestial, um gajo do caraças!!
EU!!

Os imprescindíveis (40)

Depois do destaque dado a um realizador, o destaque, rápido como foi a sua vida ('Live Fast, Die Young and Leave a Good-looking Corpse'), para um actor que se tornou um mito.
Já presente no filme destacado ontem, James Dean saltou para a fama em Rebel Without a Cause, um filme realizado por Nicholas Ray, com argumento adaptado dos estudos do psiquiatra Robert M. Lindner -  Rebel Without A Cause: The Hypnoanalysis of a Criminal Psychopath.
O retrato do confronto de gerações e da decadência moral de uma América em desagregação, interpretados por James Dean, Natalie Wood e Sal Mineo.
James Dean e Natalie Wood (Love is in the air)

Navegação à vista leva os portugueses até Espanha, e a Lei Bosman ajuda a explicar as surpresas e desilusões

Vem aí o mata-mata.
E começa com a Espanha atravessada no caminho de Portugal.
Portugal que ontem apresentou defeitos e qualidades, praticamente na mesma proporção, no empate (0-0) com om Brasil.
O seleccionador português resolveu ser "criativo" novamente.
Ricardo Costa foi o terceiro jogador a ser testado na posição de lateral direito.
A ideia era travar as investidas de Robinho (faz diagonais partindo da linha para o meio), mas o brasileiro nem do banco saíu.
Quem jogou foi Nilmar, que fez a cabeça de Ricardo Costa em água.
Também não ajudou ter à frente um esquerdino (Duda) claramente deslocado e sem categoria para jogar na selecção portuguesa.
Categoria que é algo que Danny também não tem.
Falta Pepe, claramente fora de forma (quem está seis meses sem jogar....) e nervoso.
Valha-nos a segurança e calma de Eduardo, Ricardo Carvalho e Bruno Alves, a raça sem fim do puto Fábio Coentrão (que jogador se tornou este garoto!!), o trabalho de sapa de Maireles, Tiago, Ronaldo (um profissional a sério para andar naquela missão de sacrifício), mais tarde ajudados por Pedro Mendes, Simão (muito bom jogo) e Miguel Veloso.
E a pouca inspiração dos brasileiros.
Portugal jogou para não perder (outra vez!), mas o Brasil também não teve arte nem engenho para ganhar.
Sem Kaká, os brasileiros fizeram um jogo muito previsível, lento, aborrecido.
Dunga queixa-se de quê, ou de quem?
Num dos jogos mais fracos deste Mundial, o resultado tinha que ser o 0-0.
Até porque, se há uma grande qualidade que esta selecção portuguesa apresenta é ser excelente no processo defensivo.
E o que se temia, e previa, aconteceu.
A Espanha ganhou ao Chile e vai agora ser o adversário de Portugal nos oitavos-de-final.
Os golos de David Villa e Iniesta colocaram os espanhóis no caminho de Portugal.
As invenções, e o calculismo, de Carlos Queiroz, deram nisto.
Fica o Brasil a rir porque vai defrontar uma selecção do Chile claramente bem mais acessível que os espanhóis.
Castigo merecido (a eliminação) para os suíços, que não foram além do empate com as Honduras (0-0).
Duas equipas muito fracas que não mereciam a passagem à fase seguinte.
O jogo de ontem confirmou as debilidades de ambos e o mais que merecido regresso a casa.
Castigo que os marfinenses também fizeram por merecer.
A vitória (3-0) sobre os norte-coreanos (a selecção mais débil presente neste Mundial) constituiu apenas um prémio de consolação.


Terminada a primeira fase, às grandes desilusões França e Itália, juntou-se a desilusão colectiva africana (o Gana é a honrosa excepção), a ascenção sul-americana e da zona da CONCACAF (México e Estados Unidos), bem como a confirmação do potencial dos gigantes asiáticos (Coreia do Sul e Japão).
Se formos procurar as razões para este cenário, é bom olharmos para uma decisão do Tribunal Europeu, favorável a um obscuro futebolista belga (Marc Bosman), que, na sequência do principio da livre circulação dos cidadãos no espaço da União, alargou e aplicou o mesmo ao futebol.
Sem discutir os méritos de tal decisão, o que resultou da mesma foi a possibilidade de os clubes se apresentarem, tantas vezes, sem quaisquer jogadores nacionais nas principais equipas.
Especialmente nas principais equipas, nas que têm maior potencial financeiro. 
Basta olhar para Inglaterra e Itália para facilmente se detectar tal fenómeno.
Não surpreende assim que, ingleses e italianos, se apresentem com grandes dificuldades de renovação dos quadros das suas selecções.
O mesmo que acontece com os franceses, mas estes em sentido oposto.
Os franceses tornaram-se exportadores de jogadores, perderam o sentido de colectivo, não têm um líder dentro campo (um Platini ou Zidane), e também não têm um líder no banco.
Portugal é "vítima" dessa tendência apenas em posições específicas do campo.
O ponta-de-lança, a posição "6", o lado esquerdo da defesa (a adaptação de Coentrão, sendo um sucesso, não deixa de ser uma adaptação).
Na Europa, a grande excepção a esta tendência é a Espanha.
Atrai os melhores jogadores do Mundo mas vai continuando a formar e a lançar grandes jogadores.
Isto para já não falar nas escolas holandesa e alemã.
Curioso é verificar que as ondas da "Lei Bosman" se espalharam pelo Mundo.
As portas dos grandes clubes europeus abriram-se a jogadores das Américas, muitos deles descendentes dos antigos colonizadores europeus e, como tal, detentores de passaporte europeu.
Sendo detentores de passaporte europeu, não são contabilizados como estrangeiros e abrem as portas aos jogadores africanos e asiáticos.
Crescem as opções, e a experiência, nos continentes americano, africano e asiático, ao mesmo tempo que minguam no espaço europeu.
E começam, como acontece sempre nestas situações, a ouvir-se algumas vozes a apelar ao proteccionismo e ao regresso à obrigatoriedade de as equipas europeias terem nos seus quadros um número mínimo de jogadores nacionais.
Algo que, confesso, não sei como se vai poder compaginar com o princípio de liberdade de circulação de pessoas no espaço da União Europeia que esteve na base da "Lei Bosman.

26 de junho de 2010

Regresso aos anos oitenta (109)

Os imprescindíveis (39)

O filme hoje em destaque foi o último protagonizado por James Dean.
Realizado por George Stevens, com um argumento adaptado da obra de Edna Ferber, com um elenco fabuloso - Elizabeth Taylor, Rock Hudson e James Dean, com a participação de Carroll Baker, Jane Withers, Chill Wills, Mercedes McCambridge, Dennis Hopper, Sal Mineo, Rod Taylor e Earl Holliman.

25 de junho de 2010

Navegar é preciso

O título, conhecido,  é retirado da obra poética de Fernando Pessoa.
Serve de motto para o que se espera hoje da selecção portuguesa - que navegue, que seja audaz, que tente desbravar caminhos.
Sempre com perícia, com atenção, com inteligência, porque os perigos espreitam de todos os lados.
Que Pessoa, que inspirou os brasileiros também, inspire os portugueses, "Os Navegadores", para que seja vencida mais uma tormenta.
Só uma conjugação de resultados verdadeiramente apocalíptica é que evitaria o apuramento da selecção portuguesa.
Ainda assim, e nunca fiando.....
A equipa (mais que) provável:

Eduardo

Paulo Ferreira;Bruno Alves;Ricardo Carvalho;Fábio Coentrão

Pepe

Tiago; Meireles

Ronaldo;Liedson;Duda

Carlos Queiroz aposta na qualidade defensiva de Paulo Ferreira (superior à de Miguel); em Pepe para susbstituir o "amarelado" Pedro Mendes e dar mais peso e altura ao meio-campo português, ao mesmo tempo que o luso-brasileiro poderá também funcionar muitas vezes como terceiro central (resta saber qual a condição física do jogador que está parado há mais de seis meses....); em Liedson para substituir o também amarelado Hugo Almeida e para dar maior mobilidade ao ataque português; em Duda, em detrimento de Simão, porque daquele lado há Maicon e, previsivelmente, Daniel Alves; mas mantém Cristiano Ronaldo, apesar do amarelo, porque, sem o CR7, a zona de finalização ficaria reduzida à quase insignificância.
Algumas apostas arriscadas.
No papel até parecem fazer sentido.
Na prática....tenhamos fé que sim.

Italianos no último lugar do Grupo no dia em que os japoneses deixaram a Dinamarca para trás

Ao 14º dia deste Mundial, confirmou-se a decepcionante campanha italiana, o esperado apuramento do Paraguai, a excelência dos holandeses, as decepções Camarões e Dinamarca, a honra da selecção neo-zelandesa, e as surpresas Japão e Eslováquia.

A selecção italiana, campeã do Mundo em título, imitou a França de 1998 e conseguiu a proeza de, num Grupo aparentemente acessível, ser eliminada, não ganhar um único jogo, e ficar no último lugar.
A derrota perante a Eslováquia (3-2) só veio confirmar as fraquezas desta débil selecção de Lippi, a qual, pasme-se!!!, nem defender sabe.
Orfãos dos grandes craques de tempos recentes (Baggio, Del Piero, Totti), os italianos ficaram sem Pirlo (lesionado) e o futebol da squadra azzurra foi sempre algo de muito confuso, sem um fio de jogo claro, com intérpretes de segunda categoria.
Até a célebre qualidade defensiva dos italianos esteve totalmente ausente neste Mundial.
Com Buffon a jogar apenas a primeira parte do primeiro jogo, e Fabio Cannavaro demasiado preso de movimentos, pesado, sem capacidade de liderança, a equipa italiana foi sempre uma equipa na qual os defesas não confiavam muito no guarda-redes, que também não confiava na defesa que tinha à frente, defesas que também não confiavam muito em si próprios e nos parceiros de sector, que não tinham ali uma voz de comando, que também não existia naquele meio-campo curto de ideias, o qual nem auxiliava a defesa nem alimentava um ataque muito débil, sem classe.
Está explicado o tombo italiano.
Outras explicações, relacionadas com os efeitos da Lei Bosman, ficarão para outra oportunidade.
Os eslovenos jogaram q.b., formam uma selecção pouco mais que vulgar, mas passam aos oitavos-de-final.
Dois golos de Vittek e um de Kopunek para os eslovacos, com De Rossi e Quagliarella a marcarem para os italianos, num jogo que teve um final dramático, um lance polémico, mas que marca o merecido adeus italiano ao Mundial africano.
No outro jogo do Grupo o Paraguai confirmou a esperada passagem aos oitavos-de-final após o empate (0-0) com a Nova Zelândia.
Num jogo muito fraco, enfadonho, sonolento, destaque para os neo-zelandeses que conseguiram o terceiro empate em outros tantos jogos, isto com uma selecção próxima do amadorismo (o capitão de equipa não tem clube, algo que deve ser inédito num Mundial).
Destaque também para Mark Paston, o guarda-redes neo-zelandês, ele sim a revelar alguma qualidade.
Finalmente, uma nota para a pobre exibição de Cardozo.
Enquadrou-se bem no jogo, tem que se admitir.
Os paraguaios vão defrontar os japoneses e este é mesmo um daqueles em que......adivinharam! prognósticos, só no fim do jogo.
Sim, que o Japão tem uma equipa muito forte, uma selecção cheia de vontade de ser feliz, com bons jogadores (Honda é craque!!), que não me surprenederia nada se deixasse os paraguaios pelo caminho.
Foi o que aconteceu ontem à Dinamarca, a tal selecção que tinha ganho o Grupo de apuramento em que estava incluído Portugal, depois da derrota por 3-1.
Dois golaços de livre, marcados por Kaisuke Honda e Yasuhito Endo, a Dinamarca reduziu por Tomasson na marcação de um grande penalidade, mas o Japão repôs a vantagem de dois golos com um golo marcado por Okazaki.
Atenção aos "samurais", os quais, juntamente com os sul-coreanos, demonstram que também se sabe jogar futebol na Ásia.
Cada vez mais.
Se na Ásia se vai jogando melhor, na África passa-se o contrário.
A selecção dos Camarões confirmou essa péssima prestação africana (esperemos que a Costa do Marfim lhe dê seguimento....), com mais uma derrota, esta perante a excelente Holanda.
Os camaronenses estão, como a maioria das selecções africanas, cheios de vedetas endinheiradas, aburguesadas, com os bolsos demasiado pesados para poderem jogar futebol.
Etoo ainda tenta (foi ele que marcou os dois golos dos camaronenses neste Mundial) mas não pode fazer nada sozinho, como é óbvio.
Do outro lado, uma selecção que fez o pleno (imitando a Argentina), que ganha jogos com a mesma naturalidade com que os seus jogadores respiram, que tem um quadro de soluções fabuloso, agora aumentado com a recuperação de Robben (jogou um bocadinho e deu origem ao golo de Huntellaar). 
Os holandes vão defrontar os eslovenos e, se ainda resta alguma lógica neste Mundial (será??), facilmente serão apurados para os quartos-de-final.

Regresso aos anos oitenta (108)

Os imprescindíveis (38)

Realizado por George Stevens, com argumento baseado na obra literária e na peça teatral An American Tragedy, de  Theodore Dreiser, interpretado por  Montgomery Clift, Elizabeth Taylor, Shelley Winters e Anne Revere, A Place in the Sun é outro dos filmes obrigatórios, aquele que, de entre a filmografia de George Stevens terá alcançado maior sucesso comercial e junto da crítica.
Elizabeth Taylor e Montgomery Clift num momento extraordinário

24 de junho de 2010

Multidão aguarda ansiosamente a inauguração da estátua de José Sócrates

Pérolas do jornalismo em Portugal (7)

Alemães e ingleses defrontam-se nos oitavos e já se sabe que do conjunto Uruguai, Coreia do Sul, Estados Unidos ou Gana vai sair um semi-finalista

O 13º dia do Mundial deixou algumas certezas - os apurados para os oitavos-de-final saídos dos grupos C e D, e um conjunto de quatro selecções, candidatas a coisa nenhuma à partida para este Mundial, do qual saírá um dos semi-finalistas (Uruguai, Coreia do Sul, Estados Unidos ou Gana).

Na última jornada do Grupo C, a Inglaterra renasceu das cinzas e venceu uma Eslovénia (1-0)exclusivamente preocupada em olhar para o que se passava no outro jogo.
Os ingleses dominaram o jogo, marcaram por Defoe, e seguem para os oitavos-de-final.
Finalmente, os ingleses apresentaram um futebol vistoso, podiam ter marcado por mais vezes, isto tudo frente a uma fraca selecção eslovena, confiante no empate no outro jogo do Grupo que lhe permitisse o acesso à fase seguinte.
O sonho esfumou-se aos 91 minutos do jogo entre os Estados Unidos e a Argélia.
Os ingleses vão agora defrontrar os alemães num jogo que deixará fora deste Mundial uma das selecções que era favorita à partida.
No outro jogo do Grupo, os Estados Unidos garantiram o primeiro lugar ao derrotarem a Argélia (1-0) com um golo já em período de descontos.
Com Bill Clinton nas bancadas, os americanos mostraram bom futebol, uma atitude fantástica, uma vontade incrível de ganhar o jogo, uma confiança inabalável que iam conseguir ganhá-lo.
E conseguiram, merecidamente, com um golo de Donovan (excelente jogador) aos 91 minutos.
Antes disso, já o árbitro tinha invalidado (mal!!) um golo aos americanos.
Depois do erro no jogo com a Eslovénia, agora algo de semelhante contra a Argélia.
Os argelinos ficaram no último lugar do Grupo porque são realmente uma selecção muito fraca.
Os americanos merecem a passagem e são agora um dos candidatos à presença nas meias-finais.
Nos oitavos-de-final, os americanos vão encontrar os ganeses, excepção à hecatombe africana, seleção que, pese embora ter perdido com a Alemanha, se apurou em virtude da derrota da Sérvia frente à Austrália.
Os alemães ganharam por 1-0, golaço de Ozil, num jogo que confirmou a grande fraqueza da selecção ganesa - um índice de aproveitamento ridículo.
Vem aí o embate de titãs (Alemanha - Inglaterra) e há uma equipa africana nos oitavos-de-final (a falhar golos assim, não passará desta fase certamente).
A presença do Gana na fase seguinte, foi conseguida muito à custa da derrota da Sérvia perante a Austrália (2-1).
Um jogo com uma arbitragem polémica, que irritou Radomir Antic, seleccionador sérvio que devia estar irritado consigo próprio, e com os seus jogadores, por jogarem a pensar no resultado do outro jogo.
Os australianos, ao contrário, jogaram para ganhar.
E conseguiram-no.
Os golos de Cahill e Holman (golaço!!), aos quais responderam os sérvios com um golo de Pantelic, apenas confirmaram a vitória da Austrália no jogo, e a eliminação das duas selecções em confronto ontem.

Relojoaria de luxo

A última marca em destaque, aquela que fecha esta rubrica, é uma das mais reputadas na relojoaria actualmente - Zenith.
A Zenith SA é uma manufactura suíça, fundada em 1865 por Georges Favre-Jacot, e sedeada em Le Locle, Cantão de Neuchâtel.
Com uma reputação ganha à custa da qualidade e precisão dos seus relógios, a Zenith conseguiu 1565 primeiros prémios no domínio da precisão até à data.
A marca é uma das poucas que concebe e fabrica os seus próprios movimentos mecânicos, o Elite e El Primero como grandes referências.
Desde Novembro de 1999, é uma das marcas que pertecem os Grupo LVMH, o grupo da marca Louis Vuitton, juntando-se a outras marcas no departamento de relojoaria e joalharia da LVMH.
Como sempre, alguns modelos e preços:
O Grande Class El Primero, aqui em caixa de ouro rosa (44mm), movimento automático, preço na ordem dos 18 500 euros.



O Elite Automatique Centrale Second, também em caixa de ouro rosa, também equipado como movimento automático, um preço na ordem dos 14 000 euros.



O Grande Class Tourbillon Concept, equipado com o movimento automático El Primero, turbilhão, caixa em ouro branco, um preço na ordem dos 165 000 euros.



Regresso aos anos oitenta (107)

Os imprescindíveis (37)

Um filme mítico, um Western que percorreu gerações e apaixonou os amantes do cinema, realizado por George Stevens (a sua obra vai estar em destaque nos próximos dias), com argumento de A.B. Guthrie Jr., baseado no roance homónimo de Jack Schaefer, interpretado por Alan Ladd, Jean Arthur,Van Heflin, Brandon De Wilde e Jack Palance.
Shane.
O inesquecível final do filme

23 de junho de 2010

Estado civil - conselho útil

Oportuna a chamada de atenção... de um amigo.

Respeitando as opiniões e modos de vida de cada um, a minha consciência dita-me que, a partir de agora, ao preencher qualquer questionário ou ficha, ao ser inquirido sobre o meu estado civil, vou passar a acrescentar:

*Estado civil *: Casado com uma mulher ...

O fiel mordomo

Um Conde, muito surdo, chegou à sua mansão.

O mordomo, atenciosamente, abre-lhe a porta, baixa a cabeça e reverencialmente saúda-o:

- Entra, filho de uma grande puta! De onde vem o senhor Conde com essa cara de mariconço?

Ao que o Conde, sorridente, lhe responde:

- De comprar um aparelho auditivo ...

O norte-coreano que queria beber 7 Up

O Devaneios divulga, em rigoroso exclusivo, a identidade do norte-coreano que foi castigado porque queria beber 7 Up no final do jogo com Portugal







Pérolas do jornalismo em Portugal (6)

No dia em que os franceses fazem as malas, Argentina e México, e Coreia do Sul e Uruguai, vão encontrar-se nos oitavos-de-final

Já se conhecem dois dos jogos dos oitavos-de-final do Mundial da África do Sul - Argentina/México e Uruguai/Coreia do Sul.
Isto, no mesmo dia em que o patético, e efeminado, treinador françês, voltou a estar nas páginas dos jornais pelos piores motivos e em que a África do Sul se tornou na primeira selecção do país organizador de um Mundial e não ser qualificada para a 2ª fase.

No Grupo A, uruguaios e mexicanos seguem, muito justamente, para a fase seguinte.
Foram as duas melhores equipas do Grupo e merecem o apuramento.
No jogo que ontem os opôs, um jogo muito vivo e muito bem disputado, os uruguaios ganharam (1-0), merecem a vitória, que lhes dá o primeiro lugar do Grupo (7 pontos), e evitam defrontar a temível Argentina nos oitavos-de-final.
O jogo foi equilibrado, mas o golo de Luiz Suárez, o craque do Ajax, coloca alguma justiça no marcador.
Os uruguaios são melhores, têm uma belíssima equipa, bons jogadores (grande jogo de Forlan e Fucile) e vão agora defrontar os coreanos nos oitavos-de-final.
Aposto na passagem dos uruguaios.
Os mexicanos vão defrontar os argentinos e deverá terminar aí a aventura dos "Aztecas", os quais se apuraram por terem melhor diferença de golos que os sul-africanos.

O outro jogo do Grupo foi o epílogo da tragi-comédia que foi a participação da selecção francesa neste Mundial.
Derrota perante a África do Sul, com Hugo Lloris a sofrer um golo estúpido, mas a evitar males maiores, Gourcuff a ser expulso, e, para terminar em beleza, Domenech a recusar cumprimentar Carlos Alberto Parreira.
Os golos de Khumalo e Mphela ainda fizeram os sul-africanos alimentar uma ténue esperança de não ficarem na história como a primeira selecção do país organizador a não passar a 1ª fase.
O golo de Florent Malouda, se é que ainda havia realmente esperanças, liquidou-as de vez.
No que se refere a Domenech, bem a propósito lembrado por um amigo, aconselho-o a recordar Brassens - "quand on est con ( le temps ne fait rien à l'affaire )"



No Grupo B, os argentinos fizeram o pleno e os sul-coreanos fazem-lhes companhia nos oitavos-de-final.
A selecção da Argentina é claramente uma das favoritas a ganhar este Mundial.
Grandes jogadores, grandes craques!, um futebol muito bonito, muito atractivo, eficaz, que ainda dá para procurar encantar plateias e fazer Messi (bem que o Fabrizio dizia que "a Pulga" parece que tem rodinhas nos pés!) marcar o golo que lhe falta.
Ontem, apesar de muito ter tentado, não marcou.
Marcaram Demichelis e Palermo, "el loco".
Os argentinos vão defrontar os mexicanos nos oitavos-de-final e estou convencido que podem ir pensando no adversário dos quartos-de-final antecipadamente.
Para a Grécia, o jogo de ontem confirmou o fim de uma geração de jogadores que conseguiram sagrar-se campeões da Europa e estar em dois Mundiais.

Boa surpresa, a selecção sul-coreana, que se apurou juntamente com os argentinos.
Empate (2-2) com a Nigéria, os sul-coreanos seguem para os oitavos-de-final, e os nigerianos juntam-se ao rol de decepções das equipas africanas neste Mundial.
Uche e Jung Soo Lee marcaram na primeira parte; Chu-Young Park e Yakubu na segunda.
Os sul-coreanos vão agora defrontar o Uruguai e não acredito que consigam mais do que a façanha de se qualificarem, pela segunda vez, para os oitavos-de-final de um Mundial.

Relojoaria de luxo

Se há génios em todas as artes, na relojoaria, Vincent Calabrese será certamente uma personalidade em destaque nessa galeria restrita.
Vincent Calabrese é um auto-didacta que, apaixonado pela relojoaria, resolveu revolucionar o panorama existente, algo que vem fazendo desde 1977.
Dos poucos relojoeiros que consegue criar um movimento inteiramente manufacturado, Vincent Calabrese vai mais longe e cria esses movimentos em ouro e, único no Mundo, em platina.
Mais, os movimentos dos relógios, visíveis através do cristal de safira dos dois lados, podem tomar a forma que o comprador desejar (um animal, um monumento, a inicial do nome do comprador).
Os relógios criados por Vincent Calabrese possuem movimentos de carga manual e, na sua grande maioria, os preços são "on demand".
O que se compreende.
O comprador escolhe o relógio, a forma do movimento, se quer que o mesmo seja manufacturado em ouro ou platina (sublinho que só Calabrese utiliza platina nos seus movimentos), e tem que pagar por isso.
Sedeado em Lausanne, Suíça, um dos fundadores da Horological Academy of Independent Creators, Vincent Calabrese é um génio no universo da relojoaria.
Alguns modelos (preços on demand):
O Tourbillon, com movimento em ouro




Também com movimento em ouro, personalizado com a incial do comprador, este modelo da colecção Personelles



Este modelo, Baladin, nº 1, não o descrevo eu, fica antes a descrição aqui
This mechanism, invented and patented by Vincent Calabrese, provides an unique display, combining digital and numerical displays, for a wandering jumping hour ! A hint of mystery, very discreet and a way to read the time which is out of the ordinary and above all amusing. This is the story of time, enclosed in an aperture, moving to tell the minutes all around the dial and with its position, it shows you, naturally, the present one ! While a big hand gives life to this mysterious watch in beating only the seconds, every hour the trip of the aperture starts again, and 60 minutes later reveals the next hour. Every three hours, esoterism insists, that it is not a number but a letter, the initial of the four cardinal points, which will be shown in the aperture...

M for Midday / Midnight, T for Three o’clock, S for Six o’clock, N for Nine o’clock.


Para quem tiver curiosidade em visitar, fica aqui o site http://www.vincent-calabrese.ch/collection.htm

Regresso aos anos oitenta (106)