28 de fevereiro de 2010

A Natureza voltou a demonstrar a sua revolta

Agora foi o Chile a ser abalado com um sismo de magnitude 8,8 na escala de Richter, um dos mais violentos dos últimos cem anos, que causou pelo menos 300 mortos e dois milhões de desalojados.
E, apesar da violência, o balanço não é mais trágico porque o epicentro do abalo se localizou a grande distância da costa e a grande profundidade.
Foram emitidos vários alertas de tsunami nos países que são banhados pelo Oceano Pacífico, com a Rússia e o Japão a evacuarem milhares de pessaoas das zonas costeiras.
As imagens, como sempre brutais, de mais uma tragédia.
Perante este cenário horrendo, a Presidente do Chile, Michelle Bachelet declarou o estado de catástrofe nas zonas afectadas.

Grandes filmes, grandes músicas (23)

Hoje, um filme fabuloso, vencedor de nove óscares.
The English Patient, realizado por Anthony Minghella, é simplesmente um filme lindo.
Para essa beleza, a obra original escrita por Michael Ondaatje, brilhantemente adaptada para o cinema, e um elenco fantástico (Ralph Fiennes, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Kristin Scott Thomas, Naveen Andrews), são factores essenciais.
Imperdível.
Um filme fabuloso, tem que ter como suporte uma banda sonora igualmente fabulosa.
A banda sonora de The English Patient, da autoria de Gabriel Yared, é isso mesmo.
Para ouvir com atenção aqui

O trailer aqui

Porto sob pressão

Depois das vitórias do Benfica e do Braga nos jogos de ontem, o Porto tem hoje três resultados possíveis em Alvalade - ou ganha, ou ganha, ou ganha.
Não é preciso estar com matemáticas complicadas, com grandes teorias e elocubrações.
O Porto tem de ganhar se quiser manter-se na corrida ao título.
Se não ganhar, a questão fica reduzida a Benfica e Braga.
Mas isso é hoje.
Vamos aos jogos de ontem.
Em Matosinhos, o Benfica mostrou classe, garra, mentalidade ganhadora e um génio que já cresceu demasiado para continuar confinado às fronteiras do futebol em Portugal.
Di María, obviamente.
Já não bastava jogar, e fazer jogar, o puto agora deu em marcar golos.
Ontem foram três.
Jorge Jesus afastou do Estádio da Luz a tremideira que a equipa viveu ao longo de muitos anos, sobretudo em momentos de maior pressão competitiva, e criou uma máquina de jogar futebol.
Mais, descobruiu grandes jogadores (Javi Garcia e Ramires), fez crescer exponencialmente outros (Di María), recuperou outros (Carlos Martins, Aimar, Saviola).
Os benfiquistas vão sentar-se no sofá, tranquilamente, a torcer para que o Sporting liquide de vez as aspirações do Porto.
Perguntar a Jorge Jesus quem quer que ganhe o jogo de hoje é das perguntas mais cretinas que se pode fazer.
Enfim....
O Leixões, depois do jogo de ontem, estará muito perto da Liga Vitalis.
Até pela incapacidade que demonstrou.
Contratar o "treinador do autocarro" ajudou muito.
iol/1143101-1456.html
Em Braga, mora uma equipa que, cada vez que lhe preparam o funeral (eu incluído), insiste em responder como respondia o leproso no inesquecível "sketch" dos Monthy Python - "I'm not dead yet!!"
Ontem, no duelo privativo Domingos/Jorge Costa, o treinador do Braga levou claramente a melhor.
O Braga ganhou (3-1), virou um resultado negativo, e mostrou que quer continuar a azucrinar a cabeça a quem não acredita na equipa (eu incluído).
Para já, Domingos já conseguiu o feito de ultrapassar o score de Jorge Jesus em Braga.
Até onde poderá ir este Braga?
Já não sei.
Sei que, se o Porto não ganhar em Alvalade, vai ficar a ser a única equipa que pode fazer sombra ao Benfica.
A crónica do jogo aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/sp-braga-braga-domingos-olhanense-maisfutebol-liga/1143076-1468.html

27 de fevereiro de 2010

Grandes filmes, grandes músicas (22)

A mesma equipa, um filme totalmente diferente.
Jeremy Irons é agora um diplomata francês, apaixonado por um(a) cantr(a) de ópera chinesa (John Lone).
Em M. Butterfly, David Cronenberg não nos revela se Jeremy Irons sabia que o papel principal na ópera chinesa está reservado a intérpretes masculinos.
A sua paixão porque quem afinal funcionava apenas como espia(ão) leva Jeremy Irons a adoptar o papel de M. Butterfly (é Madame ou Mr?), incapaz de resistir à sua traição e a um amor ilusório.
Um bom filme, com Jeremy Irons e John Lone em grandes interpretações, muito bem acompanhados por Ian Richardson, Barbara Sukowa e Annabel Leventon.


A banda sonora, tal como em Dead Ringers, é de Howard Shore.
Mais uma vez, Howard Shore demonstra que tem a habilidade de adpatar e integrar perfeitamente a música na imagem, resultando daí uma união muito feliz.
Com inspiração no universo da ópera, os críticos consideram esta a mais conseguida colaboração do par Cronenberg/Shore.
Concordo.

O trailer do filme aqui:

Outra vez o bom-senso

Vítor Pereira, e a Comissão de Arbitragem, dão-nos mais um exemplo da ausência de bom-senso que campeia no futebol português.
Num fim-de-semana que se pode revelar decisivo, em termos de atribuição do título de campeão na Liga Sagres esta época, as nomeções dos árbitros para os jogos mais "quentes", dificilmente poderiam ser mais disparatadas.
O clássico Sporting - FC Porto vai ser dirigido por João Fereira, o 4º árbitro do jogo Benfica- Porto, "o árbitro do túnel".
João Ferreira, que não é um bom árbitro, vai entrar em campo com o estigma de, se errar a favor do FCPorto, se considerar que está a querer compensar os portistas pelos acontecimentos do jogo na Luz. Se errar a favor do Sporting, ser acusado de perseguição constante ao FCPorto, com a intenção de beneficiar terceiros.
Tudo razões mais do que válidas e suficientes para não nomear João Ferreira para este jogo.
Para o Leixões- Benfica, a Comissão de Arbitragem escolheu Lucílio Baptista, o árbitro do Benfica-Porto, que tem grandes diferendos com o Porto e o Sporting, e a quem foi colada a etiqueta de benfiquista há muitos anos.
Já aqui o escrevi, é um árbitro que tem uma invulgar capacidade de desagradar e que nunca deveria ter sido nomeado para um jogo em que está em causa a permanência - do Leixões na Liga Sagres e do Benfica no primeiro lugar.
Qualquer erro de Lucílio Baptista será imeditamente elevado à décima potência.
Prevejo um fim-de-semana cheio de casos (mais um!), uma semana cheia de discussões (mais uma!).
E tudo porquê?
Porque, ou os membros da Comissão de Arbitragem andam a gozar connosco, e têm de ir embora; ou são incompetentes, e têm de ir embora; ou sabem muito bem o que estão a fazer, fazem-no concientemente e de má-fé, e, adivinharam!, têm de ir embora.



A dupla face de Miguel Sousa Tavares


Miguel Sousa Tavares, que era uma das minhas grandes referências do universo do jornalismo em Portugal na minha juventude, que sempre foi (muito) vaidoso e arrogante, tem vindo, ...como dizer? .....A aparvalhar, será este o melhor termo, o mais suave e educado.
Agora, em entrevista ao Correio da Manhã, uma excelente entrevista por sinal (muito superior ao "número" com o primeiro-ministro sob o título "Sinais de Fogo"), Miguel Sousa Tavares resolveu dirigir a sua fúria aos blogues e à blogosfera.
Porquê?
Porque, na blogosfera, Miguel Sousa Tavares é um personagem pouco simpático, frequentemente criticado, exposto à liberdade de pensamento e opinião que só o espaço da blogosfera permite.
Não há aqui critérios editoriais ditados por nada mais que não seja a consciência e as opiniões de quem se diverte escrevendo, não há preocupações com formalismos, com o politicamente correcto, com as verbas publicitárias que ditam a sobrevivência de outros meios de comunicação.
Apenas e só a consciência de cada um dos "bloggers" e uma imensa margem de liberdade e criatividade.
Inclusive a liberdade de manter o anonimato, se assim o desejarem.
Não é o meu caso, mas respeito totalmente quem envereda por esse caminho.
Miguel Sousa Tavares não convive nada bem com estes factos.
Assim como não convive nada bem com a crítica.
Gosta que lhe massagem o ego, que digam que é muito culto, que é muito inteligente, que é brilhante.
Pode ser isso tudo, mas também faz, diz e escreve disparates.
E são cada vez em maior número.
Com o elogio e a bajulação convive bem.
Com a crítica, irrita-se.
Vou continuar a escrever sobre o que, e quem, me apetecer; quando me apetecer; da maneira que me apetecer.
O Miguel Sousa Tavares tem toda a liberdade para pensar que se trata de lixo.
Assim como eu tenho toda a liberdade para achar que não é assim.
E para pensar, e escrever, sobre outras coisas que acho que são, ou não, lixo.
Assinando os posts que escrevo.
Porque me apetece.
E, devidamente assinado, deixo claro que não me agrada nada o Miguel Sousa Tavares caçador.
Sobretudo quando "caça" opiniões desfavoráveis para achincalhar e insultar gratuitamente quem as publica.

26 de fevereiro de 2010

Grandes filmes, grandes músicas (22)

Se The Silence of the Lambs é um filme excepcional, que impressiona e incomoda quem o vê, Dead Ringers, de David Cronenberg, sem ser um filme excepcional, foi o filme que mais me agitou quando o visionei.
Não conseguia estar quieto na cadeira, metia-me impressão o que se passava no ecrã, assustava-me o que nos era mostrado (aquela paóplia de instrumentos ginecológicos é horrorosa!), estava ansioso como que viria em seguida.
Uma realização perturbante de David Cronenberg, brilhantemente interpretada por um dos meus actores favoritos - Jeremy Irons.
A dupla personalidade dos "gémeos" que consegue passar para a tela é fantástica.
O contraste com a beleza e serenidade de Geneviève Bujold funcionou extraordinariamente bem.

A banda sonora, de Howard Shore, sem ser nada de excepcional, funciona e integra-se muito bem na atmosfera do filme.
O trailer do filme aqui:




O final aqui:

Finalmente escutou-se o rugido do leão

Grande jogatana do Sporting quando era mais necessário que a equipa desse uma resposta positiva!
Os ingleses do Everton ainda devem estar meio zonzos com o rolo compressor que os goleou em Alvalade (3-0) depois de uma série de sete jogos sem conhecer o sabor da vitória.
Segredos para este renascimento?
O maior tem um nome muito conhecido - Pedro Mendes.
O veterano jogador veio dar geometria ao meio-campo do Sporting (a expressão é de Fabio Capello, e era o que o treinador italiano dizia acerca de Paulo Sousa e da sua presença e influência no meio-campo da Juventus), libertando o talento de Veloso e Moutinho, dando mais segurança a Carriço e Tonel.
O meio-campo funciona, servido por jogadores talentosos, e esse facto tem um efeito de contágio no resto da equipa - "crescem" Djaló e Izmailov, ficam mais libertos Liedson e Matias Fernandez.
A vitória do Sporting foi a vitória de uma equipa personalizada, crente nas suas possibilidades, que cresceu imenso com a inclusão de Pedro Mendes, o equivalente futebolístico a George Harrison nos Beatles - discreto, trabalhador, dando o palco a outros, mas possuidor de um grande talento.
A vitória do Sporting, para além de afagar o orgulho pátrio, representa a soma de importantes pontos no ranking da UEFA (aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/ranking-uefa-ranking-coeficiente-portugal/375519-1457.html ).
Segue-se o Alético de Madrid.
E não é o Atllético de Madrid que defrontou o Porto.
Esta é outra equipa, muito mais forte, e onde a geometria (lá vem a tal expressão outra vez...) do futebol de Tiago faz toda a diferença.
Mas, creio eu,  o Sporting conseguiu ontem "outra vitória".
Estou a referir-me à nomeação de Costinha para o cargo de director do futebol do Sporting.
Esta é uma daquelas decisões que tem tudo para dar certo.
Costinha nunca escondeu a sua simpatia pelo Sporting, é um homem inteligente, culto, com mundo e com visão.
O "Ministro", alcunha que o Príncipe Alberto lhe colou aquando da sua passagem pelo Mónaco, é uma escolha muito feliz para a difícil tarefa de dirigir o futebol do Sporting (a notícia aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/costinha-sporting-bettencourt-maisfutebol-everton/1142490-1457.html ).



Pensamento do dia

Recebido por mail:

Pensamento divulgado por Adrian Rogers


"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.

O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.

Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931 - 2005

O vaso rachado da velha chinesa

Recebida por mail e adaptada:

 O VASO DA VELHA CHINESA:

Uma chinesa velha tinha dois grandes vasos, cada um suspenso na  extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Todos os dias ela ia ao rio buscar água, e ao fim da longa caminhada do rio até casa o vaso perfeito chegava sempre cheio de água, enquanto o rachado chegava meio vazio.
Durante muito tempo a coisa foi andando assim, com a senhora chegando  a casa somente com um vaso e meio de água.
Naturalmente o vaso perfeito tinha muito orgulho do seu próprio resultado - e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Ao fim de dois anos, reflectindo sobre a sua própria amarga derrota de ser 'rachado', durante o caminho para o rio o vaso rachado disse à velha :
'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até à sua casa ...'
A velhinha sorriu :
'Reparaste que lindas flores há no teu lado do caminho, somente no teu  lado do caminho ? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todos os dias,enquanto voltávamos do rio, tu regava-las.
Foi assim que durante dois anos pude apanhar belas flores para  enfeitar a mesa e alegrar o meu jantar. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa !'
Cada um de nós tem o seu defeito próprio: mas é o defeito que cada um de nós tem, que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é... e descobrir o que há de bom nele!
Portanto, meu 'defeituoso' amigo/a, desejo que tenhas um bom dia e que te lembres de regar as flores do teu lado do caminho!
Já agora, dá um abraço a algum (ou a todos) os teus amigos/as 'defeituosos'.
Sem esquecer que é 'defeituoso' também quem publicou esta mensagem!

25 de fevereiro de 2010

O carimbo da AL em Macau e o carimbo da PGR em Portugal

Quem vive em Macau, já ouviu inúmeras vezes dizer que os deputados, na Assembleia Legislativa, se limitam a apôr o carimbo de aprovação nas propostas que o Governos lhes envia.
Não é bem assim porque, justiça seja feita, até chegar a carimbadela, ainda há umas negociações (que também já tinham existido antes da proposta chegar à AL), umas comissões especializadas, umas alterações fulcrais (não se dever definir penico que é feio. Bacio é mais bonito e mais fácil de traduzir).
Segue-se depois a discussão em plenário, onde já sabemos à partida quem vai intervir.
Há os que intervêm para falar de tudo, nem que seja da humidade; há os que intervêm por dever de solidariedade sectorial; e há os que gostam de permanecer caladinhos, quase incógnitos.
Sem grandes surpresas, chega o dia da carimbadela.
Com unanimidade (unanimismo?), na maioria das vezes; com uma outra abstenção para apimentar o prato, poucas vezes; com votos contra, muito raramente.
É uma cultura, uma mentalidade e uma práxis há muito instaladas.
"The Asian Way".
Bem diferente a situação na PGR em Portugal.
Se é necessário percorrer todo aquele cerimonial para chegar ao carimbo "Autorize-se" em Macau, na PGR em Portugal o carimbo "Arquive-se"está ali sempre à mão.
Sem grandes dúvidas, sem grandes considerandos, mas com grande alarde e mediática divulgação, na PGR arquiva-se muito.
A PGR, sobretudo nos últimos tempos, passou a ser uma espécie de Curso Geral de Arquivos!
O carimbo, nestes casos, é um bom instrumento para se detectar a grande diferença de mentalidades entre o Ocidente e o Oriente.
A um Oriente que invariavelmente autoriza, com alguma solenidade e grande poder de negociação, opõe-se um Ocidente que invariavelmente arquiva, sem mais nem o quê.
Uma boa área para promover o tão famoso "encontro de culturas", não será?




Grandes filmes, grandes músicas (21)

Outra vez Jonathan Demme.
Agora numa obra perturbante, que mistura elemento típicos do género thriller, com outros do género horror.
The Silence of the Lambs conseguiu a proeza de ganhar os cinco maiores óscares da Academia - melhor filme, melhor realização, melhor actor, melhor actriz e melhor argumento.
No elenco destacam-se as fabulosas interpretações de Anthony Hopkins e de Jodie Foster, muito bem acompanhados por Scott Glenn e Ted Levine.
A banda sonora, da responsabilidade de Howard Shore, não sendo extraordinária acompanha muito bem o enredo e retrata de forma excelente a atmosfera do filme.
O trailer do filme aqui:

E o vídeo de Goodbye Horses aqui:

Mourinho com vantagem mínima e Sevilha em boa posição

Mourinho venceu o "seu" Chelsea por 2-1 no primeiro embate dos oitavos-de-final da Champions.
Jogo e eliminatória equilibradas, como era de prever.
O Inter marcou primeiro, bem cedo (4 minutos de jogo), por Diego Milito.
Jogo dividido, com algumas picardias pelo meio, e Kalou a empatar aos 51 minutos.
Duas jogadas mais e Cambiasso dá nova vantagem ao Inter, que se amnteria até final.
Quaresma não saiu do banco, Petr Cech lesionou-se.
O Inter sai em vantagem, mas o golo marcado fora pelo Chelsea pode revelar-se importante.



Em boa posição para se apurar ficou o Sevilha depois do empate (1-1) em Moscovo).
Negredo marcou para os espanhóis aos 25 minutos com Gonzalez a empatar aos 66.
Os espanhóis mostraram mais classe, melhores jogadores, mais argumentos, e deverão conseguir o apuramento.


Uma crónica feliz

Gostei particularmente desta crónica, assinada por Jorge Maia nas páginas do jornal "o Jogo".
De uma forma simples, o cronista chamou a atenção para o que é verdadeiramente importante, mas tem ficado um pouco à margem nos últimos tempos.
E o que realmente é importante é que o Benfica e o Porto estão num braço-de-ferro tremendo, como há muito não se via, com grande qualidade dos dois lados, a mostrarem classe, em Portugal e na Europa.
Por me parecer muito conseguida e importante, compartilho-a aqui:

Rivalidade bipolar

JORGE MAIA

A rivalidade é bipolar: tem um lado mau, feito de agressividade e polémicas e, nos casos mais extremos, violência; mas também tem um lado bom, feito de concorrência e competição e, nos casos mais extremos, excelência. Ora, a rivalidade entre FC Porto e Benfica está num dos seus pontos mais altos dos últimos tempos. Há sinais disso na agressividade de algumas declarações, nas polémicas que crescem à sombra dos túneis e até nos felizmente pontuais casos de violência, como foi o do apedrejamento do carro de Pinto da Costa, quando os portistas foram jogar ao Estoril. Mas também há sinais disso nas goleadas que o FC Porto impôs ao Sporting na Taça e ao Braga no campeonato, e nas que o Benfica usou para bater o Hertha de Berlim na Liga Europa e o Sporting na Taça de Liga. Há sinais de rivalidade na excelência do futebol que tanto o FC Porto como o Benfica têm praticado e na qualidade dos espectáculos que têm oferecido ao público português. Há sinais de rivalidade nesta espécie de braço-de-ferro à distância que leva os jogadores das duas equipas a superarem-se a cada jogo para marcarem só, só, só mais um. No fim, só uma das equipas vai ganhar, mas até lá quem ganha somos nós, que gostamos de futebol.

O link aqui http://www.ojogo.pt/26-56/artigo850342.asp

24 de fevereiro de 2010

Barcelona empata em Estugarda, Bordéus ganha na Grécia

O Barcelona foi à Alemanha arrancar um empate muito lisongeiro (1-1) frente ao Estugarda, numa noite em que só o resultado é positivo para os catalães.
Exibição muito pobre do Barcelona, domínio dos alemães, mas....e no mas está tudo!, o Barcelona é uma equipa fantástica, com jogadores extraordinários, com a capacidade de, de um momento para o outro, e sem que nada o faça prever, alterarem o rumo de um jogo e de uma eliminatória.
Foi o que aconteceu ontem.
O Barcelona acelerou, Ibra marcou, o golo fora pode ser decisivo, e os alemães, que pareciam ter o jogo controlado, estão com um pé fora da prova.

Na Grécia, os franceses do Bordéus devem ter carimbado a passagem aos quartos-de-final depois da vitória de ontem (1-0) sobre o Olympiakos.
O golo de Michael Ciani só vem confirmar uma grande carreira das equipas francesas na Champions esta época.
A seguir com atenção este Bordéus e o Lyon.


Eusébio recebe "UEFA Presiden't's Award"


À margem do jogo de ontem, o melhor jogador português de todos os tempos, Eusébio, recebeu das mãos de Michel Platini o "UEFA President's Award" pela sua contribuição para a divulgação do futebol a nível europeu.
Uma honraria que Eusébio merece inteiramente e que tinha sido atribuída em 2008 ao ídolo do Pantera Negra (Alfredo Di Stefano) e em 2009 a Sir Bobby Charlton.

Benfica goleia, apura-se e chega às 150 vitórias em provas europeias

Como era expectável, o Benfica ultrapassou sem dificuldades um Hertha de Berlim sem classe, sem motivação, sem ritmo, sem estaleca para estas andanças.
Goleada (4-0), a vitória número 150 em provas europeias, uma noite tranquila, de festa (homenagem a Eusébio), um apuramento fácil e muito interessante para a contabilidade no ranking da UEFA.
Jorge Jesus, em conferência de imprensa, disse que o Hertha de Berlim era uma equipa forte.
A mais forte, a par do Everton, que o Benfica tinha defrontado na Liga Europa esta época.
Compreende-se a boa educação, a cortesia, o tocar a reunir das tropas em detremineto do facilitismo.
Mas todos sabíamos que não era assim.
A começar por Jorge Jesus.
Bastou ao Benfica jogar bem , dar umas "sapatadas" no jogo, acelerar ritmos, deixar as suas unidades mais criativas desiquilibrar, e os toscos alemães ficaram perdidos e foram irremediavelmente derrotados e goleados.
A diferença entre este Benfica e este Hertha é enorme.
Foi isso que ficou ontem demonstrado dentro do campo com os golos de Cardozo (2), Aimar e Javi Garcia, em mais uma noite diabólica do garoto Di María.
Segue-se o Marselha.
Aí sim, há classe e perspectiva-se uma eliminatória muito disputada.