31 de março de 2010

E o escolhido é Agostinho Branquinho

No debate quinzenal com o Governo, e em face da ausência de José Pedro Aguiar Branco (está fora de Portugal), o PSD, já sob liderança de Pedro Passos Coelho, escolheu o deputado Agostinho Branquinho para liderar a bancada no supracitado dabate.
Uma escolha assaz curiosa.
Agostinho Branquinho foi apoiante de Passos Coelho nas eleições que o actual lider perdeu para Manuela Ferreira Leite.
Nas recentes eleições, apoiou o actual líder parlamentar Aguiar Branco.
Não é um especialista na área económica, sendo a sua formação mais direccionada para as áreas da História e da gestão de recursos humanos.
Se pensarmos que o debate se vai centrar em questões ligadas à economia e às exportações, na sequência do relatório negro que o Banco de Portugal deu a conhecer, Agostinho Branquinho é uma escolha pouco compreensível.
Mesmo tendo em conta que Pedro Passos Coelho pode estar a tentar realmente pacificar o partido.
Entre sete vice-presidentes na bancada laranja não haveria ninguém mais familiriarizado com questões económicas e que também não causasse ondas?
Ou será que o critério foi apenas ordem alfabética dos nomes?

Sporting oficializa saída de Carvalhal no final da época

O Sporting comunicou oficialmente à CMVM o que toda a gente já sabia - Carlos Carvalhal foi uma solução de recurso, a que estava disponível e disposta a, em momento complicado,  mas sai no final da época.
A imprensa dá conta que André Villas Boas, desde sempre o desejado por José Eduardo Bettencourt, estará a caminho de Alvalade.
Mas subsistem umas dúvidas, umas cláusulas a negociar, umas garantias a assegurar.
Sou só eu que tenho a  sensação que André Villas Boas está à espera de um telefonema de Pinto da Costa?
Parece ser essa a postura, não muito correcta se for verdadeira, do actual técnico da Académica - "se o Pinto da Costa não me escolher, lá tenho eu que ir para o Sporting".
"Mas, mesmo assim, só vou para o Sporting com grandes garantias e com grande segurança, que não confio muito naquela gente".
Se o meu feeling corresponde à verdade, era bom que Costinha e Bettencourt pensassem bem na contratação de André Villas Boas.
Costinha conhecerá melhor que eu o antigo adjunto de Mourinho, com os quais trabalhou no Porto, não é?

Bayern e Lyon em vantagem

No futebol a sério, o que sejoga dentro do campo e com jogadores talentosos, disputaram-se ontem os primeiros dois jogos dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.
O Bayern sai à frente de Munique ao vencer o Manchester por 2-1.
Mantém-se a malapata dos red devils com a equipa alemã, à qual só ganharam uma vez em provas europeias (final da Champions de 1999).
O Manchester dominou o jogo todo, atirou duas bolas ao ferro, esteve a ganhar desde os dois minutos de jogo, mas sofreu dois golos, com algum azar e azelhice à mistura (azara de Rooney e azelhice de Evra), que colocam os ingleses numa situação algo perigosa.
Para além do historial desfavorável, uma possível lesão de Rooney, aliada aos regressos de Robben e  Schweinsteiger, serão factores de apreensão para Sir Alex no jogo em Old Trafford.
Eliminatória em aberto, com alguma vantagem do Bayern.
Em França, no duelo gaulês, o Lyon, com Lisandro em grande (dois golos), terá garantido a presença nas meias-finais da prova.
O Lyon é uma equipa forte, sólida, com grandes jogadores, muito bem orientada (Clude Puel é craque também), e a vitória de ontem (3-1) deverá ser suficiente para ver Lisandro e Cyssokho nas meias-finais.

Três entrevistas essenciais para assegurar a realização do "interesse nacional"

Uma das coisas que mais gozo me dá, é ouvir falar no "interesse nacional".
Na linguagem política, e dos políticos, é um must.
Como sou um curioso, fui procurar saber exactamente o que é o "interesse nacional".
Sim, é que muita gente fala nele, mas ninguém nos diz o que é.
Encontrei então o artigo "Sobre o Conceito de Interesse Nacional", de Renato Janine Ribeiro, na Revista Interesse Nacional.
E o que nos ensina então o autor?
Citando:
" (...)Mas o que seria o conceito de interesse nacional? Comecemos pelo substantivo, interesse. Com essa denominação ou outras, ele desempenha papel decisivo na construção do pensamento político moderno. No século XIX, será chamado, por vários, de “interesse bem compreendido”. Benjamin Constant e Alexis de Tocqueville utilizam essa expressão, entre outros. Sua convicção é que, se compreendermos bem nosso interesse, não agiremos de maneira errada ou contraproducente. Assim, um conhecimento adequado do que é vantajoso para nós implica toda uma linha de ação, um road map, como diríamos hoje."
Já começo a comprender alguma coisa.
"(...)E quanto à nação? Como se torna nacional o interesse? Porque lidamos com o interesse, até aqui, do ponto de vista do sujeito individual. A este o interesse pacifica e civiliza. Mas, no caso da nação, ela não requer a mesma pacificação."
(...)O interesse nacional, como conceito, pode ser entendido como a promoção do interesse de um Estado independente pelos seus cidadãos ou governantes, reduzindo enormemente a parte das paixões no trato social. Aqui não importa tanto se o interesse está no nacionalismo acerbo ou na globalização sem salvaguardas; o que conta é que os que defendem uma posição ou outra – e também as intermediárias – acreditem que assim melhor atendem ao interesse nacional. O que é decisivo é que as partes não se iludam pela força dos afetos desabridos. Ora, esse traço traz certas conseqüências. A discussão sobre o interesse nacional supõe então uma racionalidade, uma lógica, de modo que, mesmo quando se torne aquecida, antagônica, as diversas partes estejam apelando a uma razão que, supõe-se, compartilham."
Ou seja, e em resumo, racionalidade, lógica, interesse compartilhado pela comunidade.
Agora estou totalmente esclarecido e fiquei em paz comigo próprio e com o Mundo.
É que, vejam lá a idiotice!, eu não tinha percebido porque raio tinha a Judite de Sousa entrevistado o Pinto da Costa (RTP), o Miguel Sousa Tavares o Luís Filipe Vieira (SIC), e Ricardo Costa tinha estado a perorar acerca de perseguições na SIC Notícias.
Agora já entendo tudo - interesse nacional!
É isso, caramba!
A quem é que não interessa o pensamento de Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, as vicissitudes da atormentada vida de Ricardo Costa?
Há momentos em que sabe especialmente bem estar em Macau.
Com uma noite tão intensa (??) em Portugal, ontem foi um deles.
Mas ainda há gente com juízo no rectângulo rochoso.
Luís Sobral, no maisfutebol, de quem discordo frequentemente, é um deles.

Para ler e pensar:

Três entrevistas inúteis sobre o triste futebol dos casos


Lamentável que o futebol falado esteja entregue aos dirigentes

Por Luís Sobral

45 minutos na RTP, outros 45 na SIC. Mais 60 na SIC Notícias.

Apesar das semelhanças com os tempos utilizados no futebol, o que se jogou nas televisões raramente foi bola. Pelo menos bola da boa, bola a sério, bola que merece ser recordada.
Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira e Ricardo Costa falaram quase todo o tempo de casos.
Quando é alguma coisa, o futebol falado em português é um caso.
Um caso complexo. Um caso que dá jeito. Um caso invulgar. Um caso para abafar outro. Um caso inventado. Um caso vermelho. Um caso azul. Um caso às vezes ainda verde. Um caso que em nenhum outro país do mundo poderia existir.
Sim, somos o país do mundo com os melhores piores casos de futebol. (e não, não estou a esquecer-me de Itália)
Tudo somado, Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira e até Ricardo Costa nada disseram que mereça ser recordado amanhã.
Os jogos em que participaram foram daqueles fracos, que se esquecem logo a seguir ao último apito.

P.S.: Alguma televisão estaria disponível para oferecer 45 minutos a Cardozo, mais 45 a Falcao? Algum canal de notícias por cabo daria a João Moutinho uma hora para falar de futebol? A resposta é evidente: não. Quando se trata de falar sobre o jogo, há muito tempo que os jogadores cederam o seu lugar a outros. Lamentavelmente e com prejuízos evidentes para o futebol.

Para explicar tamanha tacanhez, só mesmo o tal do interesse nacional, não é?
Ou será que é o desígnio nacional?

Regresso aos anos oitenta (23)

Grandes filmes, grandes músicas (54)

Lawrence Kasdan, William Hurt, Kathleen Turner, The Accidental Tourist impõe-se.
Baseado na obra literária de Anne Tyler, The Accidental Tourist é um excelente filme, com uma realização muito segura de Lawrence Kasdan e grandes interpretações de William Hurt, Kathleen Turner, Geena Davis (Óscar para melhor actriz secundária), Amy Wright, Bill Pullman, David Ogden Stiers e Ed Begley Jr.
A banda sonora, de John Williams, é excelente e foi uma das nomeadas para melhor banda sonora original acabando por perder para The Millagro Beanfield War.
O trailer aqui
A música de John Williams aqui

30 de março de 2010

O mail mais machista que já recebi

Como conhecer um panasca em 14 lições:

1 - Chegar aos trinta anos e não ter barriga.
É panasca!

2 - Comer Cornetos e outras merdas dessas.
As únicas coisas que um homem pode chupar são patas de sapateira, percebes, cabeças de pescada e charutos.

3 - Ter gatos.
Um gato não passa dum cão abichanado - Tem juízo; Toma banho com a própria língua, come peixinho e nunca se embebeda. Ou seja, um homem que tenha um gato em casa está no fundo a viver uma intensa relação homossexual. O dono dum cão chama-o com dignidade masculina:
- "Savimbi, anda cá meu cabrão!" E assobia: "Aqui já!" O dono dum gato chama-o:
- "Bsss-bsss-bsss-bsss-bsss, bichaninho". Ridículo!

4 - Não ir à caça porque não há sítio para cagar.
Um homem caga quando e onde lhe apetece. Quem nunca experimentou atingir um javali a zagalote com as calças em baixo não sabe o que é ser homem. O que as mulheres não sabem é que a caça é apenas uma grande desculpa para o homem poder ir para o mato mijar para marcar território...

5 - Ver o correio todos os dias...
É mariquice! Um gajo chega a casa depois de oito horas de trabalho e três de copofonia, cansado e meio grosso, cheio de fome e qual é a primeira coisa que faz? Um homem só abre o correio quando lhe cortarem a água, a luz ou o gás. E que homem é que consegue pegar numa chave do correio...? Aquilo é feito para dedos de gaja.

6- Pedir garotos...
É rabo!!! Ou bicas escaldadas, ou bicas cheias, ou duplas, ou cariocas, ou italianas ou abatanados... Café é café. A única coisa que se pode acrescentar a um café é um bagaço ou um whiskey. Mas o pior de tudo são o descafeinados: "Ai, menino, tire-me a cafeína do meu café". É paneleirice!

7 - Deixar que uma gaja nos esprema as borbulhas...
É totalmente maricas! As borbulhas de um homem não são para espremer. Um homem é uma máquina auto-suficiente em termos de saúde e higiene. Os homens só vão ao médico e tomam banho porque senão as gajas não se deitam com eles.

8 - Saber o nome de mais de quatro bolos de pastelaria...
Um homem que é homem só sabe o nome da bola de Berlim, do bolo de arroz, do croquete e do rissol. E mesmo assim só para poder pedir uma sandes de torresmo com rissol. Ver um... "homem"...entrar numa pastelaria e dizer:
- "Olhe, se faz favor, embrulhe-me aí dois garibáldis, uma pirâmide, um éclaire..."
Com plantéis de 24 jogadores e 18 equipas na Primeira Liga, quem é que ainda tem espaço na memória para decorar nomes de bolos?

9 - Pescar à linha...
É maricas! Uma coisa é sair para o mar alto às duas da manhã com doze mânfios perdidos de bêbedos para deitar redes e cargas ao mar numa traineira chamada "Barba de Goraz"... Outra é ir aos domingos para a Torre de Belém de carro com uma caninha, umas minhocas, um tupperware para guardar os peixinhos e um lanchezinho para meio da tarde. O bom da pesca é irem quinze gajos para alto mar e não se saber quantos é que vão voltar.

10- Alimentar o cão com latinhas de comida para cão...
É mariquice! A comida para cão é uma invenção das multinacionais para enganar bichos e rabichos. Não há cá comida para cão. Os cães comem o que cai no chão ou o que desenterram. É que depois de comerem aquelas mixórdias, começam a ficar esquisitos. Deixam de beber água do esgoto, já não tocam em nada que esteja podre, e começam a deixar os gatos a meio.

11 - Ir à Feira do Livro.
É pa-ne-lei-ri-ce! Para quê gastar trinta ou quarenta contos em livros quando se pode ir à Ovibeja e trazer uma ovelha para casa? Ir a uma feira de homens é acordar bêbedo às sete e meia da manhã, calçar umas galochas, pôr uma broa debaixo do braço e ir à Feira da Cebola ou à Fatacil. Ou, aos sábados de manhã, pegar na carrinha e ala para a Feira de Recauchutados e Rações nas traseiras da Siderurgia Nacional. Feira de homens pressupõe porrada, coiratos, chouriços, botas caneleiras e bonés. Não é cá livros do dia e gajos amaricados magrinhos de óculos e sessões de autógrafos.

12 - Conduzir com as duas mãos no volante.
É maricas! Então se os "cowboys" conseguem laçar um bisonte só com uma mão, porque é que um homem há-de precisar das duas para agarrar o volante? O último sítio onde um homem precisa de ter as duas mãos é no volante. O volante só serve para duas coisas: ultrapassar ou buzinar. De resto, a mão direita é para andar livre, para a poder meter na tranca da gaja que vai ao lado, sintonizar a rádio no relato de futebol, agarrar na cervejola, falar ao telemóvel e dar calduços nos putos.

13 - Passear cães com trela.
Os cães é para andarem soltos. Passear um cão é uma actividade de risco. O giro é não saber nunca se o cão vai voltar a casa, esfacelar a perna de um bófia, atirar velhas ao chão ou ser atropelado por um comboio. Trelas é para miúdos e não há mais conversa.

14 - Gostar de Fado de Coimbra.
...da-se...!!!! O fado é para ser cantado em tascas por gabirus com gajas por conta, que só conhecem sete letras do abecedário e que julgam que tremoço é marisco. E o fado não é cá para falar de amores de estudante. O fado é para contar histórias com porradaria, campinos, naifadas, marinheiros, putas, sarjetas e vinho tinto.

Barbárie em Moscovo

O duplo atentado no Metro de Moscovo, em hora de ponta, terá provacado 36 mortos e mais de 60 feridos.
Duas bombistas suicidas terão feito detonar os engenhos explosivos que ceifaram a vida a dezenas de pessoas que tinham o péssimo e insuportável defeito de quererem deslocar-se tranquilamente para os seus locais de trabalho.
Putin apressou-se a afirmar que vai esmagar as células terroristas que operam em território russo.
Percebe-se a revolta do chefe de governo russo, comunga-se da mesma, e da repulsa que estes actos causam, mas, com a serenidade possível nestes momentos, há que concordar com Evgueni Mouravitch quando este afirma que pouco mais as autoridades russas poderão fazer para além do que já fazem actualmente.
Supostamente, e teoricamente, a capital russa deveria ser uma fortaleza inexpugnável de tão vigiada que está.
Mas é realmente impossível deter tresloucados que estão dispostos a fazer-se explodir e a matar indiscriminadamente.
A única forma é antecipar estes actos, algo que só se consegue com um serviço de informações de elevadíssima capacidade, com agentes infiltrados nestes bandos de assassinos.
Numa hora de profundo horror, o ser humano consegue mostrar a sua faceta mais suja, mais aviltante.
Tirando proveito do pânico instalado, os táxis em Moscovo (e táxi em Moscovo, com dizia Evgueni Mouravitch, é qualquer carro que o queira ser), multiplicaram os seus preços por dez.
O ser humano parece querer mergulhar cada vez mais fundo numa água turva, fétida, nojenta.
As imagens da tragédia aqui

Pleonasmos

Regresso aos anos oitenta (22)

Grandes filmes, grandes músicas (53)

Mais uma obra de Lawrence Kasdan hoje em destaque.
Body Heat, claramente inspirado em Double Indmenity de Billy Wilder, é um filme interessante, que conta muito com uma Kathleen Turner no auge do seu sex-appeal.
Com interpretações de William Hurt, Kathleen Turner, Richard Crenna, Ted Danson, J.A. Preston, Mickey Rourke, Kim Zimmer e Carola McGuinness, Body Heat é um thriller que nos prende ao ecrã, efeito para o qual também contribui, em grande medida, a intensa carga sexual que o romance William Hurt/Kathleen Turner transporta.
A banda sonora, de John Barry, é muito bem conseguida e integra-se muito bem no ambiente do filme.
O trailer aqui
O tema musical aqui

29 de março de 2010

Obama em alta também na frente externa da política americana

Estão concluídas as negociações que levarão à assinatura, a 8 de Abril, em Praga, do novo Tratado START, entre americanos e russos.
Barack Obama, depois da vitória na frente política interna que a aprovação do seu plano de saúde representa, consegue agora uma importante vitória na frente externa ao chegar a acordo com o seu homólogo russo, Dimitri Medvedev, para uma redução para 1550 ogivas nucleares em cada país.
Este acordo representa, no imediato, uma redução de 30% no número de ogivas relativamente ao que houvera sido acordado em Moscovo.
Mais do isso, na opinião de muitos analistas, representa um primeiro passo no que poderá ser um desanuviamento nas relações diplomáticas entre russos e americanos, que poderá, em última análise, vir a viabilizar o tão ambicionado projecto de implementar um escudo de defesa anti-míssil por parte dos americanos, agora com o beneplácito da Rússia.
Este, mais que um projecto militar, de defesa, seria mais um símbolo do isolamento de iranianos e norte-coreanos, representaria uma aproximação extraordinária das duas grandes potências militares, da própria NATO à Rússia, e forçaria a China a tomar uma posição mais clara nas questões iraniana, norte-coreana, afegã, de combate ao terrorismo, abandonando a sua estratégia de neutralidade.
No espaço de uma semana, Obama consegue sacudir o marasmo em que parecia estar envolto, aparece vitorioso a nível interno e internacional.
Visivelmente animado e revitalizado, o presidente norte-americano apressou-se a capitalizar a boa onda e apareceu sorridente numa visita surpresa aos soldados americanos estacionados no Afeganistão.
Novamente em alta o mediático presidente norte-americano.

Crónica de uma morte anunciada...na aviação

A Viva Macau, que estava a respirar artificialmente desde 2008, viu ontem as máquinas serem desligadas, e, com esse gesto, a sua vida terminada.
Já aqui tinha deixado o meu espanto com as notícias que se iam conhecendo acerca das dificuldades económicas que a empresa enfrentava (http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2010/01/o-enigma-viva-macau.html e http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2010/01/viva-macau-para-viva-macau.html) e dos apoios que recebera do Governo sob o pretexto da diversificação de rotas, da diversificação de mercados, da atracção de turistas de outras proveniências que não as habituais.
Enfim, as desculpas que conhecemos, que são habituais em casos semelhantes, mas que são apenas isso mesmo - desculpas.
Mas, neste caso, desculpas de bom pagador.
Contrariando toda a lógica comercial, as leis da sã concorrência, a mais elementar prudência, o Governo de Macau injectou 200 milhões de patacas na empresa (que se saiba...), os quais terá agora grande dificuldade em recuperar.
Ontem, depois de longa agonia, e de ter zombado de mais uma série de incautos utentes, do Governo que a apoiara financeiramente, dos credores que lhe facilitaram a liquidação dos créditos, o estertor final da companhia aérea, a tal que até prometera ligações à Europa.
Chan Weng Hong, Presidente da Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM), relatou à imprensa os últimos momentos da moribunda Viva Air.
A AACM solicitou à Air Macau a rescisão do acordo de subconcessão que permitia à Viva Macau operar em Macau.
Na sequência de tal rescisão, a AACM aboliu o certificado de operador aéreo da Viva Macau, o que, na prática, impede a companhia aérea de voar de, e para, Macau.
Afinal até era simples e não eram necessários motivos ligados à segurança, ou falta dela, para tomar tal decisão.
Chan Weng Hong acusa a Viva Air de ter sido "extremamente incooperante", "irresponsável" e "desleal".
Em matéria de irresponsabilidade, refira-se que a Viva Macau está muito bem acompanhada.
O Aeroporto de Macau, desde a sua concepção e construção, passando pela operação da companhia aérea detentora do monopólio de operações (Air Macau), é um enorme mistério.
Como é possível que uma companhia aérea que é detentora de um monopólio de operações preste um péssimo serviço, vede o caminho a outros operadores, e ainda perca dinheiro?
Como é possível que apareça uma companhia aérea que ninguém conhecia, que consiga o que ninguém conseguira, que preste um péssimo serviço, que perca dinheiro, que receba apoios do Governo, que sobreviva artificialmente, que dê uma péssima imagem da RAEM, e que, só agora, o Governo tome medidas, e só porque os acontecimentos a isso obrigaram?
Muitas, dúvidas, muitas perguntas, muito poucas respostas.
Se a RAEM pretende realmente tornar-se num destino turístico de referência, em matéria de jogo, realização de exposições e convenções, terá que rever urgentemente os critérios de concessão de serviços públicos.
Para fazer estas figuras, realmente é melhor seguir a sugestão daquele ilustre deputado - deitar abaixo o Aeroporto, construir outro na Ilha da Montanha e  libertar os terrenos onde agora está implantado o Aeroporto para ser ali construída habitação de luxo.
O que o "betão" ganharia com esta "solução"!!
Longe de mim pensar que é isto que, no fundo, se pretende!

Regresso aos anos oitenta (21)

Grandes filmes, grandes músicas (52)

Hoje pode continuar a dizer-se and now for something completely different.
O fio condutor é a presença de John Cleese no elenco.
John Cleese e Kevin Kline já aqui tinham estado juntos em A Fish Called Wanda.
Hoje voltam a encontrar-se num western de Lawrence Kasdan, Silverado, o filme que deu a conhecer Kevin Costner.
Um western moderno (1985), quando o género andava ausente de Hollywood, com grandes interpretações de Kevin Kline, Scott Glenn, Kevin Costner, Danny Glover, Brian Dennehy, Jeff Goldblum e Rosanna Arquette.
A banda sonora, de Bruce Broughton, era candidata ao Óscar de melhor banda sonora original, prémio que veio a perder para Out of Africa.
O trailer propagandeando a versão vídeo aqui
O tema musical aqui

Na Europa dos ricos

Em Espanha, depois da vitória do Barcelona no sábado (1-0) em Málaga, o Real venceu o dérbi de Madrid (3-2) e os dois colossos continuam emparelhados na liderança.
O Real ainda esteve a perder, mas deu a volta ao resultado e alcançou os blaugrana.
 
Em Inglaterra, o Liverpool, com o Benfica a assistir, goleou (3-0) o Sunderland com dois golos do renascido Torres.
Em Anfield Road volta-se a jogar bem e a ganhar em vésperas da recepção ao Benfica para a Liga Europa.
Uma eliminatória que promete bom futebol.
Em Itália, o Milan confirmou que precisa de uma grande vassourada.
Empate (1-10 com a Lazio, o segundo lugar a fugir para a Roma, e a confirmação da incapacidade de uma equipa aburguesada e sem classe.

Raiva azul do "Incrível"!

No regresso de Hulk, o Porto foi ao Restelo vencer o Belenenses (3-0) e relançar uma corrida que parecia estar perdida.
O Porto reabriu, com o triunfo de ontem, a luta por uma vaga na pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Com a questão do título resolvida no sábado, as grandes dúvidas e incertezas ficam agora confinadas ao confronto entre bracarenses e portistas no intuito de assegurar uma vaga na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, e a saber quem conseguirá o quinto lugar no final (insisto na ideia que o Sporting não deixará fugir o quarto lugar).
No jogo que confirmou que os azuis do Restelo só estão à espera que lhes seja desligada a máquina (só falta mesmo a confirmação matemática da descida à Liga Vitalis), todos os olhos estavam centrados em Hulk e no seu regresso à competição a nível interno.
Um regresso brutal, cheio de força, de raiva, coroado com um jogão, um golão, duas assistências para os outros dois.
Não, não vou fazer a pergunta que está na mente de todos.....
O Porto não apresentou grandes novidades, manteve as virtudes e os defeitos que lhe são reconhecidos esta época, mas apresentou um Hulk em grande.
E essa foi a grande novidade.
Não há jogadores que resolvam jogos sozinhos.
Mas há jogadores (poucos) que conseguem desequilibrar jogos.
Hulk é um deles.
E só não vê isso quem não quer.

28 de março de 2010

Ganhou Jenson Button

Via Record:

O britânico Jenson Button (McLaren-Mercedes), atual campeão mundial de Fórmula 1, venceu este domingo o GP da Austrália, em Melbourne, numa corrida marcada por vários abandonos devido à pista ter estado molhada na fase inicial da prova.
O polaco Robert Kubica (Renault) foi segundo classificado, a 12 segundos de Button, seguido dos dois pilotos da Ferrari, o brasileiro Felipe Massa e o espanhol Fernando Alonso, a 14,4 e a 16,3 segundos, respetivamente.
Nas posições pontuáveis, seguiram-se o alemão Nico Rosberg (Mercedes), o britânico Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), o italiano Vitantonio Liuzzi (Force-India), o brasileiro Rubens Barrichello (Williams), o australiano Mark Webber (RBR-Renault) e o alemão Michael Schumacher (Mercedes).
Após a segunda prova da temporada, Fernando Alonso continua a liderar o campeonato mundial de pilotos, agora com 37 pontos, à frente do colega de equipa Felipe Massa (33) e de Jenson Button (31). A Ferrari lidera a tabela dos construtores, com 70 pontos, seguida da McLaren-Mercedes (54) e da Mercedes (29).
Pela segunda vez consecutiva, o alemão Sebastian Vettel (RBR-Renault) não conseguiu fazer valer a sua pole-position, apesar de ter dominado as primeiras 25 das 58 voltas ao circuito de Albert Park, tendo abandonado na gravilha após um problema com os travões, segundo comunicou à equipa.
(...)A terceira prova do campeonato mundial de Fórmula 1 será disputada no circuito de Sepang, na Malásia, no próximo fim-de-semana.

GP Austrália (classificação):

1. Jenson Button (Grã-Bretanha/McLaren-Mercedes), 1:33.36,531 horas (média 197,144 km)

2. Robert Kubica (Polónia/Renault), a 12,034 segundos

3. Felipe Massa (Brasail/Ferrari), a 14,488

4. Fernando Alonso (Espanha/Ferrari), a 16,304

5. Nico Rosberg (Alemanha/Mercedes), a 16,683

6. Lewis Hamilton (Grã-Bretanha/McLaren-Mercedes), a 29,898

7. Vitantonio Liuzzi (Itália/Force India-Mercedes), a 59,847

8. Rubens Barrichello (Brasil/Williams-Cosworth), a 1.00,536 minutos

9. Mark Webber (Austrália/Red Bull-Renault), a 1.07,319

10. Michael Schumacher (Alemanha/Mercedes), a 1.09,391

11. Jaime Alguersuari (Espanha/Toro Rosso-Ferrari), a 1.11,301

12. Pedro de la Rosa (Espanha/Sauber-Ferrari), a 1.14,084

13. Heikki Kovalainen (Finlândia/Lotus-Cosworth), a 2 voltas

14. Karun Chandhok (Índia/Hispania-Cosworth), a 5 voltas

Os restantes pilotos não se classificaram

Mundial de Pilotos

1. Fernando Alonso (Espanha/Ferrari), 37 pontos

2. Felipe Massa (Brasil/Ferrari), 33

3. Jenson Button (Grã-Bretanha/McLaren), 31

4. Lewis Hamilton (Grã-Bretanha/McLaren), 23

5. Nico Rosberg (Alemanha/Mercedes), 20

6. Robert Kubica (Polónia/Renault), 18

7. Sebastian Vettel (Alemanha/Red Bull), 12

8. Michael Schumacher (Alemanha/Mercedes), 9

9. Vitantonio Liuzzi (Itália/Force India), 8

10. Mark Webber (Austrália/Red Bull), 6

11. Rubens Barrichello (Brasil/Williams), 5

Mundial de Construtores

1. Ferrari, 70 pontos

2. McLaren-Mercedes, 54

3. Mercedes GP, 29

4. Renault, 18

5. Red Bull, 18

6. Force India F1, 8

7. Williams, 5

Regresso aos anos oitenta (20)

Grandes filmes, grandes músicas (51)

Ainda os pythons.
Hoje a frase mais conhecida dos britânicos - And Now for Something Completely Different - como título de um filme.
O filme é um spin-off dos melhores momentos da série televisiva Monthy Python's Flying Circus, seleccionado pelos próprios pythons.
Desfazem-se as habituais parcerias, a realização é de Ian MacNaughton, as interpretações dos pythons (Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle,Terry Jones, Michael Palin) e de Carol Cleveland, Connie Booth e Lesley Judds. 
A banda sonora não é do habitual John Du Prez, antes de Douglas Gamley, Fred Tomlinson, Michael Palin e Terry Jones.
A mesma saudável loucura no entanto.
O trailer do filme aqui
A conhecida música do Flying Circus acompanhando vários sketches do filme

Vettel na pole novamente

Via Record:

A Red Bull dominou este sábado os treinos de qualificação do GP Austrália, conseguindo colocar os seus dois pilotos na frente da grelha de partida: Sebastian Vettel volta a partir da pole position e Mark Webber na segunda posição.
O alemão fez o seu melhor tempo no arranque da última fase dos treinos, fixando o cronómetro em 1.23,919 minutos. "É um bom resultado para ambos, na pista em que Webber corre em casa", afirmou Vettel após ao treino desta manhã. E conclui: "Partindo em primeiro, o objetivo é, evidentemente, chegar na mesma posição".
O campeão do mundo em título, o britânico Jenson Button, partirá da segunda fila da grelha, tendo à sua frente o vencedor da primeira corrida da época, o espanhol Fernando Alonso. Felipe Massa fez o quinto tempo, seguido de perto pelos alemães da Mercedes - Rosberg e Schumacher, 6.º e 7.º classificados, respetivamente.
Já a grande desilusão foi o britânico Lewis Hamilton, ao ter sido eliminado na 2.ª fase dos treinos, com um tempo de 1.25,184 minutos, insuficiente para continuar em prova. O britânico partirá do 11.º lugar da grelha.

Tempos de qualificação:

1. Sebastian Vettel (Alemanha), RedBull-Renault, 1.23,919 minutos

2. Mark Webber (Austrália), RedBull-Renault, 1.24,035

3. Fernando Alonso (Espanha), Ferrari, 1.24,111

4. Jenson Button (Reino Unido), McLaren-Mercedes, 1.24,675

5. Felipe Massa (Brasil), Ferrari, 1.24,837

6. Nico Rosberg (Alemanha), Mercedes GP, 1.24,884

7. Michael Schumacher (Alemanha), Mercedes GP, 1.24,927

8. Rubens Barrichello (Brasil), Williams-Cosworth, 1.25,217

9. Robert Kubica (Polónia), Renault, 1.25,72

10. Adrian Sutil (Alemanha), Force India-Mercedes, 1.26,036

11. Lewis Hamilton (Reino Unido), McLaren Mercedes, 1.25,184

12. Sebastien Buemi (Suíça) Toro Rosso-Ferrari, 1.25,638

13. Vitantonio Liuzzi (Itália), Force India-Mercedes, 1.25,73

14. Pedro de la Rosa (Espanha), BMW Sauber-Ferrari, 1.25,747

15. Nico Huelkenberg (Alemanha), Williams-Cosworth, 1.25,748

16. Kamui Kobayashi (Japão), BMW Sauber-Ferrari, 1.25,777

17. Jaime Alguersuari (Espanha), Toro Rosso-Ferrari, 1.26,089

18. Vitaly Petrov (Rússia), Renault, 1.26,471

19. Heikki Kovalainen (Finlândia), Lotus-Cosworth, 1.28,797

20. Jarno Trulli (Itália), Lotus-Cosworth, 1.29,111

21. Timo Glock (Alemanha), Virgin-Cosworth, 1.29,592

22. Lucas Di Grassi (Brasil), Virgin-Cosworth, 1.30,185

23. Bruno Senna (Brasil), HRT-Cosworth, 1.30,526

24. Karun Chandhok (Indía), HRT-Cosworth, 1.30,613

Inter aflito; Manchester consistente e Chelsea demolidor

O Inter, de Mourinho, é muito pouco "speciale".
A equipa milanesa está a fazer uma trajectória muito semelhante à de uma montanha russa, curiosamente a antítese do que é a imagem de Mourinho.
Cada vez mais dá a ideia que os problemas com Balotelli são apenas um pequeno exemplo de um mais profundo mal-estar dentro da equipa.
A derrota em Roma (2-1) deixa a equipa da capital a um ponto do Inter.
E o Milan, que joga hoje, poderá colar-se à Roma.
Ainda aposto no Inter campeão, mas Mourinho deve estar com muita pouca vontade de continuar em Itália no final desta época.
Muito menos a comandar este Inter.
Em Inglaterra o Manchester bateu o Bolton (4-0), fora, com mais um grande jogo, coroado com duas assistências para golo de Nani.
Entretanto, em Stamford Bridge, o Chelsea arrasou o Aston Villa (7-1), com um poker de Lampard, e com Deco e Paulo Ferreira no onze e em bom plano.
Na próxima semana os blues visitam Manchester e as contas da Liga inglesa deverão começar a definir-se.

O Benfica muito perto do título de campeão

O Benfica ficou muito perto da conquista do título de campeão da Liga Sagres depois da vitória no jogo de ontem sobre o Braga (1-0).
Num jogo morno, o golo de Luisão fez toda a diferença e colocou a águia num voo picado imparável rumo ao título de campeão da Liga Sagres.
Um título inteiramente merecido, reconheça-se.
O Benfica, com grande mérito de Jorge Jesus, é a melhor equipa, a que melhor futebol pratica, a que tem mais força e convicção, mais confiança, grandes jogadores, e, sobretudo, um excelente treinador.
Jorge Jesus passa com distinção a fase decisiva da época (apuramento na Liga Europa, vitória na Taça da Liga, vitória sobre o Braga) e pode direccionar forças e atenção agora para a Liga Europa.
No jogo de ontem, o Benfica mostrou a faceta mais pragmática e jogou mais para o resultado e menos para a bancada.
A nota técnica é elevada, a nota artística nem tanto, para usar a linguagem de Jorge Jesus.
Com a vitória de ontem, e os consequentes seis pontos de avanço sobre o Braga, alguém verdadeiramente acredita que o título escapará ás águias?
No outro jogo da noite, o Guimarães bateu a Académica (1-0) e colocou-se a dois pontos do Sporting.
Continuo a pensar que os minhotos não roubarão o quarto lugar aos leões, mas estão lá que estão a incomodar um bocado, lá isso estão.

27 de março de 2010

Vitória retumbante de Pedro Passos Coelho

O antigo líder da JSD, que já se previa sair vencedor das eleições internas, teve um resultado excelente.
Mais de 60% dos votos, vitória em todas as distritais, nos Açores, nos círculos da Europa e de fora da Europa.
A excepção foi a Madeira que deu a vitória a Paulo Rangel.
Uma vitória inequívoca, que não dá azo a grandes discussões, e que poderá definitivamente unir o partido.
E, simultaneamente, uma demonstração clara que os sociais democratas estavam cansados da liderança de Manuela Ferreira Leite.
A antiga líder sai com a imagem totalmente descredibilizada, com os dois candidatos que se posicionavam na sua proximidade política claramente derrotados, e deixa uma herança pesada ao partido.
Como poderá o PSD gerir a "sui generis" situação de ter um líder que não tem assento no Parlamento?
E como poderá Passos Coelho mostrar-se aos portugueses, e combater Sócrates, se está afastado da
arena onde essas acções devem ser levadas a cabo e têm mais impacto?
Uma teimosia de Manuela Ferreira Leite, pela qual a ex-líder pagou caro, mas que também tem um alto preço para o partido.
Será fácil perceber que Paulo Rangel se vai afastar da cena política, pelo menos no imediato, indo ocupar tranquilamente o seu lugar no Parlamento Europeu.
José Pedro Aguiar-Branco, pelo teor das declarações de Passos Coelho, e  do próprio Aguiar-Branco, terá um papel a desempenhar neste PSD liderado por Passos Coelho.
Manter-se-à como líder parlamentar?
Com Passos Coelho, e alguns dos seus apoiantes mais próximos (Miguel Relvas), fora do Parlamento, não surprenderia que Aguiar-Branco mantivesse a actual posição.
Seria até um sinal muito forte, para dentro do partido, de que Passos Coelho pretende unir o PSD agora que a batalha eleitoral chegou ao fim.
Essa união é necessária e é viável.
E seria muito mais complicada de conseguir se o PSD tivesse optado por eleger Paulo Rangel ou Aguiar-Branco atenta a crispação que existe entre ambos.
Vitória retumbante de Passos Coelho, uma nova era e uma nova esperança dentro do PSD, o partido a querer projectar uma imagem renovada, rejuvenescida, fresca, com a vitória de Passos Coelho, mas também com a derrota e o previsível ocaso de rostos que realmente já cansam, já estão cansados, e transportam uma imagem de pouca ou nenhuma mobilização e de continuada derrota.

Regresso aos anos oitenta (19)

Grandes filmes, grandes músicas (50)

Voltemos ao unviverso Python, hoje para o desconcertante The Meaning of Life, um filme baseado no modelo da série televisa Monthy Python's Flying Circus, e que tinha como objectivo "to offend absolutely everyone".
Provocadores, os geniais Python conseguiram a controvérsia desejada, agradeceram antecipadamente, no póprio filme, os tostões que os censores lhes dessem a ganhar com essa controvérsia e conseguiram um filme excepcional e a Palma de Ouro do Festival de Cannes.
A conclusão, lida por Palin, acerca de qual é, afinal, o sentido da vida, é fenomenal:
''Try and be nice to people, avoid eating fat, read a good book every now and then, get some walking in, and try and live together in peace and harmony with people of all creeds and nations."
Realização de Terry Jones, argumento e interpretações dos pythons (Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin).
A banda sonora, de John Du Prez,é, com habitualmente, divertida como o filme.
O trailer do filme
Um exemplo da banda sonora aqui com Galaxy Song

Sporting derrotado na Madeira

Num jogo mal jogado, um Sporting sem Moutinho, Veloso e Izmailov (Matias Fernandez e Vukcevic já são ausências habituais, tal como Postiga, todos definitivamente fora das contas de Carvalhal) foi derrotado pelo Marítimo por 3-2 nos Barreiros.
Com um plantel curto, poucas soluções, problemas de balneário ainda muito mal explicados, e com Carvalhal a ser forçado a inventar, não surpreende que o resultado tenha sido desfavorável aos leões.
Aliás, do ponto de vista dos sportinguistas, não é nada de grave.
A posição do Sporting está definida (o Sporting não pode aspirar a mais que o quarto lugar, posição que também não corre o risco de perder), e a estrutura dirigente do futebol leonino já estará mais preocupada em preparar a próxima época, em saber com quem pode contar.
Vistas assim, as ausências de Moutinho e Veloso até têm uma vertente positiva.
Quem os poderá substituir se estiverem impedidos ou forem transferidos?
Há soluções no plantel actual?
A resposta de ontem foi clara - não há soluções no actual plantel para substituir estas duas peças nucleares e o Sporting terá de ponderar muito bem uma possível mais-valia com a transferência de qualquer deles e os custos, desportivos e financeiros, daí decorrentes.
O Marítimo, com a vitória de ontem, coloca-se na luta por um lugar na Liga Europa, desde sempre a ambição assumida pelos insulares.
A realçar, no insonso jogo de ontem, um golaço de Pitbull.
E o facto de se terem marcado cinco golos, que é algo cada vez mais raro.

26 de março de 2010

Regresso aos anos oitenta (18)

Grandes filmes, grandes músicas (49)

John Cleese, Michael Palin, humor, comédia, porque não A Fish Called Wanda?
Realização de Charles Crichton para uma comédia muito leve, muito bem disposta, e muito bem interpretada por John Cleese, Michael Palin, Kevin Kline, Jamie Lee Curtis, Maria Aitken e Tom Georgeson.
A banda sonora, de John Du Prez, é como o filme - divertida.
O trailer oficial do filme aqui
Imagens do filme, ao som de I'm too sexy, de Right Said Fred aqui


Real ganha e alcança Barça

A Liga espanhola está a ferver!
O Barcelona nem teve tempo para saborear devidamente a liderança alcançada anteontem.
Ontem, com Ronaldo em grande (dois golos), o Real ganhou num campo maldito (Getafe), "matou o borrego", e, com o 4-2 conseguido, igualou o Barcelona.
O mano-a-mano do Real e do Barça, pessoalizados no mano-a-mano entre Ronaldo e Messi, está a ser extraordinário.
Entreatnto, em Madrid, o Atlético de Madrid venceu o Atlético de Bilbao, subiu ao oitavo lugar, e mantém a esperança na luta por uma vaga na Champions.

Os desaires do Porto não se explicam todos com a actuacão da CD da Liga

Gostei de ler o artigo de Jorge Maia n' O Jogo e por isso o transcrevo aqui:

É evidente que o FC Porto, Hulk e Sapunaru foram prejudicados pela decisão da Comissão Disciplinar da Liga que o Conselho de Justiça agora reviu. E também é evidente que o FC Porto, Hulk e Sapunaru podem e devem pedir responsabilidades à Liga pelos prejuízos que sofreram. Mas também me parece evidente a necessidade do FC Porto, mas também de Hulk e Sapunaru resistirem à tentação de se montarem no bode expiatório que Ricardo Costa tão bem personifica para justificarem tudo o que lhes correu mal esta temporada. O pior que tanto o clube como os jogadores podem fazer é pensar que, se não fosse o presidente da CD e a sua grosseira, injusta e excessiva decisão, tudo estaria bem. Não é assim e tanto o FC Porto como os dois jogadores devem não só pedir contas à Liga, mas também assumir as suas próprias responsabilidades no que correu mal. Para que esta época seja uma excepção e não a regra é importante não repetir os erros de outros que passaram décadas a sacudir a água do capote e a arranjar desculpas para os respectivos insucessos.


O artigo de opinião é muito oportuno, sobretudo tendo em mente as declarações de Jesualdo Ferreira no final do jogo com o Rio Ave.
A péssima actuação da CD da Liga não deve apagar da memória das pessoas, especialmente dos portistas, uma política de contratações errada, uma má programação da época, o fraco rendimento de algumas unidades nucleares, uma série de lesões que não se explicam só com sorte ou azar.
Essas são questões não se podem ligar a Ricardo Costa  e à CD da Liga.
Pior que perder troféus é não perceber o porquê desses insucessos, ou querer atribuí-los exclusivamente a factores externos.
Essa é, aliás,  a melhor garantia de prolongar o insucesso e a agonia.

25 de março de 2010

Quando pedidos de desculpas e demissões não são o suficiente

O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol reduziu os castigos aplicados pela Comissão de Disciplina (CD) da Liga a Hulk e Sapunaru, de quatro e seis meses, para três e quatro jogos, respectivamente.
Tudo porque, que grande surpresa!, os juízes do CJ vieram explicar que os célebres stewards não são intervenientes no jogo, antes parte do público (aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/hulk-tunel-stewards-conselho-de-justica-maisfutebol/1149929-1304.html ) e as penas aplicadas aos futebolistas são desproporcionadas, injustificadas, idiotas.
Algo que só a CD da Liga não entendeu.
Ou preferiu não entender....
Estando Hulk e Sapunaru impedidos de jogar desde finais de Dezembro, depois desta sentença, o que se segue?
O óbvio, que aliás já aqui tinha previsto quando foram aplicados os castigos.
O Porto já anunciou que quer ser indemnizado, o mesmo acontecendo com Hulk.
Sapunaru irá, por certo,  fazer rigorosamente o mesmo.
O CJ da Federação convolou as penas aplicadas aos jogadores, clube e jogadores querem ser indemnizados.
Algo que qualquer pessoa com um pingo de bom-senso perceberia.
Entretanto, Hermínio Loureiro, Presidente da Liga, apresentou a demissão do cargo na sequência destes acontecimentos.
Faltará perceber melhor porque tomou esta decisão porque as suas primeiras palavras são tudo menos elucidativas.
Ricardo Costa, e os seus jagunços, esses continuam em silêncio.
Também irão sair da Liga certamente.
Mas já prestaram um péssimo serviço ao futebol português e tiveram uma atitude persecutória nunca antes vista perante jogadores nucleares do FC Porto.
Primeiro foi Mcarthy; depois Quaresma; agora Hulk.
O caso do "túnel da Luz" passará agora para os Tribunais, mas Hulk e Sapunaru perderam uma grande parte da época com esta parvoíce arrogante da CD da Liga.
Hulk pode bem ter perdido a hipótese de participar no Mundial.
E este campeonato ficará para sempre manchado com estes acontecimentos e as dúvidas que se geraram à volta dos mesmos.
Quanto é que isto tudo custa, e quem é que paga, é o que caberá agora aos Tribunais decidir.
Hermínio Loureiro afastou-se.
Que outros o sigam.
Se não o fizerem voluntariamente, que levem uma valente vassourada e que sejam responsabilizados civilmente pelos seus actos.
É o mínimo que se deve exigir.

Regresso aos anos oitenta (17)

Grandes filmes, grandes músicas (48)

Controvérsia acerca da vida de Jesus Cristo também no filme em destaque hoje.
Mas hoje num filme genial, com um argumento fantástico saído da imaginação delirante dos fabulosos Monthy Python.
The Life of Brian é inesquecível!
Realizado por Terry Jones, com argumento e interpretações dos Monthy Python (Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin) é um filme que não se deve perder.
A banda sonora, de Geoffrey Burgon, é uma maravilha.
O trailer do filme aqui
O final aqui (Always Look on the Bright Side of Life). Genial!

Itália, Espanha e Inglaterra

Enquanto em Portugal se jogava a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, os três principais campeonatos europeus continuavam animados.
Em Itália, o Inter, de Mourinho, com Quaresma a atempo inteiro, venceu (3-0) o Livorno em San Siro e aumentou para quatro os pontos de vantagem para o Milão.
Doi golos de Etoo, um deles um golaço, outro de Maicon, colocaram o Inter na rota de mais um título, mais a mais com o Milão a dar uma "ajuda" ao perder em Parma (1-0).
A equipa de Leonardo não tem estofo para rivalizar com o Inter de Mourinho.
E também não há outros que o tenham (Juventus, Roma, Fiorentina).
Julgo mesmo que o treinador português já estará a apontar baterias à Champions porque o "scudetto" estará garantido.
Em Inglaterra, o Chelsea chegou-se à frente ao golear o Portsmouth, fora,  por 5-0.
Deco (grande jogo), Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Ricardo Rocha em campo, com os dois últimos a lesionarem-se durante o jogo, e o Chelsea a um ponto do Manchester.
Em Espanha, mesmo sem Messi, o Barça ganhou 2-0 ao Osasuna, golos de Ibra e de Bojan.
Para já, à condição, três pontos à frente dos rivais de Madrid.

Porto sentido

O Porto terá garantido ontem a presença na final da Taça de Portugal ao ganhar por 3-1 ao Rio Ave na primeira mão das meias-finais em jogo realizado no Estádio dos Arcos em Vila do Conde.
A viver um período muito complicado, os portistas responderam de forma muito positiva à ressaca da derrota com o Benfica na final da Taça da Liga, à lesão de Rodriguez, a qual, somada às já conhecidas, deixou a equipa sem extremos.
Esse facto, pensou-se, obrigaria Jesualdo Ferreira a abdicar do seu inflexível 4-3-3.
Não foi bem assim.
A equipa do Porto apareceu formatada num 4-3-3, flexível (a novidade), porque se tranformava num 4-1-4-1.
Uma defesa clássica, com Fucile a reaparecer no lado direito, mas ainda a acusar alguma tremideira depois do descalabro em Londres.
Um meio-campo com Guarin colocado do lado direito, Fernado mais a meio e Meireles no centro-esquerda.
Bellushi encostado à direita, Falcao como referência de área, e Ruben Micael (fez um jogão e esteve nos três golos) encostado à esquerda, na frente atacante.
Este desenho mudava, sobretudo quando o Rio Ave tinha a posse de bola, para a mesma defesa clássica, Fernando logo à frente, Bellushi  a recuar, mantendo-se colado no lado direito, Guarin a fechar mais ao meio, Meireles a ajudar, Ruben a fazer o mesmo que fazia Bellushi, mas no lado contrário.
Falcão mantinha-se em intenso trabalho lá na frente.
Deu frutos.
Guarin parecia outro jogador (recuperou bolas, soube entregar e marcou); Meireles, com o apoio de Guarin, e com Ruben logo à frente, cresceu imenso (também marcou); Fernando foi o habitual pêndulo, apesar da precária condição física; Ruben fez um jogão (marcou e assistiu); Falcao foi o que tem sido toda a época - trabalhador, esforçado, incómodo.
O Porto ganhou, sentiu as críticas, sentiu as notícias positivas que vieram do Conselho de Justiça, e terá assegurado a presença na final da Taça de Portugal, troféu que tem a obrigação de ganhar.
Finalmente, um Porto sentido, que andava arredio desde o jogo com o Braga.

24 de março de 2010

A maior bolha imobiliária de sempre está na China?

Com alguma preocupação, leio o artigo de opinião que Miguel Angel Boggiano assina no Jornal i, transcrito na edição de hoje do jornal Hoje Macau.
Não sou, nem de perto, um especialista em movimentos bolsistas, análise económica, detecção de sinais que supostamente os mercados nos enviam.
Mas, como cidadão atento, o texto da notícia faz todo o sentido.
Aliás, basta olhar em volta, nesta Macau que também é China, para intuir que poderá haver ali um grande rigor analítico, que deverá funcionar como um alerta.
Com dezenas de milhares de "habitações de luxo"(?) por concluir e colocar no mercado, com uma série de emprendimentos que avançam, ora timidamente, ora em velocidade estonteante, seria bom que o artigo de Miguel Angel Bogggiano fosse lido com toda a atenção.
Tendo por base a análise dos movimentos bolsistas, o autor escreve:
"A partir da vulnerabilidade relativa do índice Shangai Composite, digo que algo cheira mal. E esse algo pode ser o que muitos gigantes do mundo financeiro vêm alertando: a maior bolha imobiliária de sempre está na China.
Jim Chanos já disse que a China é como o Dubai mas mil vezes pior."
Aqueles que vivem em Macau, não podem deixar de, imediatamente, pensar no preço exorbitante da habitação da Macau "casineira".
Dos valores obscenos que se pedem, e pagam!, em Macau, mais ainda em Hong Kong, onde foi recentemente vendido o apartamento mais caro de sempre, crescentemente na zona de Cantão.
Nos discursos dos grandes especuladores, que apontam para valores muito superiores num futuro próximo, porque há novos projectos em marcha na área do turismo e do lazer, porque vai ser construída uma ponte que liga Hong Kong, Macau e Zhuhai, símbolo maior da integração económica regional.
E em como tudo isto soa a algo imensamente ilusório, a uma realidade virtual.
Para aqueles que pensam que este é um problema que lhes é alheio, fica o alerta de Miguel Angel Boggiano:
"E como é que isto pode afectar-nos? No mínimo, vamos assistir a uma quebra da procura de materiais de construção, como o ferro e o cobre. E se a coisa for mais grave, a procura de commodities em geral será afectada - excepção feita ao ouro. Se já estamos a assistir às dificuldades da bolsa chinesa, devíamos ter muita atenção às commodities. Ambas andam de mão dadas."
Não é preciso ser um génio financeiro para perceber que são, potencialmente, más notícias para todos nós.